"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

terça-feira, 30 de junho de 2020

Covid-19: Brasil registra 1.280 mortes em 24 horas, diz Saúde

Covid-19: Brasil registra 1.280 mortes em 24 horas, diz Saúde:



O Brasil registrou 1.280 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde. Com isso, subiu para 59.594 o número de vítimas fatais da doença no país...

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Anexos:

Anatomie de la solitude.


(Milton Pires)


Que estado fascinante, que situação interessante, meu Deus, esta gerada por um desiquilíbrio bioquímico que me faz estar “deprimido”...que milagre este das outras sinapses, dos outros mediadores todos que me dão consciência do meu estado...da minha tragédia, da minha solidão…

Eu me sinto assim num “Desassossego” de Fernando Pessoa, num “Tempo” de Clarice Lispector que me fazer escrever, ou por aforismos, ou num fluxo constante de pensamento, numa Porto Alegre-Dublin em que Pessoa é meu pai e Clarice minha mãe...

Eu estou num dia 16 de junho eterno, chuvoso, ventoso...que pouco me importa se já é passado, porque se escrevo aqui é para deixar a ideia de que não tenho passado, nem presente, nem futuro…Ulisses eu fui, eu sou, eu hei de ser, mas um Ulisses que não tem para onde voltar, que não sabe por que voltar…que nunca partiu...

Aqui quem escreve, meu caro leitor, não sou eu...talvez mais bem eu devesse dizer que é a consciência de mim, desse outro eu que não tem pudores de atropelar, de interpelar e de se interrogar sobre os erros e acertos, paixões e desamores...tantos amores, meu Deus …que ele visualiza nos cumes das mais altas sensações, pensamentos, lembranças …

É... e nem que sejam os “Cumes do Desespero” das montanhas de Cioran, nem que nada resulte sóbrio, racional, lógico naquilo que escrevo sobre o que penso de mim e do que não está em mim...ou que as Ficções de Borges tenham que me parecer reais, exatas na medida dessa minha vida nesse momento...aqui, agora, nessa hora em que até não ter do que se queixar pode ser motivo de queixa…eu escrevo...e isso me alivia...

O deprimido é aquele que “está triste sem saber por que”...e é mais o não saber “por que” que o faz homem triste; não essa tristeza em si, essa tensão, essa melancolia existencial imanente a qualquer consciência isolada de tudo e de todos que anseia pelas explosões provocadas pela colisão das galáxias no espaço-tempo, pela fúria do coito com a mulher amada que vai rebentar na vida, pelo desespero de um sentido para a morte sem sentido ...ela, em si mesma, uma explosão de sentido para qualquer consciência que fica perante outra que desapareceu do seu mundo do seu tempo, do seu lugar...do seu radar de dor…numa praia qualquer de alguma cidade da Argélia...onde eu era “Estrangeiro”...

Eu me interrogo não sobre o que fiz nem sobre o que deixei de fazer, muito menos se estava certo ou errado ao fazer, ou querer...mas quem era aquele que fez, quem era aquele “eu” que não existe mais agora, nem daqui a segundos, minutos, depois de terminadas estas letras…

Para onde foi este outro eu que não existe mais é pergunta menor...Tão somente eu queria saber de onde ele veio, como se formou, como ele foi possível no primeiro “eu” que se levantou e caminhou pela Terra...fugindo do próprio medo, da fome e do frio... implorando pelo amor...pelo calor de alguém...

Toda origem da tragédia grega é a racionalização do conflito provocado pela ideia do “Destino” planejado pelas Moiras e pela noção socrática da vontade justa... da “Ação Livre”, do ato de virtude que pode dar um sentido para vida maior do que aquele pensado por um algum Demiurgo que não tem História...

Para este Demiurgo não haveria Moira alguma usando a Roda da Fortuna para tecer os fios da sua Sorte, não existiria passado nem futuro, somente um eterno presente, ato puro de perfeição que não guarda em si qualquer potência de “vir a ser”, que nunca “foi”... mas que simplesmente É…

Eu sou um menino francês com menos de 10 anos de idade...adormeço no meu quarto em 1909...Toda luz que ainda enxergo vem de uma velha lanterna chinesa que minha mãe comprou e deixa acesa depois de ler Proust...

Chove lá fora…Na lanterna, os ideogramas dizem que “o Tempo não Existe”

junho de 2020.

Dirty Honey - Down The Road (Suitcase Sessions)

Ibaneis planeja reabertura de salões e restaurantes

Ibaneis planeja reabertura de salões e restaurantes:



A mando de Ibaneis Rocha, o governo do Distrito Federal começou a estudar a reabertura de salões de beleza, bares e restaurantes...

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Ibaneis Rocha, sobre Covid-19: “Vai ser tratado como uma gripe”

Ibaneis Rocha, sobre Covid-19: “Vai ser tratado como uma gripe”:


Com os números de casos e de mortes por Covid-19 aumentando no Distrito Federal, Ibaneis Rocha resolveu chutar o pau da barraca...

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No Brasil, faltam 21 remédios contra a Covid-19

No Brasil, faltam 21 remédios contra a Covid-19:



No Brasil da cloroquina, faltam 21 remédios essenciais para o tratamento da Covid-19...

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Previsão Sul – Alerta para temporais

Previsão Sul – Alerta para temporais:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

30 de Junho de 1793 : Inauguração do Teatro S. Carlos

30 de Junho de 1793 : Inauguração do Teatro S. Carlos:

O projeto do Teatro de S. Carlos encomendado ao arquiteto José da Costa e Silva surge encabeçado por um grupo de capitalistas de Lisboa, que contaram com o apoio do Intendente Diogo Pina Manique. Pretendia-se dotar a capital de um teatro lírico portador dum novo espírito, diferente do antigo teatro de corte, com entrada por convite, na medida em que quem pagava bilhete tinha automaticamente lugar assegurado.Este teatro, homenagem a D. Carlota Joaquina, foi construído em apenas sete meses, sendo solenemente inaugurado a 30 de junho de 1793, durante a governação de D. João VI, filho de D. Maria I.A nível planimétrico inspira-se no Teatro de S. Carlos de Nápoles, obra de Medrano datada de 1737 - destruído por um incêndio -, embora a fachada se baseie no Scalla de Milão, de Piermanini (discípulo de Vanvitelli), construído entre 1776 e 1778. Este erguia-se sobre um enbasamento em silharia de junta fendida e apresentava um corpo central, não muito saliente. Na fachada recorria à utilização de vários ressaltos para valorizar o corpo central. O ático de balaústres e urnas era coroado por frontão triangular.
O nosso teatro possui embasamento em silharia de junta fendida, mas o corpo central apresenta um avanço muito maior, de pórtico em ressalto para passagem das carruagens, formando uma varanda na parte superior, muito elegante, com grinaldas. O corpo superior dá a impressão de ter sido um acrescento posterior e é coroado por uma urna com as armas reais portuguesas. Este edifício, que possuía apenas a fachada principal trabalhada, sendo as restantes lisas, nem por isso deixa de plasmar um estilo que aqui adquire a maturidade.
No interior trabalharam artistas importantes, como Cyrillo Volkmar Machado (autor das pinturas do teto da entrada e do pano da boca, entretanto desaparecidos), Manuel da Costa (pintou o teto da sala, que também não subsistiu) ou Appiani, autor da tribuna real.

