"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 31 de março de 2020

PSOL pede ao Supremo estatização de UTIs privadas durante epidemia

PSOL pede ao Supremo estatização de UTIs privadas durante epidemia:

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O PSOL apresentou uma ação no Supremo para dar ao SUS o controle das unidades de terapia intensiva (UTIs) da rede privada durante a epidemia do novo coronavírus...

“O gerenciamento único e estatal dos leitos de UTI é algo absolutamente fundamental para o enfrentamento da pandemia, não apenas para realizar de uma forma mais justa a ideia de que uma vida, por ter dinheiro, não vale mais do que uma vida que não tem”, diz o pedido.

COMENTÁRIO DO EDITOR: Bem feito! É o preço a ser pago pela EXISTÊNCIA de uma imundície chamada PSOL no Brasil. Tomara que o STF diga que é para fazer o que os psicopatas do PSOL querem. Aí poderemos, todos nós, morrer dentro de UTI's sem material de proteção para os médicos e com falsos médicos cubanos, adolescentes do quinto ano de Medicina e vigaristas brasileiros formados na Bolívia programando os respiradores que vão nos fornecer oxigênio!

O Coronavírus e a Miséria da “Democracia” Brasileira

(Milton Pires)

No que diz respeito ao coronavírus, o problema mais grave, o maior de todos os obstáculos enfrentados pelas Democracias Ocidentais, não vem do fato de “todo mundo ter direito a uma opinião sobre o que está acontecendo”, vem do fato de que a “opinião de qualquer um tem o mesmo valor que a dos demais”.

É isso que está ocorrendo no Brasil. O Brasil NÃO respeita as autoridades, as pessoas com melhor conhecimento técnico sobre como lidar com a epidemia – estas pessoas são os MÉDICOS e ponto final !

O Brasil é um país capaz de bater palmas para os médicos no Jornal Nacional e depois dar espaço para um “ex-integrante do BBB” ou para um “jogador de futebol” falar o que pensa sobre o coronavírus.

O Brasil é um país que dá a mesma importância àquilo que pensam um louco varrido como Jair Bolsonaro e àquilo que pensa uma autoridade mundial em infectologia como Anthony Fauci.

Não existe espaço para Democracia na Ciência e não vai haver chance alguma do Brasil, este “centro acadêmico” do planeta Terra, este sindicato de jogadores de futebol, de bicheiros e garotas de programa, este BBB da América Latina, escapar de uma praga como o coronavírus.

Não, não é pessimismo, não...é só a percepção da realidade.

Porto Alegre, 31 de março de 2020.

VÍDEO - A DOENÇA DE BOLSONARO. Jornalistas abandonam coletiva em que ELE fala sobre OMS.

NOTA CONJUNTA AO GOVERNADOR E AOS PREFEITOS DO RS

As entidades que assinam este documento manifestam, em conjunto, apoio às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, assim como das principais entidades médicas, sanitárias e científicas do país e do mundo, de manutenção do isolamento social como fundamental medida para o enfrentamento à Covid-19.

É necessário respeitar todas as recomendações técnicas pelos próximos dias para analisar o crescimento da curva no Brasil e o impacto das medidas já adotadas. Para isso, é imperativo intensificar as estratégias de isolamento para conter o aumento da pandemia, assim como garantir tempo para organização e redimensionamento do nosso sistema de saúde.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a grande maioria dos municípios ainda aguarda a chegada de equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e aventais, além de aparelhos hospitalares, como respiradores mecânicos. Precisamos da firmeza das autoridades das esferas municipal, estadual e federal para manter o comércio fechado e as aulas suspensas. Mesmo os serviços reconhecidos legalmente como essenciais, e que precisam seguir em atividade, devem atender meticulosamente a todas as orientações de prevenção e proteção.

O mundo está nos mostrando a gravidade do problema que enfrentamos. Mais de 30 mil vidas já foram perdidas. As grandes potências sofrem para vencer o novo Coronavírus. É hora de tomar as medidas necessárias, mesmo sendo duras. Estamos conscientes com relação à grave crise econômica que enfrentaremos, mas precisamos lutar em defesa do bem maior de cada ser humano, que é a vida. O momento recomenda ouvir a voz lúcida da comunidade científica mundial.

Fiquem em casa. A vida não tem preço. Todas as vidas valem.

LEIA A NOTA AQUI

AGRADECIMENTO AOS QUE LUTARAM CONTRA O COMUNISMO NO BRASIL.


O Brasil agrade a todos aqueles que, com bravura e sacrifício pessoal (como o pai deste Editor que perdeu um ano da Faculdade de Medicina), lutaram contra os verdadeiros monstros genocidas, contra os terroristas, assassinos, corruptos e totalitários que tentaram instalar um Regime Comunista no Brasil dos anos 60.

Muito Obrigado. A Pátria JAMAIS os esquecerá!

Porto Alegre, 31 de março de 2020. 

A construção do homem moderno: o retrato renascentista.

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Artigo de Laura Ferrazza para o Estado da Arte:

Se o desejo pela representação de si já existia antes do Renascimento, foi durante esse período que ele atingiu seu apogeu. Movida pelos ideais do humanismo e florescendo nas cidades italianas, a imagem de si tomou novas e importantes características a partir do século XV. As famílias de nobres e comerciantes, que dominavam as cidades-estados italianas, usaram seu crescente poder para investir em arte. Assim surgiu o sistema do mecenato, por meio do qual uma cidade, uma corte ou mesmo uma família patrocinava determinados artistas. Foi também nesse período que surgiu a noção do artista intelectual. Antes, o trabalho artístico era visto como algo menor, uma tarefa que demandava o uso das mãos e era realizada por artesãos especializados. Durante o Renascimento, os artistas modificaram a visão quanto ao estatuto de sua produção, sublinhando a necessidade de um conhecimento intelectual vinculado ao prático. Assim, a autoria das obras tornou-se relevante, cada artista desenvolvendo em certa medida seu estilo dentro das novas diretrizes. A busca pela individualidade incentivou a produção de autorretratos pelos grandes mestres. Foi na Renascença Italiana que o retrato ganhou uma nova dimensão e as principais bases da restratística surgiram. Elas foram lentamente modificadas nos séculos seguintes, mas demoraram muito para serem confrontadas.

Existem características únicas, desenvolvidas nos retratos do Renascimento italiano, que serviram de modelo para o restante da Europa até o final do século XVII. Quando o homem foi colocado no centro dos questionamentos filosóficos, a religião não foi excluída, mas a visão sobre ela mudou. Além dos quadros com temas bíblicos, a admiração pela cultura greco-romana e seu legado artístico se refletiram em novos temas para a arte. Além disso, a busca por um nova forma de representação e espacialidade visual marcaram a escolha dos artistas renascentistas. Assim, o retrato também ganha força, pois um dos temas de interesse era o homem e seu lugar no mundo.



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O retrato desse período busca captar o caráter próprio de um indivíduo e desempenha ao mesmo tempo uma função política e cultural. Inicialmente eram retratos coletivos, em geral dos encomendantes de obras religiosas, retratados na cena escolhida. Personagens reais e contemporâneos ocupam às vezes o lugar de personagens bíblicos, como no afresco pintado por Benozzo Gozzoli (1420 – 1497) para a capela da residência da família Médici, uma encomenda feita por Lorenzo, o Magnífico (1449 – 1492). Nominalmente, o tema que reveste todas as paredes da pequena capela é “A jornada dos magos a Belém” (1469 – 1472). Contudo, sabe-se que nesse magnífico cortejo, que pouco nos lembra os tempos de Jesus, estão todos os proeminentes cidadãos florentinos daquela época. Em destaque, está o próprio Lorenzo, como um dos reis magos, seguido por seu pai e seu avô, todos a cavalo. Outros membros da família seguem o cortejo andando. Para nós isso, não parece ser um retrato, mas uma encenação; isso era algo comum para a sociedade florentina do século XV. Porém, pouco a pouco, foi ganhando destaque a arte do retrato individual, no qual um único individuo é representado num recorte que evidencia seu rosto e, portanto, seus traços pessoais.

