"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

domingo, 31 de maio de 2020

Vagabundos COMUNISTAS do PT, PSOL e PC do B e LIXO ligado ao Tráfico de Cocaína na América do Sul convoca pessoas para "Lutar pela Democracia"


Bolsonaro joins rally against Brazil's top court; judge warns democracy at risk

Bolsonaro joins rally against Brazil's top court; judge warns democracy at risk:

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Brazilian President Jair Bolsonaro joined a rally on Sunday on horseback as supporters urged the closing of the Supreme Court for investigating the right-wing leader, as one of its justices compared the risks to Brazil's democracy with Hitler's Germany.

Deepening a political crisis during one of the world’s worst novel coronavirus outbreaks, Bolsonaro has slammed the top court for investigating his interference in police affairs and opening an inquiry into his supporters’ alleged libel and intimidation campaigns on social media.

The former army captain and defender of Brazil’s 1964-1985 military government has denounced the investigations, suggesting “absurd orders” should not be followed and warning that the court may “plunge Brazil into a political crisis.”

Bolsonaro flew in a military helicopter over the rally in Brasilia where protesters held banners calling for the closure of Brazil’s Congress and top court.

Supreme Court Justice Celso de Mello, who is responsible for investigating a former justice minister’s allegation that Bolsonaro tried to meddle with law enforcement for personal reasons, said the president’s supporters were seeking a military dictatorship.

“We must resist the destruction of the democratic order to avoid what happened in the Weimar Republic when Hitler, after he was elected by popular vote ... did not hesitate annulling the constitution and imposing a totalitarian system in 1933,” de Mello told other judges in a message seen by Reuters.

A person familiar with the matter confirmed the authenticity of the message, which was also reported in Brazilian newspapers.

Bolsonaro has said his aims are democratic and that his opponents are trampling the constitution in their efforts to oust him.

After his helicopter ride, the president walked to the rally and shook hands with supporters, wearing no face mask despite its use being mandatory in the capital to fight the coronavirus outbreak. He then mounted a police horse and trotted past the crowd.

On Saturday night, a group of masked backers of Bolsonaro marched to the court carrying torches to call for its closure.

During Sunday’s demonstrations in Sao Paulo, opponents of Bolsonaro took to a main avenue to protest against “fascism” and clashed with riot police who intervened to stop them getting close to a rally by supporters of the president.

Police used tear gas to push back stone-hurling youths.

Reporting by Anthony Boadle, Ricardo Brito and Ueslei Marcelino in Brasilia; Additional reporting by Leonardo Benassatto in Sao Paulo; Writing by Anthony Boadle; Editing by Brad Haynes and Peter Cooney


VÍDEO - Vagabundo Petista, Chefe de Quadrilha e Ex-Presidiário pede integração "em defesa da democracia"

URGENTE: NEOFASCISTA reage, enumera 14 motivos e avisa: “Tudo aponta para uma crise”

URGENTE: Bolsonaro reage, enumera 14 motivos e avisa: “Tudo aponta para uma crise”:



O presidente Jair Bolsonaro acaba de fazer a sua mais dura manifestação sobre os ataques que vem recebendo do Supremo Tribunal Federal (STF), notadamente dos ministros Celso de Mello e Alexandre de Mo...

#SanatórioGeral: Amante exigente (3)

#SanatórioGeral: Amante exigente (3):

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“O grande feito de Nelson Teich no Ministério da Saúde, para o enfrentamento ao Coronavírus, foi colocar sua fotografia na galeria de ex ministros. Vai que o bicho se assusta e some”. (Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente do PT, conhecida pelo codinome Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht, no Twitter, ao sugerir a Jair Bolsonaro que escolha o próximo ministro da Saúde pela beleza e não pela competência, mostrando que ficou mais exigente ao trocar Paulo Bernardo por Lindbergh Farias, vulgo “Lindinho”)

VÍDEO - MANIFESTAÇÃO DOS NEOFASCISTAS - Grupo com tochas acesas em frente ao STF

O ritual macabro de Sara Winter

O ritual macabro de Sara Winter:


Ontem à noite, como publicamos, cerca de 30 manifestantes bolsonaristas fizeram uma espécie de ritual macabro em frente ao STF. Alvo da operação da Polícia Federal no inquérito das... Leia este conteúdo na integra em: O ritual macabro de Sara Winter

KKK à brasileira: Milícia de Sara Winter protesta com tochas em frente ao STF

KKK à brasileira: Milícia de Sara Winter protesta com tochas em frente ao STF:

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Alvo do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a máquina de fake news e ataques às instituições de bolsonaristas, a ex-funcionária do Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, Sara Winter, liderou na madrugada desta domingo (31) um protesto bizarro em frente ao prédio da Corte em Brasilia.

Sara estava com os seus ‘300 do Brasil’, grupo que segundo ela mesma teria membros armados. Mascarados e segurando tochas, o grupo praticamente reeditou uma marcha da Ku Klux Klan (KKK), grupo supremacista estadunidense que ficou famoso por perseguir negros. Supremacistas modernos também costumam a usar tochas em suas atividades.

Com passos marcados, como soldados, os presentes no ato gritavam “ahu”, expressão que vem se tornando comum entre grupos de extrema-direita ao redor do mundo.

Em uma explicação confusa, o “movimento” informou, através de seu Instagram, que o uso das tochas seria para “provar que todo poder emana do povo”.

“Diferentemente dos Black blocks e ANTIFA de Guilherme Boulos, com guerrilha armada, treinada e preparada para matar, depredar patrimônios públicos e culturais, e gerar o caos por onde passa — o *ACAMPAMENTO OS 300* apenas mostra que veio para ficar e defender a soberania da nossa pátria amada, óh mãe gentil, e apoiar DE GRAÇA o presidente Bolsonaro”, diz a postagem.

Após ser alvo da operação da PF no inquérito das fake News, Sara Winter fez novas ameaças a Alexadre de Moraes e, inclusive, desafiou o ministro a prendê-la. Neste sábado (30), Moraes remeteu o caso de Winter para a primeira instância e ela será investigada agora pela Procuradoria da República no Distrito Federal.

Grupo pró-FASCISTA protesta em frente ao STF com tochas e máscaras

Grupo pró-Bolsonaro protesta em frente ao STF com tochas e máscaras:

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Um grupo de pessoas mascaradas carregando tochas protestou no início da madrugada deste domingo (31) em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Leia mais (05/31/2020 - 08h07)

VÍDEO - ASSASSINOS E PSICOPATAS BOLSONARISTAS COMEÇAM (AÍ, SIM) A IMITAR A KU KLUX KLAN E O NACIONAL SOCIALISMO.




AÍ, SIM, COMEÇA A IMITAÇÃO DO NAZISMO E DA KKK AMERICANA! O ritual macabro do bolsonarismo

O ritual macabro do bolsonarismo:


Cerca de 30 manifestantes bolsonaristas fizeram uma espécie de ritual macabro em frente ao STF agora à noite. O uso de tochas e máscaras remete a manifestações de supremacistas americanos. Aí, sim, digo eu, Edito do Blog Ataque Aberto, COMEÇA a imitação do Nacional Socialismo e da Ku Klux Klan American. Não adianta vir com outro tipo de explicação! Pergunto aqui QUANDO os Bolsonaristas Brasileiros vão começar a MATAR pessoas com o joelho no pescoço pelo fato delas serem negras. Bando de psicopatas assassinos desgraçados. 