A sala possui cinco ordens de camarotes animados pelo brilho da talha dourada que, a par com as escadarias de largas proporções, os mármores da tribuna ou a decoração do Salão Nobre, concorrem para a criação duma atmosfera mais próxima do barroco. No andar térreo, junto às escadarias, situam-se o botequim e a bilheteira. Neste piso, a decoração é contida.O primeiro empresário do Real Teatro de S. Carlos foi o italiano Francesco Lodi e na ópera inaugural cantou-se "La Ballerina Amante", de Cimarosa.
Teatro de S. Carlos. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

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Fachada principal do Teatro

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Interior do Teatro

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Lisboa. Teatro de S. Carlos (vista interior) - último quartel do séc. XIXTheatro de S. Carlos. Aspecto da sala por occasião do sarau em benefício dos Albergues Nocturnos

segunda-feira, 29 de junho de 2020

SEMPRE RESTA QUALQUER COISA (DE VERDADEIRO)


Universidade da Alemanha diz que Decotelli não tem pós-doutorado

Universidade da Alemanha diz que Decotelli não tem pós-doutorado:


O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, não obteve um pós-doutorado pela Universidade de Wüppertal, na Alemanha...

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"Rachadinha" faz parte do Estatuto dos VAGABUNDOS PETISTAS QUE DESTRUÍRAM O BRASIL.


Previsão Sul – Chuva forte e frequente na Região

Previsão Sul – Chuva forte e frequente na Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

29 de Junho de 1940: Morre o pintor Paul Klee

29 de Junho de 1940: Morre o pintor Paul Klee:

Artista suíço, Paul Klee nasceu a 18 de dezembro de 1879, na Suíça. Filho de um professor de música, começou desde cedo a tocar violino. Em 1900 inscrevia-se na Academia de Belas-Artes de Munique, começando por utilizar a pena e a tinta e a gravura. Os temas continham algo de sinistro e satírico, na tradição do fantástico presentes em artistas como Francisco Goya, William Blake ou Odilon Redon. Na sua primeira exposição individual em 1910 apresentava gravuras. O contacto com o grupo de artistas alemães Blaue Reiter e sobretudo uma viagem à Tunísia em 1914 assumiram uma importância fundamental na evolução da sua estética. Começou a pintar aguarelas de paisagens e motivos de arquitetura, construindo as composições a partir de formas simples que criam um ambiente ingénuo e bem-humorado. Em O Zoo (1918) desenvolveu a técnica iniciada na Tunísia. As imagens possuem um aspeto deliberadamente infantil, o que empresta a toda a construção uma característica poética não isenta de humorismo. Em 1920 foi convidado por Gropius a integrar o corpo docente da escola Bauhaus e a partir daqui o seu trabalho vai refletir a ideologia da escola, mas num ambiente muito pessoal. Em Juniper (1930) apresenta uma visão humorística da estética construtivista que então singrava na Bauhaus. Procurou ainda teorizar as suas conceções de Arte em Maneiras de Estudar a Natureza (1923), Esboços de Pedagogia (1925) e Experiências Exatas no Realismo da Arte (1928), sem contudo propor um todo sistemático e coerente. Com a ascensão do regime nazi, regressou a Berna em 1933. Começou a pintar com linhas pretas, grossas, construindo composições simples e ousadas: Sinais Negros (1938), Jogo de Crianças (1939). O humor dos trabalhos anteriores era contudo menos evidente e o clima era por vezes mesmo ameaçador, como em Morte e Fogo e Máscara (1940). Veio a falecer na cidade de Berna a 29 de junho de 1940. Apesar de ter partilhado as teorias de Kandinsky, Paul Klee desenvolveu um universo pictural muito próprio, partindo de formas abstratas e fantásticas e criando uma arte subjetiva espontaneamente poética.
Paul Klee. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)


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Paul Klee em1911, fotografado por Alexander Eliasberg


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Flower Myth - Paul Klee
Red Balloon - Paul Klee
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Fish Magic - Paul Klee


domingo, 28 de junho de 2020

A RAZÃO BRASILEIRA ENTRE LOUCOS E MENTIROSOS.

(Milton Pires)

28 ou 29 anos atrás, quando eu ainda era estudante de Medicina, numa determinada noite, na casa de uma colega muito puta, muito maconheira e, até por isso mesmo, muito divertida para qualquer amigo, uma pessoa insignificante me fez uma pergunta devastadora:

“Por que tu sempre tens que ter razão em tudo?”

O tamanho da pergunta tornou-se ainda mais gigantesco em virtude da insignificância da pessoa que não era puta nem maconheira, nem boa nem má, nem divertida nem chata...não era nada...Pra ser sincero, nem sei como ela foi parar lá. Nunca mais esqueci dessa pergunta.

Depois desse episódio, 24 ou 25 anos atrás, um preceptor de Residência Médica, este sim uma pessoa diferenciada, minha amiga e interessada no meu bem fez outra pergunta impressionante, um questionamento que eu jamais esqueci:

“Por que tu ficas tão brabo nas discussões em que te questionam a razão?”

Eu levei quase 30 anos para chegar a reposta do que me perguntaram.

Eu sou assim, eu guardo as coisas. Tem gente que chama isso de “mágoa”, de “ressentimento”...Não é bem assim, não...Pensar que toda Filosofia, Religião ou Psicanálise não passa de fruto do ressentimento e do medo da morte (ou do combate contra eles) não é comigo, não...

A resposta para o que a guria me perguntou é a seguinte:

Razão é a capacidade de julgar uma coisa, um fato, uma pessoa ou uma ideia. É imanente à condição humana, é intrínseco a qualquer pessoa intelectualmente honesta, buscar a razão quando está num embate teórico com alguém. Quem “não tem razão” é louco ou mentiroso sendo a diferença entre os dois a seguinte:

Louco é aquele que mente para si mesmo e para qualquer outra pessoa. Mentiroso é aquele que mente para todas as outras pessoas, mas em algum momento sempre diz a verdade para si mesmo e comete a loucura de acreditar que ninguém mais vai descobrir que a vida, que um país inteiro, pode ser governado eternamente pela mentira.