Giorgio Vasari (1511 – 1574) utiliza em seus escritos sobre a pintura renascentista de retratos os seguintes termos: ritrarre, ritratto di ou dal naturale. Essas expressões eram utilizadas para indicar uma nova prática na pintura que levava em conta a imagem viva de determinado sujeito, ou seja, a representação de uma face individual numa imagem. A palavra ritrarre queria dizer ainda a reprodução das feições de uma pessoa através da concessão a uma face de traços individualizados criados livremente. Isso significa que, mesmo que houve-se uma observação do modelo, não era sua aparência real que importava. Os traços individuais recebiam a interpretação do artista, passando do individual ao ideal. Isso explica porque algumas figuras famosas aparecem com rostos tão diferentes, conforme o artista que o retratou.

Um bom exemplo na variação da face dos retratados são os retratos da musa dos renascentistas do quatroccento Simonetta Vespucci (1453 – 1476), personagem trágica, morta aos 23 anos. Foi amante de Giuliano de Médici, irmão mais jovem de Lorenzo. Considerada a mais bela jovem de Florença, muitos nutriam por ela um amor nos moldes do platonismo. O poeta Angelo Poliziano dedicou-lhe belos versos; dizem que mesmo Lorenzo era fascinado pela beleza de Simonetta. Ela teria servido de inspiração para o rosto da Vênus de Botticelli, no famoso quadro pintado em 1485, embora nessa época ela já estivesse morta. Mas Botticelli já havia pintado um retrato de Simonetta quando ela estava viva: “Retrato de Simonetta Vespucci como ninfa”, de 1475. Já seu colega artista Piero de Cosimo realizou um retrato mais sensual da jovem musa: “Retrato de Simonetta Vespucci como Cleópatra,” datado de aproximadamente 1480 (nesse caso, seria póstumo). Esses dois retratos nos mostram não apenas um rosto diferente para a mesma pessoa, mas a interpretação dos artistas sobre esse rosto. Além disso, nos revelam uma moda que iria perdurar na retratística europeia, a de representar a pessoa como personagem histórica ou mitológica da antiguidade.



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Os artistas do renascimento tinham mais de um caminho a seguir quando concebiam um retrato. Podiam refletir no personagem representado o novo espírito artístico, ou espelhar o lugar do sujeito na sociedade. Na maioria das vezes, o artista acabava optando por uma forma expressiva que unisse as duas anteriores. Assim, a semelhança com o modelo ou pormenores podiam perder importância frente aos novos ideais artísticos.

O retrato se constituiu como gênero artístico autônomo no final do século XV e início do XVI. Nesse curto espaço de tempo, segundo Jacob Burckhardt (1818 – 1897), houve o triunfo de retrato histórico e a afirmação da independência do gênero do retrato, com o completo predomínio do retrato individual. Um dos pintores que mais influenciaram a trajetória do retrato individual foi Rafael Sanzio (1483 – 1520), que apregoava o encontro entre os valores universais e a figura do homem, promovendo um equilíbrio clássico entre semelhança e idealização. Assim, o Renascimento lançou as bases da retratística moderna, que iria influenciar a representação de importantes figuras históricas do contexto europeu moderno e a própria criação da imagem idealizada dos soberanos da época. Mais do que buscar a verossimilhança, o que devemos pensar frente aos retratos pintados é todo um universo de intenções, pensamentos, técnicas artísticas, mas também quem era esse sujeito que se faz representar numa imagem.

Laura Ferrazza é doutora em História da Arte pela Sorbonne/PUCRS e pesquisadora do PPG de História da UFRGS.

Os filhos dos generais-presidentes e os filhos dos presidentes civis

Os filhos dos generais-presidentes e os filhos dos presidentes civis:



O último general-presidente, João Batista Figueiredo, intensificou a abertura política pressionado por uma enorme crise econômica e pelas manifestações populares em prol da democracia. Logo que assum...

Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964

Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964:

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MINISTÉRIO DA DEFESA
Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964
Brasília, DF, 31 de março de 2020.

O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. O Brasil reagiu com determinação às ameaças que se formavam àquela época.

O entendimento de fatos históricos apenas faz sentido quando apreciados no contexto em que se encontram inseridos. O início do século XX foi marcado por duas guerras mundiais em consequência dos desequilíbrios de poder na Europa. Ao mesmo tempo, ideologias totalitárias em ambos os extremos do espectro ideológico ameaçavam as liberdades e as democracias. O nazifascismo foi vencido na Segunda Guerra Mundial com a participação do Brasil nos campos de batalha da Europa e do Atlântico. Mas, enquanto a humanidade tratava os traumas do pós-guerra, outras ameaças buscavam espaços para, novamente, impor regimes totalitários.

Naquele período convulsionado, o ambiente da Guerra Fria penetrava no Brasil. Ingredientes utópicos embalavam sonhos com promessas de igualdades fáceis e liberdades mágicas, engodos que atraíam até os bem-intencionados. As instituições se moveram para sustentar a democracia, diante das pressões de grupos que lutavam pelo poder. As instabilidades e os conflitos recrudesciam e se disseminavam sem controle.

A sociedade brasileira, os empresários e a imprensa entenderam as ameaças daquele momento, se aliaram e reagiram. As Forças Armadas assumiram a responsabilidade de conter aquela escalada, com todos os desgastes previsíveis.

Aquele foi um período em que o Brasil estava pronto para transformar em prosperidade o seu potencial de riquezas. Faltava a inspiração e um sentido de futuro. Esse caminho foi indicado. Os brasileiros escolheram. Entregaram-se à construção do seu País e passaram a aproveitar as oportunidades que eles mesmos criavam. O Brasil cresceu até alcançar a posição de oitava economia do mundo.

A Lei da Anistia de 1979 permitiu um pacto de pacificação. Um acordo político e social que determinou os rumos que ainda são seguidos, enriquecidos com os aprendizados daqueles tempos difíceis.

O Brasil evoluiu, tornou-se mais complexo, mais diversificado e com outros desafios. As instituições foram regeneradas e fortalecidas e assim estabeleceram limites apropriados à prática da democracia. A convergência foi adotada como método para construir a convivência coletiva civilizada.

Hoje, os brasileiros vivem o pleno exercício da liberdade e podem continuar a fazer suas escolhas.

As Forças Armadas acompanharam essas mudanças. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, como instituições nacionais permanentes e regulares, continuam a cumprir sua missão constitucional e estão submetidas ao regramento democrático com o propósito de manter a paz e a estabilidade.

Os países que cederam às promessas de sonhos utópicos ainda lutam para recuperar a liberdade, a prosperidade, as desigualdades e a civilidade que rege as nações livres.

O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou.

FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa

Previsão Sul – Calor e umidade na Região

Previsão Sul – Calor e umidade na Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

31 de Março de 1596: Nasce o filósofo e matemático francês René Descartes, autor de "O Discurso do Método".

31 de Março de 1596: Nasce o filósofo e matemático francês René Descartes, autor de "O Discurso do Método".:

Nascido em La Haie (França) em 1596, é considerado o inaugurador da época moderna da história da filosofia e primeiro representante da corrente racionalista, tendo colocado como núcleo da pesquisa filosófica o problema do conhecimento.Opondo-se veementemente à tradição escolástica de influência aristotélica, Descartes, sob inspiração do rigor demonstrativo das deduções matemáticas, foi movido pela preocupação de encontrar um fundamento absoluto e irrefutável para as ciências, que pudesse simultaneamente servir-lhes de princípio unificador, na tentativa de criar um sistema universal do saber.

Com esse objetivo, procede à articulação das regras a que deve obedecer o método «para bem encaminhar a razão e procurar a verdade nas ciências»:

- regra da evidência: «recusar todos os preconceitos, não tomando como verdadeira nenhuma coisa sem que a conheça evidentemente como tal e se apresente ao meu espírito tão clara e distintamente que dela não possa duvidar».