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PROTESTOS NOS ESTADOS UNIDOS: CIDADES DECRETAM TOQUE DE RECOLHER

PROTESTOS NOS ESTADOS UNIDOS: CIDADES DECRETAM TOQUE DE RECOLHER:



Os protestos nos Estados Unidos, por causa da morte de George Floyd por um policial branco, em Minneapolis, estão cada vez mais extensos e violentos...

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Anexos:

Carvalhosa chama de “golpista” interpretação de Ives Gandra Martins

Carvalhosa chama de “golpista” interpretação de Ives Gandra Martins:



Até o jurista Modesto Carvalhosa, que já pediu impeachment de ministros do STF, considerou “golpista” a interpretação feita por Ives Gandra Martins do artigo 142 da Constituição Federal, compartilhada por Jair Bolsonaro e bolsonaristas para intimidar o Supremo.

“O art. 142 da CF coloca as Forças Armadas a serviço da...

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Previsão Brasil - Nova frente fria influencia o Sul do país

Previsão Brasil - Nova frente fria influencia o Sul do país:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

31 de Maio de 1491: Nasce Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus

31 de Maio de 1491: Nasce Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus:

Filho de um nobre basco de  família tradicional, Inácio foi o mais novo de treze irmãos e irmãs. Nasceu a 31 de Maio de 1491 no Castelo de Loyola, perto de Azpeitia, no País Basco. Quando jovem, foi soldado e lutou no cerco de Pamplona pelos franceses, em 1521, sendo gravemente ferido em combate. Na sua longa convalescença, leu muito sobre a vida de Cristo e dos Santos e, finalmente, resolveu dedicar a sua vida ao serviço de Deus. Após um ano de retiro na Catalunha, fez uma peregrinação a Jerusalém.
De 1524 a 1534, consagrou-se aos estudos e graduou-se mestre em letras pela Universidade de Paris. Nessa cidade, desenvolvia um trabalho evangélico junto ao povo e, como era leigo, despertou suspeitas entre as autoridades da Igreja. De qualquer forma, agrupou ao seu redor sete estudantes (entre os quais o futuro São Francisco Xavier) com o intuito de catequizar os muçulmanos na Palestina. Diante da impossibilidade da missão o grupo, agora com dez integrantes, apresentou-se ao papa Paulo III e colocou-se à sua disposição para quaisquer fins.
Assim fundou-se a Companhia de Jesus, em 1540, quando Paulo III deu à associação o título de ordem religiosa, da qual Inácio, padre desde 1537, foi o primeiro superior-geral, atribuindo-lhe como objectivo a reconquista católica em regiões protestantes. De facto, os jesuítas constituíram a linha-de-frente da Contra-reforma ao serviço do papado - ao qual prestavam um voto especial de obediência.
A educação foi considerada por Inácio de Loyola o principal instrumento de reconquista dos protestantes e de catequização dos gentios. Assim, os jesuítas fundaram missões, retiros, colégios e universidades. O seu papel na colonização do Brasil, por exemplo, merece destaque, em especial pela contribuição dos padres José de Anchieta e Antonio Vieira.
Inácio de Loyola modelou a espiritualidade elevada e dinâmica dos seus religiosos a partir do seu livro "Exercícios Espirituais". Faleceu a 31 de Julho de 1556 e foi canonizado  a 12 de Março de 1622.
wikipedia (Imagens)
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Inácio de Loyola
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Os milagres de Santo Inácio - Peter Paul Rubens
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Fresco "Aprovação da Companhia de Jesus", onde Inácio de Loyola recebe a benção do Papa Paulo III 

sábado, 30 de maio de 2020

Covid-19: quase mil infectados nos presídios do DF

Covid-19: quase mil infectados nos presídios do DF:



De acordo com as secretarias de Saúde e de Segurança Pública do Distrito Federal, o total de casos de Covid-19 entre detentos e policiais penais chegou...

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Brasil registra 956 mortes por Covid-19 em 24 horas e ultrapassa França em total de óbitos

Brasil registra 956 mortes por Covid-19 em 24 horas e ultrapassa França em total de óbitos:



O Brasil registrou 956 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas.

Agora, subiu para 28.834 o número de vítimas fatais da doença no país, ultrapassando o total de óbitos...

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Anexos:

Justiça do ES manda médica tirar do ar vídeos em que dissemina fake news sobre cloroquina

30/05/2020 - 11h25min




FOLHAPRESSCamila Mattoso, Mariana Carneiro E Guilherme Seto


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça do Espírito Santo determinou que a médica Priscila Coelho Rabelo Machado apague postagens nas redes sociais em que acusava a Prefeitura de Baixo Guandu, na região noroeste do estado, de estar colocando a população em risco por não comprar cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes com coronavírus. Cabe recurso à decisão.


Em vídeos publicados na internet, com milhares de compartilhamentos, a médica diz que o prefeito Neto Barros (PCdoB) tem deixado de comprar cloroquina e hidroxicloroquina para o Hospital Estadual João dos Santos Neves, no qual Priscila trabalha, devido a suas divergências ideológicas com o governo Jair Bolsonaro (sem partido). Ela diz que a cloroquina é "a pílula da vida".



Estudos científicos diversos têm mostrado que o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina não tem eficácia no tratamento do coronavírus e, mais que isso, pode estar relacionado a um aumento no risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia.


A OMS (Organização Mundial da Saúde) retirou a cloroquina da lista de drogas que seriam testadas para tratamento da Covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus) no programa internacional Solidarity.


O vídeo da médica converteu-se em pressão sobre a prefeitura, que então passou a explicar que as informações eram falsas.


Na ação, a prefeitura afirma que ela causou "alarme e alvoroço na população de Aimorés-MG [ela também diz atender nessa cidade] e Baixo Guandu-ES, em um vídeo que está sendo disseminado em grupos de whatsapp em velocidade incontrolável."


Para conter o problema, acionou a Justiça.


Em sua decisão, o juiz Denis Carpaneda afirma que está claro que não é função da prefeitura fornecer medicamentos para uma unidade estadual de saúde e, por isso, Priscila estaria divulgando informações "inverídicas e alarmantes".


Ele, então, determina que ela exclua os vídeos das redes sociais em até 24 horas e não faça novas publicações com "informações inverídicas". O descumprimento de qualquer uma das determinações da Justiça acarretará à médica uma multa de R$ 10 mil.

Juiz manda médica apagar vídeo com informações “inverídicas e alarmantes” sobre cloroquina

Juiz manda médica apagar vídeo com informações “inverídicas e alarmantes” sobre cloroquina:



O juiz Dener Carpaneda, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, determinou que a médica Priscila Coelho Rabelo Machado apague de suas redes sociais postagens em que ela acusava a Prefeitura de Baixo Guandu de colocar....

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VÍDEO COMPLETO : LADRÃO TERRORISTA E EX-PRESIDIÁRIO, JOSÉ DIRCEU, FALA SOBRE CRISE POLÍTICA E SOBRE O GOVERNO DE MILICIANO EVANGÉLICO JAIR BOLSONARO.