Eu não me considero nem louco nem mentiroso (embora seja grande o grupo que acredita na primeira hipótese) e faço da minha vida uma busca constante pela “razão”, sim. É ela que me permite chegar à VERDADE; não à Felicidade. É a VERDADE que é a concordância da razão com seu objeto; não a Felicidade. 

Para quem busca a Felicidade, não recomendo buscar a Verdade, não...é um “mau negócio”- principalmente aqui no Brasil. 

A explicação para me enfurecer quando não me davam razão era pura falta de autoestima, de doença mental não tratada…e solidão...

Dessa doença mental eu não sofro mais no mesmo grau que existia na época da Faculdade de Medicina. Podem questionar a minha razão, eu não fico mais brabo, não...e se acontecer, o motivo não vai ser por nada tão banal como talvez tenha sido tantas vezes...

Por outro lado, se eu NÃO melhorei e continuo me enfurecendo, não se preocupem…

Já não existe mais debate sério sobre coisa nenhuma ...em parte alguma aqui no Brasil...não é possível que eu, mesmo querendo, consiga me enfurecer…

Eu vivo num país de loucos e de mentirosos. Deus me livre de “querer ter razão” entre eles.

Ao Prof. Ariel Azambuja.

Porto Alegre, 28 de junho de 2020.

Previsão Sul – Risco de geada no RS

Previsão Sul – Risco de geada no RS:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

28 de Junho de 1914: O arquiduque Francisco Fernando, príncipe herdeiro do império Austro-Húngaro, é assassinado em Sarajevo, por um nacionalista sérvio.O homicídio conduzirá ao início da Grande Guerra 1914-18.

28 de Junho de 1914: O arquiduque Francisco Fernando, príncipe herdeiro do império Austro-Húngaro, é assassinado em Sarajevo, por um nacionalista sérvio.O homicídio conduzirá ao início da Grande Guerra 1914-18.:

O assassinato do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do Império Austro-Húngaro e da  sua esposa, a duquesa Sofia, é considerado o episódio decisivo para o início da Primeira Guerra Mundial. A morte do arquiduque ocorreu através de um atentado executado a 28 de Junho de 1914, em Sarajevo, actual capital da Bósnia  Herzegovina, e na época, província da Áustria-Hungria.
O atentado foi obra de um activista sérvio, Gavrilo Princip, membro dos grupos “Jovem Bósnia” (que agrupava sérvios, croatas e bósnios) e "Mão Negra". O acto tinha um objectivo político, o de levar à separação entre  o Império Austro Húngaro e as suas províncias eslavas, para que pudessem ser reunidas numa Grande Sérvia.  A Bósnia Herzegovina estava sob domínio da Áustria-Hungria desde 1878, mas era ligada etnicamente e culturalmente ao reino independente da Sérvia. Este reino tinha desde 1903 uma monarquia de cunho altamente nacionalista, e desejava restabelecer as fronteiras do antigo Império Sérvio do século XIV. No dia do atentado, Francisco Ferdinando estava em viagem à Bósnia para assistir a manobras militares e para inaugurar as obras de um novo museu em Sarajevo. O arquiduque tinha em mente reformar o Império Austro-Húngaro, federalizando o estado.
No dia 28 de Junho de 1914, um domingo, por volta de 10:45h, Francisco Fernando e a sua esposa foram mortos em Sarajevo, capital da província austro-húngara da Bósnia e Herzegovina, por Gavrilo Princip, à época com apenas 19 anos, membro da Jovem Bósnia e do grupo terrorista Mão Negra. O evento foi um dos factores que levou ao início da Primeira Guerra Mundial.
O casal já havia sido atacado um pouco antes, quando uma granada foi atirada para o seu carro. O arquiduque desviou-se do artefacto e a granada explodiu atrás deles. Fernando e Sofia insistiram em visitar o hospital onde os feridos no atentado estavam a ser atendidos. Ao saírem de lá, o seu motorista perdeu-se no caminho para o palácio onde estavam hospedados e, ao entrar em uma rua secundária, os ocupantes foram avistados por Princip. Quando o motorista fazia uma manobra, o jovem aproximou-se e disparou contra o casal, atingindo Sofia no abdómen e Francisco Fernando na jugular. O arquiduque ainda estava vivo quando testemunhas chegaram para socorrê-lo , mas expirou pouco depois. Sofia morreu a caminho do hospital.
Oficiais militares sérvios estavam por trás do ataque, que gerou uma crise entre a Áustria-Hungria e a Sérvia, culminando com a entrega de um ultimato a esta última, a 23 de Julho de 1914. No ultimato, a Áustria-Hungria fazia exigências que, caso não fossem aceites, dariam início a uma ofensiva militar austríaca. As demandas feriam na prática a independência do Reino da Sérvia, mas esta aceitou todas, menos a que exigia que autoridades austríacas fizessem investigações em solo sérvio. Na verdade, cogita-se que a Áustria-Hungria teria redigido o documento já à espera  da reacção sérvia, para causar um conflito no qual pudesse anexar o pequeno reino eslavo.

Tomando parte do lado sérvio, o Império Russo corre em sua defesa, pela ligação eslava entre ambos. Com a recusa sérvia em acatar as exigências austríacas, a Alemanha foi accionada, como resultado das  redes de alianças estabelecidas pelos países europeus. Estava assim iniciada a primeira grande guerra.
A morte de Francisco Fernando pode ser considerada como o culminar dos acontecimentos que se desenrolaram na política europeia desde 1871, num período que ficou conhecido como “Paz Armada“. De 1871 a 1914 a realidade do continente é marcada pelo acirramento das disputas por mercados, territórios coloniais e predomínio na geopolítica europeia. 

Fontes: www.infoescola.com
wikipedia (Imagens)

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O Arquiduque Francisco Fernando
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Francisco Fernando com a esposa e os três filhos
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Francisco Fernando e Sofia, momentos antes do atentado

sábado, 27 de junho de 2020

URGENTE: GRUPO DA LAVA JATO NA PGR PEDE DEMISSÃO COLETIVA

URGENTE: GRUPO DA LAVA JATO NA PGR PEDE DEMISSÃO COLETIVA:



O grupo da Lava Jato na PGR acaba de pedir demissão coletiva por discordar da gestão de Augusto Aras...

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Covid-19: Brasil registra 1.055 mortes em 24 horas, diz consórcio

Covid-19: Brasil registra 1.055 mortes em 24 horas, diz consórcio:



O consórcio de veículos de imprensa que acompanha os dados da Covid-19 junto às secretarias estaduais de Saúde contou 1.055 mortes em razão da doença registradas no Brasil nas últimas 24 horas...