- regra da análise: «dividir cada um dos problemas que se me apresente no maior número de parcelas possível».

- regra da síntese: «conduzir os raciocínios ordenadamente, partindo dos mais simples para os mais complexos».

- regra da enumeração: «proceder a enumerações tão completas e revisões tão gerais que possa estar certo de nada haver omitido».

Procurando, no entanto, um suporte metafísico para o seu sistema, parte de uma posição de ceticismo em que põe em causa a fiabilidade dos sentidos e considera como ilusório o mundo sensível; chega mesmo a considerar a possibilidade da inexistência de Deus, substituindo-o por um «génio maligno» cuja astúcia o poderia induzir em erro até nas verdades mais seguras das ciências dedutivas (dúvida hiperbólica). No entanto, é este mesmo processo que o conduz à verificação de uma evidência que admite incontestável - até ao duvidar, a consciência tem de existir -, formulada na célebre asserção «Penso, logo existo». O vigor com que tal constatação se apresenta na consciência serve-lhe como primeiro critério de verdade, levando-o a propor que, «regra geral, todas as coisas que sejam concebidas de forma tão clara e tão distinta serão igualmente verdadeiras».

Encontrada na afirmação da substancialidade do eu pensante («res cogitans») uma base suficientemente firme para o seu sistema, falta a Descartes, no entanto, ultrapassar o puro solipsismo que dela advém. Para o realizar, apoia-se na análise dos conteúdos da consciência pensante e, em particular, na constatação da presença nesta da ideia de um ser perfeito. Admitindo que as ideias podem ter três origens - os sentidos, a própria consciência ou uma instância superior -, conclui que a ideia de um ser perfeito não pode surgir dos sentidos, pois estes não podem dar origem a nada com maior realidade objetiva (i. é, das representações acidentais dos sentidos não pode provir a ideia de uma substância). Do mesmo modo, não pode ter origem na própria consciência, visto que a ideia de um ser perfeito não pode provir de uma substância imperfeita (o efeito não pode ser superior à causa). Portanto, a ideia de ser perfeito só pode estar presente na consciência enquanto ideia inata, por ação direta de Deus que, consequentemente, tem de existir e, devido à sua perfeição, não deverá ser fonte de qualquer malícia, pelo que se pode, finalmente, afastar a hipótese do «génio maligno» e pôr de parte o ceticismo inicial. A prova da existência de Deus reveste-se, portanto, de uma dupla função: como garantia da realidade do mundo sensível e da validade objetiva do conhecimento.

Do encontro da substancialidade do eu pensante deriva o dualismo ontológico de Descartes, que separa radicalmente a «res cogitans» (substância espiritual e livre) da «res extensa» (substância material, mecanicamente determinada por Deus). Esta última, caracterizada pela extensão e pelo movimento, torna-se passível de conhecimento quantitativo, i. é, de uma abordagem matemática, relegando para o domínio da pura fantasia a física de tradição aristotélica, centrada em conceitos de ordem quantitativa e num esquema explicativo baseado na causalidade final.

Personagem de interesses diversos, Descartes notabilizou-se também nas ciências, tendo sido o criador da geometria analítica. Pretendendo colocar-se em rutura com todo o pensamento anterior, esconde importantes influências, em especial as de Santo Agostinho (que segue uma via próxima na afirmação da irredutibilidade do eu pensante) e Santo Anselmo (no qual inspirou a prova para a existência de Deus). Tendo morrido em Estocolmo em 1650, ficou para a filosofia como o grande impulsionador da autonomização do sujeito-razão.Obras de Descartes:

Compendium musicæ (1618); Studium bonæ mentis, perdido (1620-25); Regulæ ad directionem ingenii, incompleta e publicada postumamente (1627-28); De la divinité, perdido (1628-29); Monde, não publicado (1632-33); Discours de la Méthode pour bien conduire sa raison et chercher la vérité dans les sciences. Plus la Dioptrique, les Météores et la Géométrie, qui sont des essais de cette méthode, Explication des engins par l'aide desquels on peut avec une petite force lever un fardeau fort pesant, Essais (1637); Meditationes de prima philosophia, in qua Dei existentia et animæ humanæ a corpore distinctio demonstratur (1642); Principia philosophiæ (1644); Méditations métaphysiques, Principes de philosophie, traduzidos do latim (1647); Description du corps humain (1647-48); Notæ in programma quoddam, Manuscrit de Göttingen, esta última só descoberta em 1895 (1648); Les passions de l'âme (1649); La Recherche de la vérité par la lumière naturelle (?).
René Descartes. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.

wikipedia (Imagens)


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Retrato de René Descartes - Frans Hals
René Descartes (à direita) com a rainha Cristina da Suécia


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segunda-feira, 30 de março de 2020

PSICOPATA Jair Bolsonaro sugere que governadores inflam mortes por Covid-19

Bolsonaro sugere que governadores inflam mortes por Covid-19:

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Jair Bolsonaro disse a Sikêra Jr que "parece que há interesse por parte de alguns governadores de inflar o número dos óbitos vitimados por vírus"...“Daí daria mais respaldo para eles, talvez fique com mais recursos do governo federal, para justificar as medidas que eles tomaram. Para dizer: ‘Olha, se não tivesse tomado essa medida aqui no meu estado, a crise seria mais grave, mais gente teria morrido”, afirmou.

Einstein afastou 348 profissionais e tem 13 internados por coronavírus

Einstein afastou 348 profissionais e tem 13 internados por coronavírus:

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A Vontade de Poder e a Vontade Matar – Ensaio sobre a Filosofia do Bicho.


(Milton Pires)


Mais de uma vez, em consulta com a minha terapeuta, eu disse que me imaginava caminhando pelas ruas de Genebra, Davos ou Berna. Na minha fantasia eu caminho numa tarde de inverno pelas ruas tomadas pela neve. São quatro horas da tarde – noite escura.

Eu paro em frente a uma relojoaria, destas muito antigas. Nas paredes, dezenas e dezenas de todos os tipos de relógios. Relógios suíços e estrangeiros. Caminhando junto a parede, fazendo força para levar uma escada enorme, está um velhinho de cabelos muito brancos, óculos de aros finos, boné na cabeça, camisa branca de mangas largas, cachimbo na boca…

O velhinho sobe na escada, acerta a hora de todos os relógios que consegue, desce, muda a escada de lugar e vai acertando os que faltaram ...Quando termina de acertar todos, pára por alguns instantes, faz cara de quem se deu conta de algo ...e começa tudo outra vez…iniciar a corrigir a hora de cada um dos relógios “atrasados” - só ele, velhinho, sabe a “hora certa”.

O nome do velhinho que eu imagino fazendo esse tipo de trabalho é Hegel ! George Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831). Ah, Hegel, Hegel...O velho Hegel, o idealista alemão que possibilitou o surgimento de Marx...que ironia: um idealista dando origem a um materialista fanático, a um homem que inspirou a “Economia de Guerra de Lênin” e o “Grande Salto Adiante”, de Mao.

A filosofia de Hegel pode ser resumida na ideia exposta por ele mesmo, em “A Filosofia do Espírito”, de transformar toda Filosofia em Ciência.

Hegel acreditava que a vida, a realidade e, acima de tudo, a História, tem leis que podem ser descobertas cientificamente.

Estas “leis”, pensava ele, uma vez descobertas, podem permitir que o “Espírito”, o “Espírito que está em nós”, que está em tudo, se ajuste à “grande marcha” de “sintonização” com o “Espírito Absoluto”...é, meus amigos, Hegel leu Espinoza…

A filosofia de Hegel encantou a Alemanha. Era a “filosofia do controle”, a filosofia dos trens chegando na hora absolutamente correta, a filosofia do Kaiser, a filosofia da jornada da Alemanha em direção ao ajuste dialético com o “Espírito Absoluto”.