VÍDEO>: EX-PRESIDIÁRIO E TERRORISTA ZÉ DIRCEU: MORO VAI VIRAR COMENTARISTA DE OPERAÇÃO POLICIAL, NÃO LIDERANÇA

EUA tem 2 mortos e centenas de presos em noite de protestos pela morte de George Floyd

EUA tem 2 mortos e centenas de presos em noite de protestos pela morte de George Floyd:

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Os Estados Unidos tiveram uma noite de fortes protestos em ao menos 20 cidades na noite desta sexta (29) que deixaram dois mortos e centenas de pessoas presas.
Leia mais (05/30/2020 - 10h07)


AS LOIRAS.


As Loiras..

(Milton Pires)

Não sei por que eu sou
assim, por que tenho essa
loucura por loiras...Tem a
loira negra, a loira ruiva…
a loira chinesa...a quantidade
de loiras hoje em dia é tão
grande que tem até mesmo
a loira que é loira!

É! A loira natural, cheia luz,
olho azul,  antítese perfeita para
esta sociologia sexual dos  trópicos
que nos faz celebrar a mulata, o
samba …futebol, Carnaval e
o candomblé…

Ah…essas loiras...A loira de
olho azul, assim meio pedacinho
do Céu, é tudo de bom, Vininha!

“Saravá” é o cacete”, auf Wiedersehen,
meu poeta! Eu hoje sou Fausto e ela é
a Gretchen! “Nóis” nem precisa do
Diabo, meu irmão!

Meu Deus,sem o requinte das loiras
fica em mim o índio o mulato o cafuzo
...o negro…Saudade de um tipo de mulher
que mesmo que eu tenha não consiga nunca
terminar de conhecer - “Mistério das Loiras”?

Até que “negra” eu vejo que é minha vida,
minha esperança frustrada de ver de manhã,
bem cedinho, luz do Sol brilhando num cabelo
de uma mulher loira...que está do meu lado e é
preta, ruiva, índia, chinesa ou morena...que de
qualquer forma me ame loirosamente …mas
que comigo jamais se engane… Por favor,
pinta o cabelo, meu bem!

Prefiro mulher bem loirinha
por dentro…

Por fora me é
indiferente…

maio de 2020.

A ciência entre duas ameaças: o cientificismo e o negacionismo.

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 Gabriel Ferreira, publicado pelo Estado da Arte:

Muito tem sido dito sobre como a pandemia causada pela COVID-19 está trazendo à superfície as deficiências, algumas delas históricas, nos sistemas de saúde, educacionais e sociais de praticamente todos os países atingidos. A situação emergencial tem forçado sociedades inteiras a tomar, com velocidade ímpar, decisões que afetam a vida de milhões de pessoas e que alteram as mais variadas dinâmicas da vida social, como empregos, educação e convivência. Nesse panorama repleto de ineditismos – home office em massa, educação a distância como padrão, isolamento social geral –, um deles talvez seja igualmente importante, embora menos notado. O aumento gigantesco do acesso à informação trazido pela tecnologia e pelas redes sociais fomentou aquilo que provavelmente é a primeira grande ocorrência de uma situação que, se não podemos chamar de protagonismo exclusivo, ao menos certamente podemos entender como presença incontornável do discurso científico no âmbito da discussão pública mundial. Muito provavelmente é a primeira vez que estamos diante do fato de que o discurso das ciências foi alçado ao posto de um dos principais atores no cenário público global, ao qual são demandados diariamente posicionamentos, informações, críticas, descobertas e soluções. Esse fenômeno, no entanto, tem servido também para tornar explícita outra das deficiências estruturais do debate público e, obviamente, da educação e da formação intelectual das nossas sociedades, que é o profundo desconhecimento sobre a dinâmica própria da ciência e, sobretudo, das distinções que devem ser feitas entre sua prática ou performance e seu uso como parte integrante das decisões políticas, econômicas e sociais.

Em um texto publicado neste mesmo Estado da Arte, afirmei que a principal tarefa da reflexão filosófica quando adentra a esfera do debate público é, antes de qualquer tomada de posição, aquilo que chamei, parafraseando o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein, de “terapia do debate”, isto é, o esclarecimento das questões e dos pressupostos que são condição de possibilidade do próprio debate. É o que pretendo fazer aqui, ainda que de maneira pontual, em relação aos elementos que mencionei no final do parágrafo anterior.

Durante o final do século XIX e parte considerável do XX, uma tradição de filósofos, em maior ou menor grau, empreendeu um conjunto de críticas às ciências naturais que acabou se cristalizando numa justa e bem articulada crítica da posição que ficaria conhecida como cientificismo (“scientism“, em inglês) e que, como mostrarei abaixo, consiste basicamente numa extrapolação da validade do discurso científico para além de seus domínios próprios. Tal tradição foi importante e teve, inclusive, o mérito de fustigar uma série de questionamentos no interior da filosofia da ciência que trouxe avanços consideráveis. No entanto, atualmente – e a pandemia da COVID-19 torna a situação ainda mais explícita – há uma outra sorte de exacerbação à qual a discussão pública de ideias concede menor importância e que se mostra igualmente nociva, a saber, o que se poderia indicar como o oposto do cientificismo e que consiste justamente na negação ou, quiçá socialmente mais grave, no enfraquecimento da legitimidade do discurso científico no interior do debate público.

A ameaça do cientificismo

Se é possível localizar o início daquilo que chamamos de ciência moderna nos séculos XVI e XVII, com Galileu, Bacon e Descartes, foi o século XIX que viu cristalizar o sucesso das ciências da natureza. Tanto em termos de avanços revolucionários como em se tratando de derivativos tecnológicos, basta lembrar que o XIX é o século de Alessandro Volta, Michael Faraday e James Maxwell, mas também de Guglielmo Marconi, Thomas Edison, Louis Pasteur e Charles Darwin. Não é difícil notar, portanto, por quais razões o mesmo século XIX viu surgir, de maneira razoavelmente sistemática, uma discussão que atravessa o tempo e ainda se faz nossa, a saber, o debate acerca da legitimidade e, consequentemente, do lugar a ser ocupado no edifício dos saberes humanos, pelos conhecimentos das “ciências do espírito” (as Geisteswissenschaften) frente ao sucesso das Naturwissenschaften, ou “ciências da natureza”; nossa discussão um tanto diluída sobre “exatas” e “humanas” é legatária dessa questão que, no XIX, era tão mais interessante quanto mais profunda.

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Francis Bacon
Mais do que para fazer uma reconstrução histórica em maior profundidade, o panorama que apontei serve como pano de fundo para se perceber que tais discussões também deram origem não meramente a dúvidas sobre o estatuto da filosofia, da história, da psicologia e das ciências sociais, mas também sobre os pressupostos, contornos e limites das explicações físicas, químicas e biológicas da realidade. É desse bojo que emerge um elemento importante da crítica à posição que usualmente chamamos de cientificismo, que pode ser compreendida em termos gerais pela extrapolação da capacidade explicativa e preditiva das ciências sobre o mundo natural para outras esferas da realidade, em grade parte justificadas pelo sucesso de sua performance naquele domínio. Dito de outro modo, o cientificismo, que é mais uma disposição intelectual do que propriamente um conjunto de teses, é a inclinação para pressupor que todo e qualquer problema, incluindo as questões próprias ao agir humano, à política, à cultura e ao sentido existencial recebem seu melhor tratamento sob a égide da metodologia científica e, inversamente, qualquer outra tentativa de compreender a realidade para além da ciência não pode constituir realmente conhecimento.