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O vírus mais letal

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Artigo do professor e escritor Jesús Huerta de Soto, da Universidade Rey Juan Carlos, via Observador:

O vírus mais letal é a coação institucionalizada que constitui o ADN inseparável do Estado e que pode, inclusivamente, negar na sua origem o surgimento de toda uma pandemia. Fizeram-se desaparecer provas, investigadores e médicos heroicos foram perseguidos e silenciados pelo simples facto de terem sido os primeiros a perceberem e a destacarem a seriedade do problema, fazendo com que se perdessem semanas e meses e originando um custo imenso; centenas de milhares morreram com uma epidemia espalhada por todo o mundo que, a princípio, não parecia tão grave à vista de estatísticas oficiais escandalosamente manipuladas por baixo.

O vírus mais letal é a existência de burocracias complexas e organizações supra estatais que não souberam ou não quiseram controlar a realidade dos acontecimentos, que consideravam fiáveis as informações recebidas, apoiando-as em todo momento e elogiando-as, inclusive, tornando-se cúmplice de todas as políticas e medidas de coação adotadas.

O vírus mais letal é pensar que o Estado pode garantir a nossa saúde pública e bem-estar universal, quando a ciência económica demonstrou que é teoricamente impossível ao poder central fornecer um conteúdo coerente e coordenado dos seus mandatos co-activos, por forma a alcançar os seus pretensiosos objetivos. Primeiro, devido ao imenso volume de informações e conhecimentos que seriam necessários para tal e dos quais carece. Em segundo lugar, e acima de tudo, porque a coação institucional, ao influenciar o corpo social dos seres humanos, os únicos capazes de se coordenarem espontaneamente e de criar e produzir riqueza, bloqueia e impossibilita o surgimento da informação em primeira mão, que é precisamente o que o Estado precisa para dar um conteúdo coordenado aos seus mandados. Este é o teorema da impossibilidade do socialismo descoberto por Mises e Hayek na década 20 do século passado e sem o qual não é possível entender o que aconteceu na história do mundo.

O vírus mais letal é a dependência e cumplicidade com o Estado por parte de inúmeros cientistas, especialistas e intelectuais. Esta simbiose, num contexto de embriaguez do poder, deixa desarmada e impotente uma sociedade civil manipulada, a qual, por exemplo, é incentivada pelo próprio governo de Espanha a participar em manifestações massivas de centenas de milhares de pessoas, quando o vírus já se propagava exponencialmente. E tudo isto apenas quatro dias antes da decisão de declarar um estado de emergência e restringir coercivamente toda a população.

O vírus mais letal é a demonização da iniciativa privada, e da autorregulação ágil e eficiente que lhe é própria, e que simultaneamente se enaltece o publico em todas as áreas: família, educação, reformas, emprego, setor financeiro e, agora com especial relevância, o sistema de saúde. Mais de doze milhões de espanhóis, incluindo uma amostra especialmente qualificada de quase 90% dos mais de dois milhões de funcionários do próprio Estado (e a própria vice-presidente do governo Espanhol), escolheram livremente a assistência médica privada em detrimento de um serviço de saúde público que, apesar do sacrifício imenso do seu trabalho, heroico e nunca devidamente reconhecido por parte dos médicos e restantes técnicos de saúde, é impossível livrar-se das suas contradições internas, listas de espera e comprovada incapacidade em termos de prevenção e proteção universais dos seus próprios membros. Ao invés, e servindo-se de um padrão duplo, qualquer falha é denunciada no sector privado, por menor que seja, quando os problemas muito mais sérios e clamorosos do setor público são considerados a prova definitiva de que não se gasta o suficiente e que o seu tamanho deve ser aumentado ainda mais.

O vírus mais letal é a propaganda política canalizada pela mídia estatal e também por entidades privadas, mas viciadas ou dependentes dele. Desde Goebbels, sabe-se que é possível converter em verdades oficiais toda uma série de mentiras repetidas sem piedade para a população. Por exemplo: que a nossa saúde pública é a melhor do mundo; que os gastos públicos não pararam de diminuir após a última crise; que os impostos são pagos pelos “ricos” que também não pagam apenas o suficiente; que o salário mínimo não prejudica o emprego; que os preços máximos não produzem escassez; que a renda mínima universal é a panaceia do bem-estar; que os países do norte da Europa são egoístas e insolidários por não mutualizarem a dívida; que as mortes são as oficialmente reportadas e não as reais; que existem apenas algumas centenas de milhares de infetados; que fazemos testes mais do que suficientes; que as máscaras não eram necessárias; etc etc. Todas mentiras que são facilmente comprováveis ​​por qualquer cidadão moderadamente diligente.

O vírus mais letal é o exercício corrompido da terminologia política, que usa metáforas enganosas para cativar a população e torná-la ainda mais dócil e dependente do Estado. Diz-se que estamos perante “uma guerra” e que quando a vencermos será necessário iniciar a “reconstrução”. Mas não estamos em guerra, nem é necessário reconstruir nada. Felizmente, todas as nossas fábricas, instalações e equipamentos de capital estão intactos. Os mesmos apenas esperam que voltemos ao trabalho, usando todo o nosso esforço, trabalho duro e empreendedorismo para que possamos recuperar rapidamente do hiato. Mas para isso, é essencial uma política económica baseada em menos Estado e em mais liberdade para as empresas, que reduza impostos e regulamentações, cure e procure o equilíbrio das contas públicas, liberalize o mercado de trabalho e que gere segurança e confiança nas leis. E da mesma maneira que a Alemanha de Adenauer e Erhard emergiu, graças a esta política liberal, de uma situação muito mais grave após a Segunda Guerra Mundial, o nosso país será condenado a viver ao ralenti e empobrecido se insistirmos em seguir o caminho oposto, socialista.

O vírus mais letal consiste na dogmatização da razão humana e no uso sistemático da coação que encarna o Estado. Este, que nos é apresentado com pele de cordeiro, projectando o mais alto grau de perfeição de uma “bondade” que nos tenta com a possibilidade de alcançar o nirvana aqui e agora; alcançar a “justiça social” e acabar com a desigualdade, dissimulando o Leviatã que se alimenta da inveja e exacerbando o ódio e o ressentimento social. Por tudo isto, o futuro da humanidade dependerá da sua capacidade de se imunizar do vírus mais mortal: o socialismo que infeta a alma humana e que nos contagia a todos.