Ironicamente, este “relojoeiro da História”, como eu gosto de chamá-lo, este homem que fez da sua vida a missão de descobrir as “leis dialéticas que regem a história”, morreu, cem anos exatamente antes do meu nascimento (14 de novembro de 1870) sem controlar nem mesmo os seus intestinos – foi vítima de uma Epidemia de Cólera que se espalhava pela Alemanha como hoje a COVID-19 se espalha pelo Brasil. Toda Berlim, sem máscara alguma, parou para acompanhar seu funeral.

Muito daquilo que se pode chamar de “Filosofia Política” de Hegel tem base num outro sujeito que o antecedeu. Este se chamava Thomas Hobbes (1578-1669).

Hobbes, num livro cujo título original é “Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil”, mas que ficou conhecido com “Leviatã”, disse que o “homem é o lobo do homem” e, que para controlar a vida do homem em sociedade, é necessária a existência de um monstro, de uma criatura marinha gigantesca mencionada no Antigo Testamento, cuja função seria exatamente estabelecer a Ordem Absoluta entre os seres humanos que vivem em sociedade.

O Leviatã de Hobbes é o Estado. O Estado que chega à perfeição na Alemanha de Hegel porque o Estado, assim pensava Hegel, “deve ser a manifestação suprema do Espírito” neste nosso Mundo.

A resposta para as ideias de Hobbes e Hegel, a refutação absoluta desta vontade que não é só de Poder, mas de controle do poder, está finamente expressa em Nietzsche.

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900). Nietzsche, o Nietzsche que dizia que “não acreditava num Deus que não soubesse dançar”, que “Cristo é Platão levado aos Pobres”..que “a salvação só é possível através da Arte”, afirmou durante toda sua vida que a “razão, a razão ocidental estava doente”..e que a causa desta doença era a MORAL.

Quando escreveu seu primeiro livro, “O Nascimento da Tragédia entre os Gregos”, Nietzsche deveria mais bem chamá-lo de “A Tragédia do Nascimento da Tragédia entre os Gregos”.

Nietzsche via na tragédia grega o elemento Apolíneo, o elemento da simetria das formas, da beleza lógica, …e o Dionisíaco, a apologia do erotismo, do impulso, da intoxicação amorosa e da sensibilidade pura ...mas Nietzsche viu mais do que isso.

O que ele parece ter visto, ou diz ter visto, foi a morte de tudo que era Dionisíaco, de todo erotismo, de toda força vital da qual poderia nascer uma Vontade de Poder que não fosse a vontade dos fracos, a vontade dos ressentidos…

Em 1889 Nietzsche morava em Turim (Itália). Numa certa manhã dirigindo-se ao centro da cidade, de repente, deparou-se com uma cena que mudou sua vida para sempre. Ele viu um cocheiro que batia com força no seu cavalo porque o animal não queria andar.

O cavalo estava completamente exausto. Não tinha mais forças. Mesmo assim, o dono batia com o chicote no animal para que continuasse andando, apesar do cansaço.

Nietzsche ficou perplexo com o que via. Depois de censurar o comportamento do cocheiro, ele se aproximou do cavalo que tinha desabado e o abraçou. Em seguida, começou a chorar.

A interpretação do choro de Nietzsche, os motivos reais ou inconscientes para o colapso mental do filósofo são vários. Digo que ele o fez numa catarse, num entendimento súbito daquilo que a vida lógica, a vida apolínea e a apologia das formas perfeitas idealizadas por qualquer sociedade em qualquer tempo fizeram com todos os seres vivos (inclusive ele mesmo) representados, naquele momento, pelo sofrimento do cavalo.

Oswald Spengler (1880-1930), não se abraçou em nenhum cavalo e não enlouqueceu, mas, herdeiro de Nietzsche, denunciou a morte de toda vontade vital, de toda Cultura que merecesse este nome, num livro chamado “A Decadência do Ocidente”.

A causa da “decadência”, da “morte” de toda Cultura? A Civilização! A Civilização lógica, irreal, simétrica, sem vontade de poder, de erotismo ...A Civilização de um caráter que, no fim, é apolíneo-materialista e utilitário em qualquer forma de organização política ou econômica da época de Spengler.

Que Sigmund Freud (1856-1939) resgata, através da Teoria Psicanalítica e do seu conceito de “Eros”, uma força dionisíaca, um pulsão criadora cujo esquecimento levou Nietzsche ao desespero, todos sabemos.

Que ele tenha proposto o advento, a existência de uma outra força chamada “Tânatos” - o impulso para morte – é algo que muita gente esqueceu ou nunca soube.

Seria muito interessante saber o que todos estes filósofos, escritores, pensadores e intelectuais que eu citei pensariam do Mundo de 2020, do mundo do Sars-Cov2, do “bicho”, como eu repetidamente o chamo e gosto de chamar.

O bicho, ninguém ignora, não tem “filosofia” alguma, não há princípio vital, consciência ou pulsão alguma nele.

Discute-se, até hoje, entre vários cientistas, se vírus são ou não são formas de vida.

Eu nunca li nada que definitivamente responda a esta pergunta.

Nós já sabemos o que é o impulso vital, a pulsão erótica geradora da “vida ativa” na expressão de Hannah Arendt, da vida que não é só trabalho nem obra, da vida criativa que pode se manifestar na forma apolínea, na forma da beleza pura, pensada, na estátua grega de formas proporcionais…da vida que “faz História”.

Nós já conhecemos a dança frenética de Dionísio, o Dionísio que é considerado também o deus grego da natureza, da fecundidade, da alegria e do teatro, o Deus que inspira a fertilidade, que é chamado de deus da libido e que na mitologia romana tem o nome de Baco.

Agora, em 2020, nosso planeta encara uma ameaça formidável. Uma ameça do ponto de vista da Saúde Pública, da Economia, da Medicina…da Filosofia, da Religião, da Política...

Que o “bicho” não comunga com qualquer ponto de vista, com qualquer doutrina filosófica a respeito da natureza do Estado, da Justiça e do sentido da vida, é óbvio. O bicho não tem Vontade de Poder; tem Vontade de Matar!

Menos óbvio, assim me parece, é que o bicho venha despertando em pessoas importantes, em gente que ocupa cargos em que são tomadas grandes decisões, o impulso de MORTE.

Menos real, menos evidente, é que a Vontade de Matar do bicho tenha se transformado na Vontade de Morrer de algumas pessoas, de algumas pessoas com poder para decidir se vamos, todos nós brasileiros, viver ou morrer.

Tânatos vem ganhando espaço no Brasil. Ao afirmar que “todo mundo, um dia, tem que morrer”, é Tânatos, é o impulso de morte, que fala através do nosso Presidente, do nosso “Mito” cuja crença em Deus se expressa numa fé escatológica, na religião do Segundo Advento, numa Segunda Vinda de Jesus Cristo…

Essa segunda vinda, assim acredita aquele na frente de quem nosso Presidente se ajoelha, há de trazer para toda Humanidade o final dos tempos. Ela é inevitável.

O fim dos tempos é o reino da miséria e dor. É o ponto mais negro da história da Terra, onde o mal, tristeza e injustiça (quem sabe da doença?) corre desenfreadamente. Escuridão governa a terra completamente.

Jesus, então, voltará à Terra com os exércitos do céu para salvá-lo das garras da besta e do anticristo!

Depois de tanta escuridão a luz irá finalmente brilhar! Depois de estar sob a influência de Satanás desde os dias de Adão e Eva é este o ponto de viragem importante que tira a Terra do alcance do pecado para colocá-la nas mãos de Jesus.

A vinda da besta não pode ser evitada, muitos irão morrer. O Segundo Advento não pode ser adiado: depois da infecção, da entubação e da ventilação mecânica, Cristo virá julgar e decidir quem merece entrar em seu Reino…é a nossa jornada histórica e dialética de comunhão perfeita com o "Espírito Absoluto"de Hegel. 