Em um já clássico artigo de 2009, a filósofa norte-americana Susan Haack sintetiza em seis grandes sinais essa disposição intelectual:
1. Utilizar as palavras “ciência”, “científico”, “cientificamente”, “cientista” de maneira honorífica, como termos genéricos de elogio epistêmico;
2. Adotar os maneirismos, os adornos, a terminologia técnica das ciências, independentemente de sua real utilidade;
3. Uma preocupação com a demarcação, isto é, com traçar uma linha nítida entre ciência genuína, a coisa real, e impostores “pseudocientíficos”;
4. Uma preocupação correspondente com a identificação do “método científico”, que pretenda explicar como as ciências foram tão bem-sucedidas;
5. Procurar nas ciências por respostas a perguntas que estão além de seu escopo;
6. Negar ou denegrir a legitimidade ou o valor de outros tipos de investigação além da científica, ou o valor de atividades humanas para além daquele tipo de investigação, como a poesia e a arte.
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Susan Haack
A dimensão do cientificismo que aponto aqui como “ameaça” tem inúmeros efeitos e se deixa ver e sentir de múltiplas maneiras. Da crise universitária das humanidades, cuja origem remonta ao contexto do século XIX supracitado, à suspeita epistemológica sobre qualquer interlocutor “não-científico” no âmbito da discussão pública, da expectativa de que as soluções aos problemas da moral, da democracia ou dos nossos afetos até às questões existenciais humanas perenes devam vir dos laboratórios, dos fármacos ou da pesquisa espacial, são todos exemplos daquela extrapolação.

É importante perceber, contudo, que tal ameaça do cientificismo não surge necessariamente do conceito ou da performance da ciência per se; não se trata de uma consequência lógica da ciência moderna. Ela é, antes, índice de uma progressiva atrofia de outros usos da razão, que não o lógico-dedutivo, que foram sendo abandonados no interior da nossa cultura como não devendo ser considerados conhecimentos legítimos. Esperar da ciência indicações do sentido último da nossa existência individual é tanta tolice quanto esperar do direito a compreensão sobre a semiologia alterada dos órgãos ou quanto recorrer à literatura para solucionar conflitos civis. A ciência é incapaz de responder algumas questões às quais ela própria dá origem, assim como não pode se dedicar, exclusivamente pelos seus métodos, a compreender nem mesmo seus pressupostos teóricos. Nesse sentido, qualquer tentativa de absolutizar o conhecimento científico cai presa de uma contradição em termos, uma vez que o próprio empreendimento de justificar o conhecimento científico como o único possível só pode se dar por uma argumentação que não se move exclusivamente no interior da metodologia científica, mas apela para expectativas humanas, valores e comparações que são, fundamentalmente, filosóficos.

A ameaça do negacionismo

Conforme disse acima, uma parte considerável da reflexão filosófica do século XX, que encontrou seu impulso naquele panorama do XIX, refletiu sobre os limites e mesmo os perigos de uma absolutização das ciências e de seus derivativos tecnológicos. No entanto, o momento atual parece pedir uma reflexão sobre uma ameaça, talvez de igual proporções, no sentido inverso. Trata-se de um fenômeno tão complexo quanto o cientificismo, cujas causas devem ser buscadas no mesmo ambiente cultural de origem deste, mas que é catalisado por elementos contemporâneos, como a internet e as redes sociais. Refiro-me a essa outra disposição intelectual pelo nome de negacionismo. O termo não é nem meu, nem novo. No mesmo ano do artigo de Haack citado acima, Pascal Diethelm e Martin McKee fazem uma boa síntese da postura, em um pequeno paper publicado no European Journal of Public Health. “HIV não causa AIDS”, “O mundo foi criado em 4004 a.C.” e “Fumar não tem relação alguma com o câncer” são algumas das afirmações que, embora frontalmente desmentidas pelas melhores evidências científicas disponíveis, ainda encontram eco e compartilhamentos nas redes sociais e aplicativos de mensagem. Assim como Haack, Diethelm e McKee também listam características distintivas do negacionismo científico, a partir dos apontamentos dos irmãos Mark e Chris Hoofnagle:
1. Qualquer modalidade de consenso científico não é consequência do conjunto das melhores evidências disponíveis, senão que é fruto de conspirações tão profundas quanto ocultas;
2. O recurso aos falsos especialistas, isto é, indivíduos que arrogam para si o estatuto de especialistas mas que, não obstante, sustentam posições inconsistentes com as melhores evidências disponíveis na área;
3. A escolha seletiva de artigos, posicionamentos ou dados que, desprezando uma imensa massa de evidências e publicações em contrário, tem como objetivo sustentar a visão do proponente ou, ainda, enfraquecer a posição que se quer atacar;
4. A tentativa de criar expectativas impossíveis de serem realizadas como obstáculo à credibilidade nas melhores evidências disponíveis, como, por exemplo, esvaziar completamente estimativas de probabilidades dadas as limitações intrínsecas a modelos matemáticos;
5. O uso de falácias lógicas ou de espantalhos a fim facilitar o ataque e enfraquecer as posições das quais não se gosta.
Os traços acima, tomados individualmente ou em diferentes combinações, têm sido razoavelmente frequentes em inúmeras análises ou comentários que temos visto nos últimos meses por conta da pandemia da COVID-19. No entanto, um elemento que parece subjazer a praticamente todas essas manifestações que têm por objetivo esvaziar a legitimidade das proposições científicas é uma mistura de, por um lado, a falta de distinção entre a prática e performance da ciência e seu eventual uso social e, por outro, um desconhecimento puro e simples do funcionamento da racionalidade científica. É possível ver um exemplo eloquente desse amálgama em algumas posições defendidas nos diversos artigos e entrevistas recentes do filósofo italiano Giorgio Agamben sobre a pandemia e suas consequências.

Ao analisar algumas ações de diversos governos pelo mundo, Agamben tem denunciado o governo da ciência que traria novos perigos para a vida social. Com isso, o que o italiano afirma em linhas gerais é que conceder à ciência lugar privilegiado nas tomadas de decisão públicas é fundamentalmente danoso porque abre espaço à legitimação de ações e práticas essencialmente contrárias à democracia e a direitos fundamentais, como por exemplo a privação de direitos de circulação, a segregação das pessoas por meio de passaportes de imunidade, o fechamento abrupto e radical de fronteiras, a vigilância social etc. Isso seria agravado, como lembra em entrevista concedida no final de abril, pela completa falta de acordo e consenso entre cientistas sobre os melhores métodos de manejo da pandemia, o que só faria recrudescer a suspeita que deveríamos ter sobre as proposições científicas. Seu juízo é coroado, na mesma entrevista, com uma das melhores expressões da crítica ao cientificismo, que é também um de seus maiores clichês: a constatação – verdadeira, porém pouco elucidativa – de que “a ciência tornou-se a verdadeira religião dos nossos tempos”.