Mário Kozel Filho – Vítima da Escória Humana

Mário Kozel Filho – Vítima da Escória Humana:


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Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Tanto o “Jornal Inconfidência”, do Coronel Carlos Cláudio Miguez Suarez, quanto o Informativo “O Avaiano”, do Coronel Edu Campelo de Castro Lucas, repetem a legenda “Esquecer, também é trair”, nos seus periódicos, como um lembrete de que não podemos relegar a plano inferior os fatos de nossa História, a pretexto de que não fomos testemunhas deles ou porque são “coisas” do passado.
Essa frase, igualmente, sintetiza o descaso que as instituições devotam à verdade dos fatos e às vítimas das ações de selvageria, executadas por traidores da Pátria, ocorridas num passado nem tão distante assim, por seguirem a linha do pragmatismo exacerbado, que estabelece que somente tem importância, assim mesmo, passageira, o tempo presente.
Reconhecemos que o Brasil ainda está no rascunho, no esboço, no debuxo, por isso, surge um bando de ministros de linguajar escalafobético, apoiados na bengala do nepotismo, nada democrático, típicos de Sucupira, a cidade corrompida de Odorico Paraguaçu, cujo único plano de governo era inaugurar o cemitério local.
Tal como o prefeito Odorico, esses decadentes senhores, no ocaso de suas funções, também desejam inaugurar um Brasil-cemitério, e intentam, para isso, a morte da Constituição, a morte do livre pensamento, a morte do direito de expressá-lo, a morte do direito de o Presidente governar. Justifica-se, assim, a alcunha que receberam, de “urubus togados”, por desejarem que o País se transforme numa grande carniça, a fim de que, continue, como nos governos anteriores, a servir de pasto à voracidade dos corruptos, aos quais estão incluídos.
Como não somos traidores, e, sim, conscientes de que o País vive, hoje, um despotismo jurídico, e que a inconstitucional ingerência no território do outro Poder, é consequência de ocorrências passadas, malresolvidas e não adequadamente punidas, lembramo-nos daqueles que foram sacrificados por estarem a serviço da defesa da nossa soberania e, portanto, da nossa liberdade.
Por não sermos traidores, sempre rendemos um preito, neste mês de junho, ao, então, jovem soldado, Mário Kozel Filho, que, em 1968, no dia 26, deste mesmo mês, foi vítima da escória humana que integrava a facção criminosa Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) que, de maneira sanguinária, tirou-lhe a vida num ato terrorista.
O trágico acontecimento não vitimou, somente, a sentinela do Quartel-General do II Exército, em São Paulo, mas, também, atingiu, com a mesma violência, a sua família, cuja dor da perda do seu “Kuka”, apelido familiar, trouxe consequências graves de saúde, física e psicológica, a seu irmão, deixando os seus pais, bastante abalados.
Para celerados, não há sentimentalismo. A morte de inocentes, é, para eles, um mero acidente no percurso sanguinolento de seus objetivos de poder, de enriquecimento ilícito, de escravização do povo, tudo causado por força da corrosão violenta da doença cerebral, sem cura, de que eles sofrem: a ideologia vermelha.
As novas gerações dessa escória, discípulas de velhos mentores do negativismo, da retroação, estão circulando, por aí, de preto, com nova denominação, à espera de novos botes, joguetes mecânicos que são, e, portanto, descartáveis, quando assim desejar a cúpula, nos secretos tribunais revolucionários, como sempre fizeram e como sempre farão.
Atualmente, o Quartel-General do II Exército tem nova denominação, QGI, Quartel-General do Ibirapuera, mas o pátio de formaturas do Comando Militar do Sudeste (CMSE) leva o nome do Sargento Mário Kozel Filho como registro de que, ali, fora assassinado, um jovem de dezenove anos, que cumpria o Serviço Militar Obrigatório, com projetos de ser, ao dar baixa, um profissional em mecânica de motores. Seu nome identifica, também, a Avenida entre o Quartel-General do CMSE e a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP).
Todos os seus projetos foram, com violência brutal, destruídos, quando criaturas, degeneradas, subprodutos humanos, puseram pelos ares todos os sonhos de Mário Kozel Filho, levando o desespero a seus pais: Mário Kozel e Therezinha Vera Kozel, e a seus irmãos Suzana e Sidney.
A população, verdadeiramente brasileira, não deve perder de vista esses bandos de preto, sem luz, alienados, e estar sempre atenta a essa subgeração de autômatos, que sai a campo a um acessar do controle remoto de seus manipuladores.
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da Academia Brasileira de Defesa (ABD); Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES) e Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), Articulista do Jornal Inconfidência.

Previsão Sul – Temporais no PR

Previsão Sul – Temporais no PR:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

27 de Junho de 1905: Revolta da tripulação do couraçado Potemkin em Odessa.

27 de Junho de 1905: Revolta da tripulação do couraçado Potemkin em Odessa.:

Depois da sua  derrota em Tsushima, um mês antes, diante da armada japonesa, a marinha do czar Nicolau II foi agitada por movimentos diversos de contestação e os oficiais tiveram dificuldade em ser respeitados pelos marinheiros. Em terra, por todo o país,  multiplicavam-se greves e rebeliões após o “Domingo Sangrento” de 22 de Janeiro de 1905 em São Petersburgo.
Sobre o couraçado Potemkin, que levava o nome de um favorito da czarina Catarina II, o comandante capitão Golikov, conseguia preservar a disciplina através da forma como lidava com os seus homens.
Enquanto realizava exercícios no Mar Negro, ao largo de Odessa, o couraçado era reabastecido como de costume com provisões. Ao início da manhã do dia 27 de Junho de 1905, os marinheiros aproximaram-se das carcaças que pendiam sobre a ponte esperando servir-se, quando descobrem a carne em putrefação, fétida e infestada de vermes. O médico de bordo, doutor Smirnov, sentencia que a carne seria comestível depois de lavada com vinagre.
Chega a hora do almoço. No refeitório, os cozinheiros apresentam a referida carne cozida. Os marinheiros recusam-se a comer e vaiam os cozinheiros. Alertado, o capitão tem a má ideia de mandar rufar tambores e reunir a tripulação sobre a ponte. Depois de breves palavras, pede àqueles que aceitam comer que avancem dois passos. Por hábito e resignação, somente alguns veteranos obedecem. Sentindo-se afrontado, o capitão anuncia que não teriam outra coisa para comer.
Entre a tripulação figuravam alguns militantes revolucionários do partido social democrata como o seu líder, Afatasy Matiuchenko. Eles haviam recebido do seu partido a indicação de preparar os marinheiros para uma insurreição geral da frota do Mar Negro.
Um marinheiro, de nome Vakulinchuk, teria protestado junto do capitão contra as condições de vida da tripulação. O capitão saca do seu revólver e fere mortalmente o marinheiro.
Arrastada por Matiuchenko, a tripulação amotina-se. Oito oficiais resolvem juntar-se aos amotinados, contudo, o médico e outros oficiais são mortos e atirados ao mar. O comandante não foi deixado de lado. Um oficial, Alexeiev, prende-o sob vigilância de Matiuchenko.
Os amotinados içam a bandeira vermelha da revolução e dirigem o couraçado até ao porto de Odessa. Ao entrar no porto, ao final da tarde, os marinheiros do Potemkin não sabiam que a lei marcial havia sido decretada pelo general Kokhanov como resultado das greves operárias.
Na véspera, 26 de Junho, uma manifestação havia sido reprimida pela polícia e a cavalaria cossaca. O confronto sangrento entre os manifestantes e as forças da ordem, com centenas de mortos, prosseguiu no dia seguinte. E eis que surge o Potemkin. A chegada do navio arrebata os líderes da greve que sobem a bordo e aliam-se aos chefes dos amotinados. No dia seguinte, o cadáver do marinheiro Vakulinchuk é trazido a terra. Recebe homenagem emocionada de uma imensa multidão de operários e revolucionários.