Enquanto Cristo não vem, sabendo que “todo mundo um dia tem que morrer”, é possível se refugiar num bunker...Um bunker a céu aberto, sem proteção alguma..que não exige sequer que o Presidente esteja nele...pelo contrário: um bunker que está dentro do próprio Presidente, que permite que ele caminhe entre as pessoas, que as cumprimente, que o torna imune à infecção pelo vírus porque “na sua hora todo mundo tem que morrer”, e a “hora dele ainda não chegou”…

Enquanto isso o “povo tem que trabalhar”, porque quem “não trabalha pela comida não merece viver”... Assim como não merecia viver todo alemão que não lutasse nas ruas em 1945…enquanto Hitler discursava sobre a morte ...num bunker de Berlim..

Porto Alegre, 30 de março de 2020.

NOTA DO AUTOR - O nome correto do livro de Hegel era "Fenomenologia do Espírito" e não "Filosofia" do Espírito. Embora sejam dois conceitos completamente diferentes, a loucura, o delírio de Hegel, era uma só. Hegel foi, como bem disse Schopenhauer, "o maior monumento à Estupidez da Alemanha". 

O MITO DA "FOME" E DO DESABASTECIMENTO.

NÃO é o Confinamento que vai fazer faltar comida no país! É a DESORGANIZAÇÃO POLÍTICA e o caos administrativo no país! O Brasil tem a maior quantidade de comida do mundo. O planeta inteiro compra comida daqui. O fantasma do desabastecimento e da fome serve para manter os ganhos dos empresários e dos fanáticos evangélicos milionários que são amigos do “Mito” de vocês. Não há diferença nenhuma entre isso e os Vagabundos Petistas que matam prefeitos e constroem estradas na África e metrô na Venezuela. 

(Milton Pires)

VÍDEO - PSICOPATA desrespeita isolamento por coronavírus e sai às ruas de Brasília

AO VIVO: Bolsonaro em açougue do Distrito Federal fala sobre Cloroquina e isolamento (veja o vídeo)

AO VIVO: Bolsonaro em açougue do Distrito Federal fala sobre Cloroquina e isolamento (veja o vídeo):



Conversando com populares em um açougue de Brasília, Bolsonaro é questionado por repórter da
CNN, que pergunta sobre sua opinião divergente da opinião do Ministro da Saúde quanto ao isolamento. Bolso...

Previsão Sul – Instabilidade diminui

Previsão Sul – Instabilidade diminui:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

30 de Março de 1746: Nasce o pintor Francisco de Goya, em Fuendetodos, Norte de Espanha.

30 de Março de 1746: Nasce o pintor Francisco de Goya, em Fuendetodos, Norte de Espanha.:

Pintor espanhol, Francisco Goya y Lucientes nasceu a 30 de março de 1746 perto de Saragoça, na província de Aragão. Aos 14 anos foi aluno de José Luzan. Continuou os estudos de arte em Roma e ao voltar por Saragoça recebeu a encomenda de três frescos para a Catedral. Estes trabalhos estabeleceram a sua reputação. Depois de se instalar em Madrid, em 1773, foi convidado para desenhar as tapeçarias da Oficina Real de Santa Bárbara. Este demorado trabalho de artífice seria a grande escola de Goya. Estudou os grandes mestres, abandonando progressivamente o estilo Rococó, e deixou-se influenciar pelo Neoclassicismo e por Velásquez, adquirindo uma técnica mais espontânea. Em 1789, com a subida de Carlos IV ao trono, foi nomeado pintor da corte. O artista pintou inúmeros retratos do monarca, de personalidades célebres e de amigos. Solicitado pelo rei, empreendeu a execução de S. Bernardino de Siena Orando diante de Afonso V para o altar da Igreja de S. Fernando de Madrid. Na altura, foi considerada a melhor das suas obras. Em 1792 foi atingido por uma doença que o levou à surdez. A sua pintura sai completamente transformada dessa crise, mais incisiva e amarga. Adiciona novos tons - pretos, castanhos, vermelhos e ocres - e os temas envolvem a observação satírica do género humano e fantasias em que as personagens se deixam dominar pelas emoções. No ano de 1799 publicou Os Caprichos, um livro de 82 águas-fortes em que expõe a loucura e as fraquezas humanas. É ainda a época das cenas da vida madrilena, com A corrida de Touros e A Casa dos Loucos. Deste período data a sua relação com a duquesa de Alba, que viria a servir de modelo em vários quadros. Os horrores da guerra e a brutalidade humana durante a ocupação napoleónica (1808-1814) foram o tema de Os Desastres da Guerra, obra que só viria a ser publicada em 1863, já depois da sua morte. Após a restauração da monarquia, foi obrigado a comparecer perante a Inquisição por causa do retrato de Maja Despida (1800), um dos primeiros nus da arte espanhola da época. De 1819 a 1824 viveu em reclusão numa casa dos arredores de Madrid. Sentindo-se livre das obrigações da corte, deu livre expressão a pensamentos sombrios e selváticos nas derradeiras águas-fortes Loucuras e nas Pinturas Negras, murais de pesadelo pintados nas paredes da casa. Depois da tentativa falhada de instauração do liberalismo em Espanha, partiu para um exílio voluntário em França. Veio a falecer em Bordéus em 1828. Um ano antes, tinha pintado algo de inteiramente novo, A Leiteira de Bordéus, cujas explosões de luz e cintilações de cor são das primeiras manifestações do impressionismo.
Francisco Goya. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 

wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Vicente López Y Portaña 001.jpg



Francisco Goya - Retrato feito por Vicente López Portaña  em 1826


Arquivo: Goya Alba1.jpg

A Duquesa de Alba  (1795)

Arquivo: Goya Maja ubrana2.jpg

Maja Vestida (1902-1805)

Arquivo: El Tres de Mayo, de Francisco de Goya, do Prado no Google Earth.jpg



domingo, 29 de março de 2020

Impeachment IMEDIATO de Jair Bolsonaro.


Prezados Colegas,

Sete anos atrás vocês viram meu empenho, coragem e obstinação em denunciar o Governo da terrorista esquizofrênica que enxergava cães invisíveis atrás das crianças, que saudava a mandioca e que trouxe falsos médicos cubanos para atender pacientes no SUS.
Dilma e a Organização Criminosa Vagabunda Petista destruíram a Economia, a Universidade, a Igreja...Aparelharam os sindicatos, as escolas, autarquias, entidades de classe, estações de rádio, TV, jornais...Tudo! ...Todos sabem o câncer que o PT representa para o Brasil.
O Brasil se informou pela internet e saiu às ruas...O colapso na economia, o desemprego, a operação Lava-Jato e os movimentos de rua, associados aos interesses criminosos do MDB derrubararam Janete do Governo. Drácula assumiu e continuou com todo esquema de corrupção. Bolsonaro foi esfaqueado e nós o salvamos da morte dentro de um Hospital do SUS de Juiz de Fora (MG).
Hoje, com a mesma bravura e honestidade intelectual que tive na época, peço a vocês que assinem esta petição para que os criminosos do Senado e da Câmara dos Deputados, em regime de MÁXIMA URGÊNCIA, afastem do Governo este PSICOPATA chamado Jair Bolsonaro.
O motivo para afastar Bolsonaro é o CAOS disciplinar, de autoridade e administração em que ele mergulhou o Brasil em virtude da sua ideia assassina de impedir qualquer isolamento social como medida preventiva contra a COVID-19.
Enquanto vemos, pela TV, imagens de caixões e mais caixões carregados por caminhões na Itália e agora por toda Europa, Bolsonaro insiste na volta à normalidade colocando os interesses econômicos de empresários e dos pastores evangélicos acima da vida de qualquer brasileiro.
Enquanto Bolsonaro debocha, o Brasil mergulha numa insanidade disciplinar em que cada prefeito e governador faz o que quer. Nesse meio tempo as Forças Armadas só assistem.
Precisamos dizer à Nação aquilo que pensam TODOS OS VERDADEIROS MÉDICOS DO BRASIL e deixar claro aos ladrões do Congresso que, ou o Governo Federal tem comando sobre todo país ou eles mesmos, deputados e senadores, pagarão com as próprias vidas e a vida de seus familiares.
A fome e a morte aproximam-se do nosso país. Defender serviços essenciais, impedir o colapso da economia e ficar em isolamento não é nenhuma "escolha de Sofia" desde que existam discurso único, boa vontade política e preocupação com a vida da população. 
Um grande abraço, Força Total Adiante !