O exame de Agamben é um ótimo exemplo da combinação daqueles dois aspectos porque, em primeiro lugar, não distingue entre (1) a dinâmica e o processo pelo qual se estabelecem conhecimentos científicos e (2) os seus eventuais usos sociais e políticos. Que agentes públicos optem – e tenham de optar em momentos urgentes – por esta ou aquela decisão política com eventuais consequências prejudiciais, informados por esta ou aquela posição científica, não pode de maneira nenhuma ser ocasião para descrédito da racionalidade científica per se. O uso do adjetivo “científico” como selo de credibilidade que autoridades desejam colar às suas decisões diz muito mais sobre as autoridades do que sobre a ciência. É evidente, como já dito, que esse uso só ocorre porque as ciências naturais assumiram um vácuo de significação na sociedade moderna e foram alçadas a um posto de importância exacerbada. Contudo, uma vez mais, isso é inegavelmente um problema sobre o qual devemos refletir profundamente, uma chaga severa na compreensão que a modernidade faz do ser humano e da realidade, mas, novamente, não uma propriedade intrínseca da ciência que a faria ser responsável por esse cenário. Note-se que não se trata aqui do problema da interferência de valores extra-científicos na atividade científica (como bem aponta o excelente trabalho de Hugh Lacey), mas da querela sobre valores que surgem quando de sua apropriação e circulação social. Assim, não é justificável responsabilizar a “ciência” abstratamente ou, ainda, o raciocínio científico, pelos usos políticos ou decisões sociais que dela se faz.

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Giorgio Agamben
Quando discutimos sobre se devemos ou não devemos aplicar tal ou tal conhecimento científico, embora partindo dos resultados da prática científica, não estamos mais no domínio da ciência em sentido estrito. Estamos fazendo uso de seus produtos tecnológicos ou intelectuais numa região que é a do debate moral, político, econômico, jurídico ou social que, por mais que recorra àqueles conhecimentos, não está mais operando, stricto sensu, no domínio do conhecimento científico. O curioso é que isso nos deveria fazer ver que as humanidades, como a filosofia e as ciências sociais, deveriam ter uma importância ainda maior, porque a discussão sobre o que fazer com o que a ciência entrega não é mais uma discussão científica e não pode ser resolvida em se confiando exclusivamente nos seus métodos e no seu instrumental. Não há nenhum experimento científico cujo resultado seja a resposta para uma pergunta tal como “devemos utilizar tal tecnologia ou não” ou, ainda, “devemos ou não devemos permitir que se faça x ou y”. A linguagem do dever pertence ao domínio da discussão moral e sobre ela a ciência pouco ou nada tem a dizer. Mesmo quando são cientistas que defendem respostas sobre o que deveríamos fazer, neste momento eles não estão praticando ciência; ao contrário, estão se movimentando justamente no terreno de questões muito mais amplas. Assim, pretender enfraquecer as conclusões ou evidências científicas pelos eventuais problemas morais, políticos ou econômicos provenientes da aplicação de seus derivativos é tanto responsabilizar o discurso científico por algo além de sua alçada, quanto, por outro lado, isentar o debate político, ético, econômico etc. do papel que lhe é próprio.

Da mesma forma, pretender enfraquecer a racionalidade científica afirmando, como faz Agamben na mesma entrevista, “o espetáculo desconcertante” que consiste no fato de que “mesmo que a mídia o esconda, não há acordo entre os cientistas” é mostra de um profundo desconhecimento do que seja a ciência, mesmo em termos modernos, que alguém poderia objetar que não enfeixa mais aquelas virtudes da concepção clássica. Ao apontar a falta de consenso – que, claramente, não pode ser entendido como a ausência total de discordância por todos e cada um dos cientistas do mundo –, a mudança e o aspecto movediço e tateante das ciências, pretende-se com isso acusá-las de serem incapazes de fornecer quaisquer bases seguras para tomadas de decisão em tempos como o nosso. Mas duas coisas devem ser notadas aqui. A primeira delas é que só espera que a ciência se mova por passos absolutos quem justamente já caiu presa da posição cientificista, ou seja, aquele que tem uma expectativa intrinsecamente enganosa que espera da ciência o que, como qualquer outro empreendimento humano, ela não pode dar. Outra consequência mais visível dessa suspeita é fomentar o ceticismo quase absoluto, querendo negar legitimidade ao conhecimento científico justamente no que ele pode entregar e das justificativas racionais que ele é capaz de fornecer. Ora, quem sustentaria que seria racional que alguém, no momento presente, ignorasse as evidências atuais sob o argumento de que em algum momento futuro possam surgir melhores evidências, talvez em contrário daquelas que temos disponíveis? Quem diria ser racionalmente justificável abrir mão hoje do melhor tratamento possível para uma doença porque no futuro pode surgir um outro com mais benefícios e menos efeitos colaterais?

A afirmação de Agamben, na mesma entrevista do dia 22 de abril, de que “os virologistas admitem que não sabem exatamente o que é um vírus, mas, em seu nome, pretendem decidir como os seres humanos devem viver” é, portanto, uma pérola que condensa a má-fé ou ignorância sobre a dinâmica da ciência e a falta de distinção entre a ciência e o uso social que se faz dela.

A ciência entre duas ameaças

O grave momento em que vive a humanidade por conta da pandemia da COVID-19 tem servido para explicitar não apenas as deficiências de infraestrutura dos países, mas também certa pobreza do debate. Atores públicos, intelectuais e analistas têm visto na crise a oportunidade perfeita para afirmarem toda sorte de agenda ideológica que, coincidentemente, seria plenamente confirmada pela atual situação. Apologistas do cientificismo esfregam as mãos ante aquilo que seria prova histórica irrefutável de que é da ciência, e de nada mais, que devemos esperar toda e qualquer salvação, assim como negacionistas veem uma feliz ocasião de mostrar como dela nenhuma solução confiável pode vir. Com isso, os problemas civilizacionais profundos que nos fazem oscilar entre esses dois extremos continuam sem ver a luz do dia. E assim como aqueles não enxergam que o cientificismo nem sequer é uma tese científica, estes não veem as claras evidências do louvável sucesso de certa expressão da racionalidade humana. A perspectiva mais ajustada é, portanto, aquela que se esforça, de maneira desapaixonada, por fazer as distinções que devem ser feitas, endereçar as críticas corretas pelos motivos certos, mas também reconhecer os êxitos e sucessos que impõem limites necessários à ignorância que devemos combater.



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Detalhe de A Philosopher Lecturing on the Orrery, Wright of Derby, c. 1766
Gabriel Ferreira é doutor em Filosofia e professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e da Escola de Saúde da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS.

Coronavírus: Brasil bate novo recorde e registra 26.928 casos em 24 horas

Coronavírus: Brasil bate novo recorde e registra 26.928 casos em 24 horas:

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Ministério da Saúde atualizou nesta sexta-feira, 29, o número de casos e mortes por Covid-19. De acordo com o levantamento das secretarias regionais, foram registrados nas últimas 24 horas 26.928 casos e 1.124 mortes em decorrência do novo coronavírus. O número de novos casos é pelo segundo dia seguido o maior da série histórica.

Os números totais no Brasil chegam a 465.166 diagnósticos positivos e 27.878 óbitos. Há ainda 189.476 (40,7%)  pacientes recuperados e 247.812 (53,3%) casos em acompanhamento. Óbitos suspeitos somam 4.245 ocorrências.