A multidão excitada sobe a escadaria de 240 degraus que liga o porto ao centro da cidade. O general Kokhanov acciona dois destacamentos de cossacos a cavalo. Do alto da escadaria, os cavaleiros massacram a multidão desarmada, fazendo centenas de vítimas, homens, mulheres e crianças.
Matiuchenko, respondendo a uma proposta de Kokhanov, assegura que os funerais dos mártires decorreriam sem sobressaltos se não ocorresse repressão. Todavia, após os funerais, soldados investem contra a multidão matando indistintamente homens e mulheres. Três marinheiros estavam entre as vítimas. A bordo do Potemkin, os marinheiros decidem bombardear o quartel-genenal instalado no teatro da cidade. Matiuchenko comanda a operação que só atinge casas habitadas por inocentes, resolve então suspender o bombardeio.
O navio solta as amarras. Barcos de guerra vindos de Sebastopol pedem que os amotinados se tranquilizem. Os oficiais mostravam-se temerosos do risco de “contágio” revolucionário.
Prudentes, os oficiais resolvem recuar, porém o couraçado Jorge o Vitorioso encontra um modo de se aproximar do Potemkin. Matiuchenko vê-se frente e frente com três navios de guerra. Resolve voltar a Odessa com o objectivo de conseguir o apoio da população, mas é impedido por um dos navios. 
Matiuchenko ordena abrir fogo. Atingido,  Jorge, o Vitorioso acaba por encalhar num banco de areia antes de voltar ao combate.
Após errar pelas águas do Mar Negro, o Potemkin dirige-se ao porto romeno de Constança onde os amotinados conseguem asilo político. 
Dois anos mais tarde, o czar Nicolau II promete uma amnistia aos revolucionários de 1905. Os amotinados, desconfiados, preferem permanecer na Roménia. Com excepção de cinco deles que preferiram regressar à Rússia, entre eles Matiuchenko. Reconhecido na fronteira, é preso e depois enforcado. Os seus quatro companheiros foram enviados para a Sibéria.

Fontes: Opera Mundi
wiipedia(imagens)

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O couraçado em 1905

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Matiuchenko, o líder da revolta

sexta-feira, 26 de junho de 2020

RESPOSTA - O BILHETINHO DESTE EDITOR PARA O DR. SÉRGIO MORO.

O bilhetinho de Moro para quem apoiava a intervenção militar:



Na semana passada, Sergio Moro estreou a sua coluna quinzenal na Crusoé. O título é "Honra e Fuzis" e traz a visão de Moro sobre a relação dos militares com a política.

Leia um trecho e, ao final, acesse o link para o texto completo (aberto para não assinantes):

"O ano era 2016, auge da Operação Lava Jato. Já naquela época começaram a ocorrer manifestações populares de apoio na praça em frente à Justiça Federal em Curitiba.

Nunca fui a essas manifestações porque, como juiz, não seria apropriado. Não é soberba, mas necessidade de adotar posturas de prudência e resguardo. Meu gabinete ficava em frente à praça e, por vezes, eu olhava a movimentação pelas frestas das persianas. Em uma dessas espiadas, vi um grupo minoritário carregando uma grande faixa com os dizeres “intervenção militar constitucional já”...

Confesso que aquilo me incomodou. Compreendo a insatisfação de muitos com algumas deficiências da democracia: falta de serviços públicos decentes, corrupção sistêmica, impostos elevados, estagnação econômica, entre outras. Ser, por vezes, forçado, em eleições, a escolher entre candidatos ruins também não é exatamente um sonho democrático. Mas a democracia é o que temos como melhor forma de governo e a única medida a fazer é melhorá-la, não acabar com ela.

Fiquei receoso de que a Operação Lava Jato fosse identificada com alguma pauta antidemocrática. Já não faltavam aqueles que afirmavam, mesmo em 2016, que a Lava Jato representava a criminalização da política, dando à operação um viés autoritário ou jacobino. Na verdade, não entendia e nunca vou entender esse argumento. Os condenados na Lava Jato eram políticos que haviam recebido suborno, ou seja, que haviam praticado crime de corrupção. Não se vislumbra como a punição de políticos corruptos possa ser compreendida como algo radical ou antidemocrático.

Mas “intervenção militar constitucional” era algo totalmente estranho à Lava Jato. Nenhum dos agentes de lei envolvidos tratou desse tema ou defendeu medida dessa espécie.

Na oportunidade, escrevi e enviei um pequeno bilhete solicitando, gentilmente, ao pequeno grupo de manifestantes que recolhesse a faixa em questão, a fim de evitar confusão entre o combate à corrupção dentro de uma democracia e uma proposta estranha a esse propósito. Fui atendido, para minha alegria.”

BILHETINHO DESTE EDITOR EM RESPOSTA AO DO DR. SÉRGIO MORO. 

Prezado Dr. Moro, 

Em 2016, sem ilusão alguma de "defender a Constituição" ou de "salvar a Lava Jato", eu mesmo era um dos que pedia uma Intervenção, um Golpe Militar, no Brasil. 

Diz o senhor que ficou com receio de que a Lava Jato fosse identificada com uma "pauta antidemocrática". A Lava Jato, queira o senhor ou não, JAMAIS nasceu para "salvar a Democracia". Ela nasceu para TENTAR salvar o Estado de Direito. A Lava Jato era um estertor, um desespero final daquilo que restava do Estado de Direito no Brasil para que ele, Estado, pudesse sobreviver. 

Minha vida profissional, em 2016, já havia sido destruída pelo Regime Comunista do PT; a do senhor, ainda não. 

Todos os intervencionistas foram, à época, vencidos pela ideia de aceitar a "Democracia" que o senhor tanto defende e eu mesmo tive que aceitar a ideia, para "sua alegria" na época, de votar em Jair Bolsonaro. 

Bolsonaro assumiu, fez o senhor abandonar uma carreira federal, transformou o Brasil num Estado FASCISTA, vai ser derrubado pelas pessoas que o senhor PRENDEU e que depois, muito provavelmente, vão tentar colocar o senhor mesmo dentro de uma cela.