Milton Pires,
Médico Porto Alegre, RS.

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Bolsonaro: “Todos nós iremos morrer um dia”

Bolsonaro: “Todos nós iremos morrer um dia”:

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Na volta de seu tour por Brasília, Jair Bolsonaro voltou a defender o isolamento vertical, em que apenas as pessoas do grupo de risco permanecem em casa.

“Temos um problema do vírus? Temos. Ninguém nega isso daí. Devemos tomar os devidos cuidados com os mais velhos, com as pessoas do grupo de risco. Agora, o emprego é essencial”, afirmou.

“Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra. Não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Tomos nós iremos morrer um dia. Queremos poupar a vida? Queremos, na parte da economia, o Paulo Guedes está gastando dezenas de bilhões de reais, que é do Orçamento, que é dinheiro do povo, se bem que nem dinheiro é. Pegamos autorização do Congresso para estourar o teto, que vai ser paga essa conta lá na frente.”

Criticadas por ministro, carreatas anticonfinamento alinhadas com Bolsonaro se repetem pelo país

Criticadas por ministro, carreatas anticonfinamento alinhadas com Bolsonaro se repetem pelo país:

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PSICOPATA fala em decreto para ‘qualquer profissão’ voltar ao trabalho

Bolsonaro fala em decreto para ‘qualquer profissão’ voltar ao trabalho:

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Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que cogita ampliar o número de profissões que poderão atuar durante a pandemia do novo coronavírus.

"Eu estou com vontade, tenho como fazer, estou com vontade: baixar um decreto..Toda e qualquer profissão, legalmente, existente ou aquela que é voltada para a informalidade, se for necessária para o sustento dos seus filhos, levar o leite dos seus filhos, arroz e feijão para sua casa, vai poder trabalhar”, disse na entrada do Palácio da Alvorada.

“Me deu um insight, me deu uma ideia aqui agora e falei que estou pensando em fazer um decreto desses, para ver se cabe.”

Bolsonaro diz que vai recorrer de decisão da Justiça sobre fechamento de igrejas

Bolsonaro diz que vai recorrer de decisão da Justiça sobre fechamento de igrejas: Jair Bolsonaro disse neste domingo que o governo vai recorrer da decisão da Justiça que mandou fechar igrejas e templos religiosos. A afirmação foi feita em sua visita ao...

Bolsonaro diz que cloroquina ‘está dando certo em tudo que é lugar’

Bolsonaro diz que cloroquina ‘está dando certo em tudo que é lugar’: Em seu tour pelo Distrito Federal neste domingo, Jair Bolsonaro voltou a defender o isolamento vertical, em que apenas as pessoas do grupo de risco permanecem em casa. Ao conversar com um vendedor de churrasquinho...

Após Mandetta defender isolamento, Bolsonaro faz giro por comércio em Brasília

Após Mandetta defender isolamento, Bolsonaro faz giro por comércio em Brasília:

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saiu na manhã deste domingo (29) de sua residência oficial, o Palácio da Alvorada, em Brasília, para visitar pontos de comércio local e o Hospital das Forças Armadas (HFA).
Leia mais (03/29/2020 - 11h39)

Doutor Fauci prevê ao menos 100 mil mortos nos EUA

Doutor Fauci prevê ao menos 100 mil mortos nos EUA:

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Em entrevista à CNN neste domingo, Anthony Fauci, diretor do instituto de doenças infecciosas dos EUA, disse que a pandemia do novo coronavírus...

Osmar Terra diz que quarentena ‘pode até aumentar’ o contágio

Osmar Terra diz que quarentena ‘pode até aumentar’ o contágio:

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Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania e hoje deputado federal pelo MDB, usou o Twitter para defender o isolamento vertical, que prevê o afastamento social apenas de idosos e de pessoas com doenças pré-existentes.“Estou convicto de que obrigar à quarentena...

O BRASIL DOS PSICOPATAS E A IDEOLOGIA DO BICHO.

(Milton Pires)

Fatos:

1. Em 2014, Vagabundos Petistas telefonaram para o meu celular e ameaçaram me matar e matar a minha família.

2. O fato foi registrado em depoimento meu na Superintendência da Polícia Federal de Porto Alegre (isso é bom ser lembrado por qualquer juizeco petista que estiver lendo esse texto e resolver acatar uma denúncia de “apologia ao crime feita por mim” em virtude daquilo que eu vou escrever abaixo).

3. Depois de ameaçarem me matar e matar minha família, a VONTADE que eu tenho é pegar cada petista que encontrar pela frente, prender num campo de concentração, alimentar com pão e água, deixar “funk” tocando 24 horas por dia e fornecer maconha pra eles.

Ao mesmo tempo, eu sinto VONTADE (eu vou repetir para você, vagabundo petista que está lendo, VONTADE) de contaminá-los com coronavírus e usá-los para fazer testes de possíveis tratamentos. Eu acho que isso é uma reação muito natural para quem foi ameaçado de morte e teve sua carreira destruída.

4. A pessoa (no caso eu) que escreve algo como eu escrevi no item 3 e faz planos ou tem meios de colocar em prática e coloca se chama PSICOPATA.

Ela É psicopata não por SENTIR nem por ESCREVER o que SENTE como eu fiz aqui, mas porque não sabe a diferença entre SENTIR uma DETERMINADA COISA, FAZER APOLOGIA de uma crime e colocá-lo em PRÁTICA.

Eu sei a DIFERENÇA – eu, portanto, NÃO sou um psicopata NEM estou fazendo “apologia de crime” contra petista algum porque no Brasil NINGUÉM tem condições de cometer um crime desse tipo. Eu sei que as pessoas que me ameaçaram de MORTE, assim como a maioria dos petistas, precisa ser processada, precisa ter advogado de defesa e se for condenada deverá ser PRESA.

As últimas pessoas que fizeram isso que eu escrevi acima sobre prender pessoas em campos de concentração (na História Mundial) foram os psicopatas genocidas Josef Mengele (na Alemanha) e o General Ideki Tojo (quando o Japão ocupou a Mandchúria) e eu NÃO sou o Mengele nem o Tojo, senhor juizeco petista que está lendo o texto! Campos de concentração não existem mais e o PT (eu não sei como) é um partido legalizado, não uma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, aqui no Bananão.

5. Esclarecidos estes quatro primeiros itens e agora que já sabemos o que é SENTIR uma coisa e NÃO ter noção da gravidade que colocar em prática uma ideia delirante pode ter, digo que o Brasil entrou numa situação em que Bolsonaristas e Petistas estão em quadro de franca psicopatia.

Petistas, nós já o sabemos, são psicopatas há muito tempo. Sobre os Bolsonaristas nós ainda não tínhamos esta certeza, mas agora temos. Por que temos?

Porque muitos deles, SEM TER prova material e definitiva nenhuma, depois de dizerem que “a Terra é plana” e que “rock é coisa de Satanás”, passaram agora a chamar o Sars-Cov2 de “vírus chinês” e fazem questão de insistir que “o vírus É uma arma de guerra biológica da China usada contra o Ocidente”.

Além disso, contrariando TUDO que a ciência está apresentando como EFETIVO, como coisa que “funciona” e que já está demonstrada pela experiência da China, da Itália e da Espanha, passaram a fazer carreatas, passeatas e manifestações para que o Brasil “volte a trabalhar” porque tudo isso não passa de “um plano da imprensa petista para derrubar Bolsonaro”.

Como manifestação de PSICOPATIA não existe diferença alguma entre colocar em prática a ideia de prender petistas em campos de concentração para fazer experiências genocidas e fazer carreatas dizendo que “a epidemia vai acabar sozinha quando contaminar a metade da população”, como faz questão de insistir um determinado deputado federal.