No ranking global realizado pela Universidade Johns Hopkins, o Brasil continua em segundo lugar em relação ao número de casos confirmados, perdendo apenas para os Estados Unidos e subiu para a quinta posição em número de mortes, ultrapassando a Espanha, que teve com 27.121 óbitos confirmados no país até hoje.

De acordo com a pasta da Saúde, foram realizados até hoje cerca de 930 000 exames para Covid-19. Destes, 488.802  pelas cinco maiores redes de laboratórios privados (com 7.000 pontos de atendimento), a outra parte por laboratórios públicos.

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O Ministério da Saúde anunciou também que ampliará a campanha de vacinação para a gripe. Prevista para acabar no próximo dia 5, o programa de imunização será ampliado até o dia 30 de junho.

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Grupos de risco

Ministério da Saúde disponibilizou dados acerca dos fatores de risco de Covid-19, a exemplo de diabetes, hipertensão, tabagismo e obesidade. Os dados fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O estudo apontou que 7,4% dos brasileiros sofrem de diabetes (na população acima de 65 anos, esse número sobe para 23%). No caso da hipertensão, 24,5 %, da população convive com a doença (entre os idosos, a prevalência é de 59,3%).

No quesito obesidade, o Brasil atingiu em 2019 a maior taxa desde 2006 com 20,3% dos brasileiros diagnosticados. No início da série histórica, essa taxa era de 11,8% . A maior prevalência fica na faixa entre 45 e 54 anos, com medida em 24,4%.

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O país teve uma queda no número de fumantes, que passaram de 14,1% da população em 2006 para 9,8% no ano passado.

A pesquisa também trouxe dados acerca do efeito das quarentenas em decorrência da pandemia da Covid-19. De acordo com o estudo, 87,1% dos adultos consultados precisaram sair de casa pelo menos uma vez na semana anterior à pesquisa. Destes, 75,3% saíram para comprar alimentos; 45,% foram trabalhar e 20,5% sairam às ruas pois estavam entediados ou cansados de ficar em casa, entre outros.

Houve também relatos de pessoas enfrentando problemas para dormir (41,7%), falta de apetite ou comer mais que o necessário (38,7%) e sentir-se pra baixo ou deprimido (32,6%).

Anexos:
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Carlos Bolsonaro “deve ser atingido na etapa final do inquérito”

Carlos Bolsonaro “deve ser atingido na etapa final do inquérito”:


O inquérito das Fake News "já fechou o cerco sobre o 'gabinete do ódio'...grupo de assessores do Palácio do Planalto comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro”, diz o Estadão.

“Num primeiro momento, Alexandre Moraes optou por focar nos tentáculos operacionais do ‘gabinete do ódio’; o filho do presidente da República deve ser atingido na etapa final do inquérito, com o aprofundamento das investigações. O cálculo político que estaria sendo feito é o de que o envolvimento de nomes mais graúdos nessa etapa poderia comprometer os trabalhos.”

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A semana com mais mortes de Covid-19

A semana com mais mortes de Covid-19:



O Brasil teve a pior semana desde o estouro da epidemia de Covid-19.

O número de mortes registradas subiu brutalmente.

O número de casos diagnosticados, que devem provocar mais mortes, subiu ainda mais...



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Anexos:

Brasil registra 1.124 mortes por Covid-19 em 24 horas e supera a Espanha em total de mortos

Brasil registra 1.124 mortes por Covid-19 em 24 horas e supera a Espanha em total de mortos:



O Brasil registrou 1.124 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Agora, subiu para 27.878 o número de vítimas fatais da doença no país --superando a Espanha, um dos países europeus mais atingidos, com 27.121 óbitos...

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Quais os possíveis caminhos dos dois inquéritos que rondam o governo?

Quais os possíveis caminhos dos dois inquéritos que rondam o governo?:

Jair Bolsonaro


SÃO PAULO – Os avanços e repercussões do chamado inquérito das fake news, em tramitação no Supremo Tribunal Federal, voltaram a atrair atenções do mundo político e dividiram holofotes antes concentrados nas investigações que apuram uma suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a Polícia Federal.

Uma semana após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citada pelo ex-ministro Sérgio Moro como prova no inquérito da PF, a operação de buscas e apreensões em endereços de empresários e blogueiros bolsonaristas trouxe novas preocupações ao presidente e elevou o grau de tensão institucional entre o Palácio do Planalto e o STF.

Bolsonaro atacou a investigação e esbravejou contra a Corte, deixando no ar um tom de insubordinação a decisões judiciais. “Não teremos outro dia como ontem. Chega”, afirmou em frente ao Palácio da Alvorada na última quinta-feira (28). O presidente disse ainda que conta com as “armas da democracia” e que “ordens absurdas não se cumprem”.

O tom foi intensificado pelo filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que citou um contexto de ruptura institucional e disse que será natural se a população recorrer às Forças Armadas se estiver insatisfeita com a atuação do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

“O poder moderador para reestabelecer a harmonia entre os Poderes não é o STF, são as Forças Armadas”, declarou em entrevista à TV Bandeirantes. “Eles vêm, põem um pano quente, zeram o jogo e, depois, volta o jogo democrático”. Um dia antes, o parlamentar havia dito que não é mais uma questão de saber se haverá ruptura institucional, mas quando ela ocorrerá.

Os dois inquéritos devem seguir repercutindo no mundo político, a despeito de esforços em encerrar as investigações, e podem gerar novos choques entre os Poderes. Se antes o eixo de tensão do Poder Executivo era com o Congresso Nacional, agora a corda estica com o Judiciário.

“Nos primeiros meses de governo, víamos uma tensão muito voltada ao Legislativo, e o presidente do STF tentava se colocar como um moderador, para ajustar as arestas. Com o advento da pandemia e as posições adotadas pelo presidente e por parte do governo federal, as diferenças abissais de visão de mundo entre STF e Executivo começaram a se acirrar. O Supremo não aceitou chancelar algumas ideias do presidente e essas tensões foram aumentando”, observa Débora Santos, analista política da XP Investimentos no podcast Frequência Polícia (ouça a íntegra pelo player acima).

A cada derrota do governo no STF, cresciam as postagens de grupos apoiadores do presidente contra o Poder Judiciário. Manifestações foram organizadas em plena pandemia para pedir intervenção militar e o fechamento do parlamento e da Corte.

Ao mesmo tempo, o polêmico inquérito aberto em 2019 com o objetivo de investigar “notícias fraudulentas (fake news), falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e demais infrações que atingem a honorabilidade e a segurança do STF e de seus membros” avançou e hoje ameaça um dos pilares do governo: a militância nas redes.

Outra sombra cresceu com a saída do um dia “superministro” Sérgio Moro da pasta da Justiça e Segurança Pública. O ex-juiz da Lava-Jato deixou o governo acusando o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal, forçando a substituição de nomes na direção-geral e em superintendências sem apresentar justificativas e cobrando acesso a conteúdo de inteligência produzido pela corporação.

As duas investigações devem seguir influenciando as movimentações na política nas próximas semanas. Entenda o que se pode esperar de cada uma:

1) Fake News

Em março do ano passado, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, anunciou a abertura de um inquérito para apurar fake news, ameaças e ofensas caluniosas, difamatórias e injuriosas a ministros da corte e seus familiares. E incumbiu o ministro Alexandre de Moraes de tocar o caso.