Não se trata, em última instância, do fim da sua carreira de juiz. Trata-se do STF colocar o senhor na CADEIA. 

Foi esse o resultado final de "evitar a Intervenção", permitir as eleições e manter isso que o senhor chama de "Democracia" no Brasil. 

Cordiais Saudações, 

Dr. Milton Pires
Médico.
Porto Alegre - RS.  

Ministro de Governo FASCISTA (André Mendonça) demite delegada que chefiou Lava Jato

André Mendonça demite delegada que chefiou Lava Jato:


O ministro André Mendonça, da Justiça, demitiu hoje a delegada Erika Marena da diretoria do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).

A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União...

Erika era um dos últimos nomes de Sergio Moro no governo.

Delegada da Polícia Federal, ela batizou a Lava Jato e foi uma das principais responsáveis pela busca de provas de corrupção no exterior – especialmente na Suíça, de onde vieram extratos bancários da Odebrecht.

Nos últimos meses, ela vinha cobrando o cumprimento de diligências solicitadas pelo MPF em relação ao doleiro Rodrigo Tacla Duran, cuja delação foi ressuscitada por Augusto Aras.

Leia este conteúdo na integra em: André Mendonça demite delegada que chefiou Lava Jato

DIALÉTICA DA AMIZADE.

(Milton Pires)

Há muito tempo eu desisti de ter mais amigos, da esperança de fazer, nessa altura da minha vida e nas condições morais da “sociedade” em que vivo, mais amigos do que aqueles poucos que ainda tenho...

Eu queria, sim, ter mais inimigos! Eu desejo àqueles que são meus amigos que, caso compartilhem do meu sofrimento, que rezem, que implorem por mais gente com força, com convicção, com valores criminosos o suficiente...para se tornarem seus inimigos…Inimigos de verdade!

Eu não tenho inimigos e duvido muito que alguém que esteja lendo possua VERDADEIROS inimigos aqui no Brasil…

Que algumas pessoas, que alguém ainda possa ter uns pouquíssimos amigos, eu ainda acredito – inimigos eu não posso acreditar mais.

Por 500 reais adicionados ao salário no final do mês, um brasileiro é capaz de fazer QUALQUER COISA...Não interessa se é lixeiro ou Ministro do Supremo Tribunal Federal – o cara faz qualquer coisas: ele LIQUIDA publicamente com sua vida, sua história, sua reputação... ou diz que você deve ser o próximo Presidente da República, que você é um “anjo que veio salvar o Brasil”.

Não é nada pessoal. É só dinheiro, mais nada. Ele não tem ódio nem amor nenhum por você (nem por mim)…Você só era a “bola da vez”.

Não há mais verdadeiro inimigo nenhum no Brasil – sinal de que os amigos também estão acabando.

Nós não os veremos mais.

Porto Alegre, 26 de junho de 2020.

Previsão Sul – Risco de chuva forte em parte da Região

Previsão Sul – Risco de chuva forte em parte da Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

26 de Junho de 1925: Estreia do filme:" A Quimera do Ouro"

26 de Junho de 1925: Estreia do filme:" A Quimera do Ouro":

Clássico do cinema mudo, escrito e realizado em 1925 por Charles Chaplin, The Gold Rush foi interpretado pelo próprio Chaplin e ainda por Georgia Hale, Mack Swain, Tom Murray, Henry Bergman e Malcolm Waite.

A inspiração para o filme foi uma fotografia de pesquisadores no Klondike em 1898, que Chaplin viu na casa de Douglas Fairbanks e Mary Pickford.

Filmado em condições difíceis na Sierra Nevada, A Quimera do Ouro narra as aventuras de um vagabundo prospetor de ouro (Chaplin) no Alasca que se apaixona pela bela Georgia e tenta conquistá-la com o seu charme. O seu único amigo é o gigante Big Jim McKay (Mack Swain), mas a sua relação vai da alegria até às tendências homicidas, particularmente quando, num delírio causado pela fome, Big Jim alucina julgando que Chaplin se transformou numa galinha. Esta é uma das várias cenas antológicas do filme que atravessaram gerações até aos mais novos. Outra das mais inesquecíveis acontece quando Chaplin, esfomeado, transforma a bota e o atacador no seu bife e esparguete, feita refeição surreal. Mas talvez a mais popular de todas seja a "dança dos pãezinhos", de tal forma que em algumas exibições da época os projecionistas paravam a fita e repetiam a cena para gáudio dos espectadores.

Apesar da tristeza que as sequências de fome emanam, o filme acaba bem: Chaplin encontra ouro, torna-se milionário e, no regresso à Califórnia, fica com Georgia.

O papel de Georgia (a apaixonada do vagabundo) foi originalmente escrito para Lita Grey - mulher de Chaplin na altura, mas devido à sua gravidez acabou substituída por Georgia Hale.

Em 1942, Chaplin fez uma nova montagem do filme, adicionando-lhe diálogos e música e encurtando a duração das duas horas originais para 71 minutos. Esta versão do filme obteve duas nomeações para os Óscares desse ano: Melhor Banda Sonora e Melhor Som.

A Quimera do Ouro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Covid-19: Brasil registra 1.141 mortes em 24 horas, diz Saúde

Covid-19: Brasil registra 1.141 mortes em 24 horas, diz Saúde:


O Brasil registrou 1.141 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde. Com isso, subiu para 54.971 o número de vítimas fatais da doença no país...

Leia este conteúdo na integra em: Covid-19: Brasil registra 1.141 mortes em 24 horas, diz Saúde

Anexos:

URGENTE: TERRORISTA COMUNISTA VAGABUNDO destrói ônibus em frente ao Palácio FASCISTA de Jair Mussolini

URGENTE: Militante de esquerda destrói ônibus em frente ao Palácio do Planalto - Gov. Bolsonaro:

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Duas perguntas ao ministro da Saúde sobre os 5,6 milhões de testes de Covid encalhados

Duas perguntas ao ministro da Saúde sobre os 5,6 milhões de testes de Covid encalhados:


Como registramos há pouco, o deputado Fábio Trad, primo de Mandetta, disse ser gravíssimo o fato de o governo ainda ter em estoque 5,6 milhões de testes de Covid-19, diante do crescimento avassalador da pandemia.

O Antagonista pediu ao Ministério da Saúde, via LAI, que informe a data de vencimento desse lote que foi adquirido da empresa Seegene, por meio de convênio com a OPAS...

Leia este conteúdo na integra em: Duas perguntas ao ministro da Saúde sobre os 5,6 milhões de testes de Covid encalhados

Trad diz ser ‘gravíssimo’ Saúde manter 5 mi de testes para Covid-19 em estoque

Trad diz ser ‘gravíssimo’ Saúde manter 5 mi de testes para Covid-19 em estoque:


O deputado Fábio Trad afirmou que é "gravíssimo" o fato de o Ministério da Saúde manter 5,6 milhões de testes moleculares para Covid-19 em estoque...