Isso e sair por aí dizendo que “Lula é inocente”, do ponto de vista de fanatismo político, de delírio, de perda de noção da realidade É A MESMA COISA. Não há diferença entre isso e uma mulher que anda suja de menstruação, que se masturba com crucifixo, que diz que “toda mulher tem crush pelo Lula” ...

Isso se chama, em Psiquiatria, IDEAÇÃO DELIRANTE.

Deixando ideação delirante e a sanidade mental de lado, abandonando a “aulinha de psiquiatria”, lembro, para terminar, que o “bicho” (como eu chamo o Sars-Cov2) não quer saber de ideologia nenhuma, o bicho não é de esquerda nem de direita, ele não se preocupa com a Economia, com Empregos, com Agricultura, nem com a Bolsa de Valores nem se vocês, que leram tudo isso que eu escrevi, acham ou não acham que EU (autor do texto) sou “louco e deveria estar internado”.

O bicho não quer saber de coisa nenhuma a não ser MATAR. Pelo amor de Deus, tenham um mínimo de lucidez, de bom senso para ver que, se a psicopatia de vocês for colocada em prática, MILHÕES de pessoas vão morrer aqui no Brasil ...e vão morrer de uma maneira que deixaria Mengele e Tojo “orgulhosos” de vocês.

Fiquem em casa!

Porto Alegre, 29 de março de 2020.

O BRASIL INFECTADO POR BOLSONARISTAS E PETISTAS.

Deus me livre de permitir que um Partido Político, um Presidente da República ou uma Ideologia se coloque ACIMA de tudo aquilo que eu JUREI ser e fazer como médico. Vocês gostam tanto de falar no “nosso juramento” como médicos, não é? Pois agora sou eu quem o invoca e invoco lembrando que somos governados por um louco varrido, lacaio de Olavo e de Edir Macedo, que se coloca contra tudo aquilo que existe de evidência científica e contra tudo aquilo que o mundo civilizado está fazendo. Não existe diferença alguma entre aqueles que apoiam o delírio de Bolsonaro neste momento e aqueles que dizem que “Lula é inocente”. Eu sei lá se quem leu isso vai me achar “em cima”, “embaixo” ou “ao lado” do MURO...Se o Brasil continuar “infectado” por Bolsonaristas e Petistas não vai haver mais muro, nem bolsonaristas, nem petistas, nem mais ninguém…

(Milton Pires)

Cardiac Injury with COVID-19 in Wuhan

Cardiac Injury with COVID-19 in Wuhan: According to a limited retrospective study, cardiac injury is associated with the infection and linked to higher mortality.

Can SARS-CoV-2 Infection Be Acquired In Utero?

Can SARS-CoV-2 Infection Be Acquired In Utero?:
jamanetwork.com

Two articles reported in this issue of JAMA from separate research teams in China present details of 3 neonates who may have been infected with severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) in utero from mothers with coronavirus disease 2019 (COVID-19). Evidence for such transmission is based on elevated IgM antibody values in blood drawn from the neonates following birth. All infants also had elevated IgG antibody values and cytokine levels, although these may have crossed the placenta from the mother to the infant. No infant specimen had a positive reverse transcriptase–polymerase chain reaction test result, so there is not virologic evidence for congenital infection in these cases to support the serologic suggestion of in utero transmission. Nevertheless, the serologic data are provocative for a virus that is believed to be spread by respiratory secretions and—given the modeling showing that a significant percentage of the world’s population, many of them pregnant women, will be infected over the next weeks or months—it is one that deserves careful consideration. However, at this time, these data are not conclusive and do not prove in utero transmission.

Toward Universal Deployable Guidelines for the Care of Patients With COVID-19

Toward Universal Deployable Guidelines for the Care of Patients With COVID-19:
jamanetwork.com

Guidelines are developed for various reasons, including the emergence of new, potentially practice-changing evidence or a perceived need for guidance in times of uncertainty. The COVID-19 pandemic presents an almost unparalleled example of the latter, prompting the Surviving Sepsis Campaign (SSC) Task Force to rapidly produce Guidelines on the Management of Critically Ill Adults With Coronavirus Disease 2019 (COVID-19). These guidelines are adapted from the well-known 2016 SSC guidelines, and highlights are excerpted in this issue of JAMA. In a brief amount of time, the authors have produced an impressively thorough and expansive set of guidelines, organized as more than 50 recommendations under 4 domains. The intended goal is to reduce unwanted practice variation and provide a focused and informed distillation of the existing evidence in a manner that will be practical for, and accessible to, clinicians in a wide variety of settings around the world. Because COVID-19 is a new disease, the SSC Task Force relied on the expert interpretation of available evidence from analogous conditions, such as sepsis, when generating its recommendation. The intent of the guideline committee is to update the guidelines as evidence specific to the care of patients with COVID-19 emerges.

Management of Critically Ill Adults With COVID-19

Management of Critically Ill Adults With COVID-19:

jamanetwork.com

This JAMA Clinical Guidelines Synopsis summarizes the 2020 Surviving Sepsis Campaign guidelines on the treatment of critically ill adults with coronavirus disease 2019 (COVID-19).

Sourcing Personal Protective Equipment During the COVID-19 Pandemic

Sourcing Personal Protective Equipment During the COVID-19 Pandemic:

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As the coronavirus disease 2019 (COVID-19) pandemic accelerates, global health care systems have become overwhelmed with potentially infectious patients seeking testing and care. Preventing spread of infection to and from health care workers (HCWs) and patients relies on effective use of personal protective equipment (PPE)—gloves, face masks, air-purifying respirators, goggles, face shields, respirators, and gowns. A critical shortage of all of these is projected to develop or has already developed in areas of high demand. PPE, formerly ubiquitous and disposable in the hospital environment, is now a scarce and precious commodity in many locations when it is needed most to care for highly infectious patients. An increase in PPE supply in response to this new demand will require a large increase in PPE manufacturing, a process that will take time many health care systems do not have, given the rapid increase in ill COVID-19 patients.

Vargas Llosa, uma vida em liberdade.

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Enrique Krause, 
editor da revista mexicana Letras Libres

En la cena de Pascua que año tras año, desde hace milenios, se celebra en la tradición judía, hay un canto fascinante. Se titula Nos bastaría.Data del siglo IX y es una concatenación de expresiones de gratitud por los prodigios sucesivos que el pueblo de Israel recibió en su éxodo de cuarenta años hacia la tierra prometida. Extraído de su contexto religioso, el canto suena más natural y permanente. Puede expresar, por ejemplo, la gratitud acumulativa de hijos a padres, de discípulos a maestros. En ocasión de su cumpleaños 81, quiero recurrir a esa antigua fórmula para expresar a Mario Vargas Llosa mi gratitud de lector, de intelectual, de liberal y de amigo.

Si solo hubiera leído su obra de ficción, me bastaría. Cuántas aventuras e historias me han hecho vivir vicariamente esos libros, con su vaivén de temas amorosos, políticos y sociales. Cuánto agradezco el anclaje de sus novelas en la mejor tradición realista del siglo XIX, las sorpresas de su técnica faulkneriana, las emociones de sus tramas, sus personajes inolvidables, su magnífica arquitectura, su estilo preciso, claro y penetrante, tan alejado de nuestros funestos ismos: barroquismo, regionalismo, sentimentalismo.