O procedimento foi aberto em meio a derrotas impostas pela Corte à Operação Lava-Jato e ataques entre magistrados e membros da força-tarefa em Curitiba – além de uma esperada reação inflamada de parte da opinião pública. E ainda um contexto de dificuldades do tribunal em mudar o entendimento vigente sobre a prisão após condenação em segunda instância.

O caráter heterodoxo da iniciativa gerou reações no Congresso Nacional e entre membros do Ministério Público Federal. Na prática, o STF criava um inquérito para ele mesmo investigar, com delimitações que acabaram questionadas, sobre a amplitude da ação, e conduzido em sigilo. Os supostos crimes investigados tinham o tribunal como alvo e ele mesmo seria o responsável por julgar.

De confissões do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que declarou ter tido intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes, até a interferência sobre uma reportagem publicada pelo site O Antagonista que ligava Toffoli à empreiteira Odebrecht, o inquérito já percorreu diversos caminhos.

Nos últimos dias, porém, com a operação contra ativistas, empresários, blogueiros e políticos bolsonaristas, o inquérito fechou o certo contra o que ficou conhecido como “gabinete do ódio”, bunker digital usado por aliados para atacar adversários políticos do presidente.

Em despacho que determinou as buscas e apreensões, Alexandre de Moraes fala em suspeita de “associação criminosa” e mirou um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de notícias falsas contra autoridades e possíveis financiadores.

“As provas colhidas e os laudos periciais apresentados nesses autos apontam para a real possibilidade de existência de uma associação criminosa, denominada nos depoimentos dos parlamentares como ‘Gabinete do Ódio’”, afirmou o magistrado.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro já teria relatado a aliados um temor de que Carlos Bolsonaro torne-se o próximo alvo de uma operação. Um mês atrás, o veículo informou que os investigadores identificaram o filho do presidente como um dos articuladores do esquema de propagação de notícias falsas e ataque à reputação de adversários políticos.

Além das fortes críticas feitas por Bolsonaro, a ação ensejou uma nova ofensiva da PGR pelo arquivamento do inquérito. Desta vez, foi Augusto Aras que direcionou pedido ao ministro Edson Fachin, do STF, que é relator de uma ação que questiona o procedimento aberto no ano passado. O magistrado encaminhou a decisão para plenário.

Embora o inquérito já tenha sofrido críticas dentro do Supremo, a avaliação de quem acompanha os bastidores do tribunal é que, em meio ao acirramento das relações entre Executivo e Judiciário, há uma tendência de os ministros se unirem em defesa da continuidade das investigações.

“São poucos os ministros que vão criticar Alexandre de Moraes”, observa Débora Santos. “O Supremo vai tentar maturar o assunto nos próximos dias. A tendência é escolher o momento político para o plenário conversar sobre isso e de lá sair uma decisão no sentido de identificar arestas que precisam ser resolvidas. Mas ninguém vai dizer que o inquérito é natimorto”.

“Hoje, esse inquérito é uma expressão de poder do Supremo. O STF chegou a um momento em que está atacado como nunca foi”, argumenta.

2) Interferência na Polícia Federal

Desde que foi aberto, o inquérito já ouviu o ex-ministro Sérgio Moro e testemunhas como os ministros Augusto Heleno (GSI), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Além de nomes como o ex-diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem − que chegou a ser indicado para o comando da corporação, mas teve seu nome barrado por decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF − e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

Foram colhidas provas como conversas telefônicas e o próprio vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, que foi tornada pública pelo ministro Celso de Mello, relator do inquérito no STF, na semana passada.

No encontro, Bolsonaro diz: “Mas é a putaria o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”.

Em outro trecho, o presidente diz: “Eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos, eu falo com o Paulo Guedes, se tiver que interferir. Nunca tive problema com ele, zero problema com Paulo Guedes. Agora os demais, vou! Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações”.

Esperava-se que este fosse um ponto alto do processo investigativo, mas juristas acreditam que não há nenhuma prova cabal de interferência de Bolsonaro na PF nesta gravação. A dúvida fica com quais serão os próximos passos do inquérito a partir de agora.

“O inquérito que tramita perante o STF, que investiga suposta ingerência do presidente na PF, encontra-se em fase instrutória – ou seja, é o momento da obtenção de provas testemunhais, de cumprimento de mandados de busca e apreensão, juntada de documentos, produção de eventual prova pericial”, explica a advogada Fátima Miranda, especialista em direito público.

Recentemente, a Polícia Federal determinou que o ministro Augusto Heleno apresente todos os documentos que comprovem uma insatisfação do presidente Jair Bolsonaro com sua segurança pessoal no Rio de Janeiro – narrativa do governo sobre o episódio mencionado na gravação.

Os investigadores solicitaram ao STF, na última sexta-feira (29), uma prorrogação de 30 dias para concluir o inquérito. Celso de Mello pediu que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifeste.

“É difícil entender um cenário mais macro [para as investigações], porque não haverá a prova definitiva. O que eles vão precisar fazer é compor esse mosaico de elementos que indicam em uma mesma direção e, a partir disso, tirar conclusões”, diz o advogado criminalista Conrado Gontijo, sócio do escritório Corrêa Gontijo Sociedade de Advogados.

“Já há alguns elementos muito graves que dão alguma consistência à declaração de Moro, embora o vídeo não seja aquilo que ele indicou que seria. Não é uma prova tão objetiva e clara”, avalia.

A avaliação de especialistas é que um novo caminho para as investigações pode ter sido aberto pelo empresário Paulo Marinho, ex-aliado do bolsonarismo, que prestou três depoimentos e entregou seu aparelho celular para perícia.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o executivo afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) teve acesso antecipado a informações da operação Furna da Onça, que teve como um dos alvos Fabrício Queiroz, seu ex-assessor na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Segundo Marinho, a deflagração da ação chegou a ser adiada para que não houvesse prejuízo à campanha do então candidato à presidência Jair Bolsonaro. O empresário dá detalhes sobre como se deu o contato entre aliados de Flávio e um delegado. E ainda cita um antigo celular do ex-ministro Gustavo Bebianno, morto por infarto em março, como prova no inquérito.

“A grande peça para o futuro da investigação pode ser o depoimento de Paulo Marinho. O que ele trouxer de informação para o inquérito pode abrir novas frentes de investigação ou reforçar a investigação que já vinha sendo feita a partir do vídeo, dos relatos e do celular do ex-ministro Sérgio Moro”, observa Débora Santos.

Para Gontijo, um caminho possível para o inquérito seria o da quebra do sigilo dos aparelhos celulares dos investigados e a solicitação para que as companhias de telefonia informem sobre o local em que cada um esteve em datas de encontros informadas por Marinho.

Na semana passada, PDT, PSB e PV solicitaram ao STF a apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do mandatário. O pedido foi encaminhado à PGR, que se manifestou contrária. Em parecer enviado à Corte, Augusto Aras argumentou não haver legitimidade de terceiros para “postulação de medidas apuratórias” no caso.

Por ter tido amplo acesso à campanha presidencial de Bolsonaro, há especulações de que Paulo Marinho, inclusive, possa apresentar indícios vinculados a outras investigações em curso. Neste caso, seria aberta uma possibilidade de compartilhamento de material com outros processos.