Pensando solo en algunos títulos que he reseñado, recuerdo Historia de Mayta. Todo lo que hay que decir del fanatismo guerrillero en América Latina está ahí: fue una torcida religiosidad católica radicalizada hacia el marxismo y enamorada de su autoproclamada virtud, que llenó de muerte la región para luego volver la vista atrás sin verdadera conciencia o memoria de su responsabilidad en la tragedia. Años después leí La fiesta del Chivo, ese retrato alucinante y definitivo del dictador latinoamericano que también lo es de la sociedad y el entorno que lo reclama y aplaude, y que, finalmente, en un raro grito de libertad, a veces, lo exorciza. Nada más remoto a Vargas Losa que la fascinación del poder (tan característica en nuestra cultura y nuestra literatura). Pero lo notable es su capacidad de canalizar su repulsión hacia la recreación puntual, quirúrgica de la maldad. La literatura se vuelve así la mejor venganza. Y, sin embargo, no basta la venganza: es preciso soñar con un mundo mejor, con un mundo perfecto, y ese fue el motivo de otra novela que leí con avidez: el retrato casi titánico de Flora Tristán, tan ligada a la historia peruana, a la historia del arte y a la historia de una idea que obsesiona a Vargas Llosa como obsesionó a la humanidad desde la Ilustración, y que nuestro tiempo, quizá, ha sepultado: la idea de la utopía.

Si Mario Vargas Llosa solo me hubiera dado, como lector, su obra de ficción, me bastaría. Pero me ha dado también una extraordinaria obra monográfica de no ficción. La utopía arcaica, por ejemplo. Publicado en 1996, no conozco análisis histórico y antropológico más exhaustivo y riguroso sobre el indigenismo. Proviniendo de Perú, con su omnipresente herencia indígena, Vargas Llosa logra comprender (antes que criticar) el pensamiento y la obra de autores notables (como José María Arguedas) que creyeron en la restauración de una Arcadia incaica tan imaginaria como imposible. En 1993 Mario publicó otra obra memorable, El pez en el agua (su autobiografía), exorcismo de una campaña presidencial que viví de cerca. Ese ajuste de cuentas de Mario consigo mismo me permitió asomarme, como biógrafo, a la vida temprana de Vargas Llosa y me ayudó a comprender los límites de la acción política para un intelectual.

Si Vargas Llosa solo nos hubiera dado sus novelas y sus monografías y no hubiera escrito ensayos, reportajes o artículos, nos bastaría. Pero ocurre que también nos ha dado (y sigue dando) una obra vasta y aguda en esos géneros. Sus ensayos no son académicos ni teóricos: son ensayos narrados, llenos de color y vivacidad. Y de combatividad moral. Cuando comencé a leerlo en Plural, comprendí que Mario era una especie de cruzado de la libertad. Su adhesión a la revolución cubana no fue un acto de sumisión ideológica: fue un acto de fe en una causa liberadora que pronto reveló su cara autoritaria. En aquellos años setenta, Mario transitó de la liberación a la libertad, de Sartre a Camus, del universo racionalista y revolucionario francés al universo empírico y liberal inglés. Sus autores fueron los míos. Fue entonces cuando lo conocí en Lima. Estábamos en la antesala de la década de los ochenta, en la que Vuelta se enfrentó a las dictaduras de derecha y las revoluciones de izquierda. Mario dio buena parte de esa batalla en la revista de Octavio Paz. Sus causas eran las nuestras. Fue un decenio decisivo en su vida, con la publicación de La guerra del fin del mundo (esa obra maestra en la tradición tolstoiana), sus desgarradores reportajes como La matanza de Uchuraccay y sus textos sobre la alternativa democrática y liberal para América Latina. Mario no piensa ya como Sartre pero encarna puntualmente al “intelectual comprometido” con su tiempo. Toda injusticia, todo conflicto, todo extremo lo incita a escribir, a reportear, como un joven impetuoso en busca del peligro, en Irak, en Oriente Próximo, en Venezuela.

Si Mario nos hubiera legado su obra de ficción, sus monografías y ensayos, sus artículos y reportajes, pero no hubiera desplegado ningún esfuerzo político directo, obviamente nos bastaría. Pero también ha desplegado ese esfuerzo. Su campaña presidencial, vilipendiada en su tiempo, fue la semilla de los cambios democráticos que, desde entonces, no sin recaídas lamentables, ha vivido la región. En 1990 (¿cómo olvidarlo?) sentenció al sistema político mexicano con dos palabras: “dictadura perfecta”. Años más tarde creó la Fundación para la Libertad, que ha congregado al pensamiento liberal ofreciendo soluciones prácticas a los problemas de la región. He acompañado a Mario en varios encuentros de la Fundación pero ninguno se compara al que tuvo lugar en Venezuela, cuando Hugo Chávez, en una de sus típicas bravuconadas, lo retó a un debate público. Aquella noche en el hotel rodeamos a Mario como un equipo en torno a un boxeador que la mañana siguiente libraría una pelea por el campeonato mundial. A última hora Chávez reculó: él solo debatía con presidentes, no con escritores.

Si a lo largo de más de medio siglo de actividad literaria e intelectual nuestros caminos no se hubieran cruzado, le estaría obviamente agradecido. Pero para mi fortuna nuestros caminos se cruzaron. Nuestra amistad se construyó alrededor de las revistas Vuelta y Letras Libres. Y hemos sido compañeros de una larga travesía liberal en la cual yo he aprendido mucho. No cesa de admirarme su combatividad, su energía, su capacidad para reinventarse. ¿De dónde provienen?

Muchas veces he creído ver en el rostro de Mario una expresión de tristeza o lástima ante el macabro espectáculo del mundo. Pero de pronto, con naturalidad, aparece una sonrisa. Hay un estoico en el fondo de Mario, pero un estoico que responde con imaginación, ironía e inteligencia. Y con humor. El trabajador espartano se divierte y reencuentra el amor. Por eso, en momentos de desfallecimiento o duda, me basta hablar con él por teléfono para recobrar la alegría.

Gracias, Mario. No llegaremos a la Tierra Prometida. No existe la Tierra Prometida. La Tierra Prometida es la literatura: vida en libertad.

El autor es escritor y director de la revista Letras libres. (Instituto Independiente).

Previsão Sul – Chuva forte

Previsão Sul – Chuva forte:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

29 de Março de 1891: Morre o pintor francês Georges Seurat, fundador da escola francesa do neo impressionismo e o criador do pontilhismo.

29 de Março de 1891: Morre o pintor francês Georges Seurat, fundador da escola francesa do neo impressionismo e o criador do pontilhismo.:

Pintor francês, nascido a 2 de Dezembro de 1859 e falecido a 29 de Março de 1891, foi o fundador da escola francesa do neo impressionismo e o criador do pontilhismo, uma técnica de pintura constituída pelo uso de um número elevadíssimo de pequenos pontos coloridos. Esta técnica é considerada precursora de certas correntes modernistas dos inícios do século XX. 
Georges Seurat nasceu numa família abastada. O seu pai, Antoine Chrysostome Seurat, era funcionário público. Em 1877, ingressou na Escola Superior de Belas-Artes de Paris. Um dos seus professores foi um discípulo de Jean-Auguste-Dominique Ingres. Seurat foi fortemente influenciado por Rembrandt e Francisco Goya. Os seus estudos na Escola de Belas Artes foram interrompidos durante um ano devido à prestação de serviço militar na base de Brest. Depois de ver uma obra sua rejeitada pelo Salão de Paris, Seurat aliou-se aos artistas independentes da referida cidade. Em 1884, ele e outros pintores (incluindo Maximilien Luce) formaram a Société des Artistes Indépendants. Fazia parte deste movimento o pintor Paul Signac com o qual  Seurat partilhou as suas ideias  sobre o pontilhismo. Seurat morreu em Paris aos 31 anos de idade. A causa da sua morte é incerta, e foi atribuída a uma  meningite. O seu filho morreu duas semanas depois da mesma doença. O último trabalho realizado pelo pintor, O Circo, foi deixado inacabado.
Fontes: Georges-Pierre Seurat. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
             Wikipedia
Arquivo: Um domingo em La Grande Jatte, de Georges Seurat, 1884.png
Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte- Georges Seurat
Arquivo: Seurat bathers.png

Banhistas em Asnières- Georges Seurat
File:Georges Seurat 036.jpg

Figuras sentadas - Georges Seurat
Arquivo: Georges Seurat 019.jpg

O Circo - Georges Seurat

Ficheiro:Georges Seurat 1888.jpg

Georges Seurat em 1888