Outro ponto esperado para as investigações é um depoimento de Bolsonaro. Conforme noticia o site G1, a Polícia Federal afirmou, em documento enviado ao STF, que “para a adequada instrução das investigações, mostra-se necessária a realização da oitiva do presidente a respeito dos fatos apurados”.

No documento, a PF também informou, ao pedir a prorrogação do inquérito, que ainda estão pendentes as seguintes diligências:

1) “Exame de edições dos arquivos do vídeo da reunião ministerial, a análise das mensagens do telefone celular de Sérgio Moro”;

2) “Resposta da Dicor [Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado] sobre o pedido de informações acerca da produtividade da SR/RJ [Superintendência da PF no Rio de Janeiro]”;

3) “Resposta do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional [Augusto Heleno] quanto ao pedido de dados a respeito das trocas de comando da chefia da segurança do presidente da República”;

4) “Recebimento das cópias dos inquéritos já indicados com trâmite perante a RJ/RJ”;

5) “Análise das informações, assim como das oitivas de Paulo Roberto Franco Marinho [empresário; suplente do senador Flávio Bolsonaro], Miguel Ângelo Braga Grillo [chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro]”;

Passada a etapa de coleta de provas e depoimentos, caberá ao procurador-geral Augusto Aras decidir se apresenta ou não uma denúncia contra Bolsonaro – o que, caso aceito pelo plenário da Câmara dos Deputados e o pleno do STF, daria inicio a um longo processo que poderia culminar no afastamento do presidente.

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Previsão Sul – Sol forte na Região

Previsão Sul – Sol forte na Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

30 de Maio de 1640: Morre o pintor holandês Peter Paul Rubens

30 de Maio de 1640: Morre o pintor holandês Peter Paul Rubens:

No dia 30 de maio de 1640, morre em Antuérpia o célebre pintor barroco holandês Peter Paul Rubens. Multifacetado, produziu obras consideráveis em diversos géneros. Aceitou pintar um bom número de retratos, porém de instinto mais inclinado aos grandes trabalhos do que às pequenas curiosidades, realizou enormes projectos religiosos, pinturas mitológicas e importantes séries de imagens históricas.
Pela sua erudição, era apreciado por diversas personalidades do seu tempo. Além do flamengo, falava francês, alemão, italiano, espanhol e latim. Chegou a compor uma importante missão diplomática e ostentou um estatuto inigualável junto aos seus contemporâneos.
Peter Paul Rubens nasceu na Vestfália, no Sacro Império Romano Germânico. O seu pai, Jan Rubens, era um próspero advogado protestante, que foi obrigado a deixar  Antuérpia com a sua família devido a perseguições religiosas. Em 1589, dois anos após a morte do pai, Rubens e a sua mãe retornam a Antuérpia, onde se baptizou como católico.
Entre 1589 e 1598, seria aluno de alguns dos mais eminentes pintores de sua época, como Adam van Noort e Otto van Veen. Seguindo conselhos dos seus mestres, parte para a Itália e lá permanece de 1600 a 1608 para estudar as obras da Renascença. 
Foi pintor oficial da corte de Alberto e Isabel, regentes dos Países Baixos espanhóis, entre 1609 e 1621. Para recompensar os seus esforços na negociação de um tratado de paz entre Espanha e Inglaterra, o rei Carlos I outorgou-lhe o título de cavaleiro.
A maior das suas encomendas foi feita por Felipe IV da Espanha, que pediu 60 telas para o seu pavilhão de caça, a Torre de La Parada. O conjunto seria conhecido como As Metamorfoses. Pode-se também citar a decoração da Galeria Médicis no Palácio de Luxemburgo, um ciclo decorativo sobre a vida da rainha de França e viúva de Henrique IV, Maria de Médicis, pintado entre 1622 e 1625.
No final do ano de 1635, Rubens iria pintar o Julgamento de Páris, inspirado a partir do Julgamento de Páris de Rafael. A única diferença foi que Rubens se baseou no reflexo da obra do pintor italiano num espelho. Quando Maria de Médicis partiu para o seu último exílio, foi Rubens quem a acolheu e a protegeu até ao fim. Faleceria dois anos após a morte do pintor. Rubens adoeceria e padeceria lentamente em 1640. Foi sepultado na igreja de Sint-Jacobs de Antuérpia.
Não foi somente um artista de renome mas também um diplomata e um hábil negociador. O seu atelier em Antuérpia mobilizava talentos muito diversos, como Frans Snyders, pintor de animais. Os seus colaboradores mais importantes foram Jacob Jordaens e Antoine Van Dyck. A sua obra artística foi imensa, composta de um grande acervo de pinturas e desenhos.
Um dos seus grandes admiradores, o famoso pintor Eugène Delacroix, designava-o de “Homero da pintura”. Rubens encarna a primazia da cor na história da arte do século XVII. Nesse sentido, dá sequência às lições dos grandes venezianos, tornando-se um dos pintores mais importantes da arte mundial.
Fontes:Opera Mundi
wikipedia (imagens)


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Auto - retrato
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Retrato de Maria Ana de Espanha, Rainha da França

sexta-feira, 29 de maio de 2020

TSE notifica Bolsonaro sobre uso de inquérito do STF em ações de cassação



























O ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral, deu prazo de três dias para que o presidente Jair Bolsonaro e o vice, general Hamilton Mourão, se manifestem sobre pedido do PT para que o conteúdo do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura fake news e ameaças contra a Corte seja usado em duas ações que pedem a cassação da chapa vendedora da eleição presidencial de 2018.

Há dois processos em tramitação no TSE chamados AIjes (Ações de Investigação Judiciais Eleitorais), que pedem a anulação da vitória de Bolsonaro exatamente em razão do uso de fake news e do disparo em massa de mensagens por WhatsApp.

Outras ações desse tipo já haviam sido arquivadas pelo TSE e essas duas provavelmente iriam pelo mesmo caminho, mas as revelações que estão sendo feitas pelo inquérito comandado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, deram sobrevida ao questionamento da vitória de Bolsonaro.

Na decisão em que determinou a busca e apreensão em 29 endereços ligados a políticos, ativistas e empresários bolsonaristas na terça-feira, Moraes mandou quebrar sigilo bancário e fiscal de supostos financiadores desse esquema, como Luciano Hang, dono da Havan, e Edgard Corona, das redes de academias Bio Ritmo e Smart Fit.

Moraes determinou que a quebra de sigilo retroaja a julho de 2018, ou seja, três meses antes da eleição presidencial. À época, Hang já era suspeito de financiar disparo em massa de fake news por WhatsApp, acusação que ele nega até hoje.

Para complicar a situação de Bolsonaro, Moraes assumiu nesta semana uma cadeira de ministro efetivo do TSE.

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O isolamento do país aos olhos do mundo, o chefe do serviço paralelo de informação de Bolsonaro e mais. Leia nesta ediçãoVEJA/VEJA

Og Fernandes determinou que, mesmo que Bolsonaro e Mourão não respondam em três dias, o Ministério Público Eleitoral seja ouvido na sequência para que ele, então, possa tomar uma decisão. Se ele aceitar o pedido do PT, todas as provas colhidas no inquérito das fake news poderão ser usadas no julgamento dos pedidos de impugnação da chapa Bolsonaro-Mourão.