Leia este conteúdo na integra em: Trad diz ser ‘gravíssimo’ Saúde manter 5 mi de testes para Covid-19 em estoque

VÍDEO URGENTE: Promotores e procuradores denunciam Alexandre de Moraes e STC - SUPREMO TRIBUNAL COMUNISTA em "coisa Internacional" (provavelmente TAMBÉM COMUNISTA)

POLÍBIO BRAGA - Guarda Municipal de Porto Alegre e Brigada Militar prendem primeiros três gaúchos sem máscaras. Foi ontem.

Guarda Municipal de Porto Alegre e Brigada Militar prendem primeiros três gaúchos sem máscaras. Foi ontem.: Os primeiros porto-alegrenses que foram flagrados sem máscaras e sem cumprir o distanciamento mínimo exigido, foram presos ontem no brechó da Praça Otávio Rocha, centro histórico da Capital.

Um vendedor foi detido, mas um comprador que chutou um carro da Brigada e uma mulher que chamou os brigadianos e os guarda-municipais de "porcos" resultaram presos.

Previsão Sul – Nova forte frente fria avança sobre a Região

Previsão Sul – Nova forte frente fria avança sobre a Região:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

25 de Junho de 1903: Nasce o escritor inglês George Orwell, autor de "O Triunfo dos Porcos"

25 de Junho de 1903: Nasce o escritor inglês George Orwell, autor de "O Triunfo dos Porcos":

Escritor inglês, de nome verdadeiro Eric Blair, nascido a 25 de junho de 1903, em Bengala, Índia, e falecido a 21 de janeiro de 1950, em Londres. Convencendo-se de que o imperialismo era uma ilusão, foi para Inglaterra, após ter feito parte da polícia imperial na Birmânia. Aproximando-se, mais tarde, do socialismo, acabou por abordar os problemas sociais com franqueza e precisão. Desde o início, os seus romances basearam-se nas suas experiências pessoais. Da sua vasta obra, destacam-se Burmese Days (1934), The Clergyman's Daughter (1934), Keep the Aspidistra Flying (1936), The Road to Wigan Pier (1937), Animal Farm  (O Triunfo dos Porcos) e Mil Novecentos e Oitenta e Quatro.

O Triunfo dos Porcos

Romance de George Orwell, cujo título original é Animal Farm, publicado em 1945.
A história relata a revolução dos animais da quinta Manor, propriedade do senhor Jones. 


O Velho Major, o mais respeitado porco, reúne, durante a noite, todos os animais da quinta e conta-lhes um sonho que tivera - a sua morte estava para breve e compreendia, então, o valor da vida. Explica logo aos companheiros que devem a sua miserável existência à tirania dos homens que, preguiçosos e incompetentes, usufruem do trabalho dos animais, vítimas de uma exploração prepotente. O Velho Major incita o grupo não só à rebelião, para derrotar o inimigo, como também a entoar o cântico de revolta "Animais de Inglaterra". 

Três dias depois, morre o Velho Major. Mas a revolução prossegue, com novos líderes - os porcos Snowball, Napoleão e Squealer, que criam o Animalismo, como sistema doutrinário, com "Os Sete Mandamentos". Expulsam o dono da quinta e mudam o nome da propriedade para "Quinta dos Animais". Dada a estupidez e a limitação de alguns, que não conseguem decorar os "Mandamentos", Snowball reduziu-os a uma máxima: "Quatro pernas, bom; duas pernas, mau".

O regime do Animalismo começa logo de forma vigorosa, com todos os animais a trabalharem, de forma a fazerem progredir a quinta – a auto-gestão estimulava o orgulho animal. Snowball cria uma lista de comissões para conceber programas de desenvolvimento social, educação e formação. 

Com o passar do tempo, os porcos tornam-se corruptos pelo poder. Instala-se então uma nova tirania, sob o comando de Napoleão, que passa a impor um novo princípio: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros". 

Numa demonstração do seu sucesso político-social, os porcos convidam, para um jantar, os donos das propriedades vizinhas, a fim de que estes se apercebam da eficiência da "Quinta dos Animais". E são felicitados pelo sucesso do seu regime. Nessa altura, o cavalo Clover constata, horrorizado, que já não é possível distinguir a cara dos porcos da dos homens.

Orwell, através desta fábula, pretende não só demonstrar como o idealismo foi traído pelo desejo de poder e pela corrupção e mentira, como também condenar o totalitarismo, a Revolução Russa de 1917 e a Rússia de Stalin. 

Em 1955, a obra foi adaptada para filme animado, com título homónimo.

George Orwell. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 



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"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir." George Orwell

A HIPERTROFIA DO SUPREMO

Quando o filósofo francês Charles-Louis de Secondat ou simplesmente MONTESQUIEU imaginou o princípio da separação dos três poderes, em sua célebre obra “O princípio das leis”, publicada em 1.748, desenvolveu uma teoria de governo chamada de constitucionalismo, onde cada um dos poderes serviria de compensação ou de contra peso ao exercício do outro poder. Mas para MONTESQUIEU, o mais efetivo tipo de governo era a MONARQUIA, onde o Monarca exerceria o Poder Moderador, à semelhança do que já existiu no Brasil ao tempo do Império.

Uma vez abolida a MONARQUIA no Brasil, em l.889, aboliu-se também o PODER MODERADOR, que sempre foi exercido com profunda sabedoria e sensatez pelo Imperador Pedro II. E os fatos políticos atuais atestam de forma eloqüente que a chamada “independência e harmonia dos três poderes” hoje previstos em nossa Constituição, está muito distante da realidade. 

Daí porque, juristas de nomeada do gabarito de IVES GANDRA MARTINS entendem que caberia às Forças Armadas, como responsáveis pelo equilíbrio da sociedade, da lei e da ordem, o exercício do PODER MODERADOR, para a garantia dos poderes constitucionais, diante de uma situação de grave crise política.

As funções e competência do Imperador no Brasil, eram completadas como Chefe também do Poder Executivo, e nessa condição nomeava os Presidentes das Províncias, os funcionários públicos civis e militares, concedia títulos de nobreza e honrarias, propunha e discutia projetos de lei, comandava a política externa e, ainda, exercia alguma atividade eclesiástica. 

Após a República, sempre tivemos no Brasil o exercício apenas dos três poderes, embora nenhum deles tenha expressamente competência compatível com o exercício de um Poder Moderador, conforme os termos hoje inseridos em nossa Carta Constitucional:

“Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”

Mas, ultimamente, na plenitude do “estado de direito” em que vivemos, o preceito constitucional inserido no artigo 2º de nossa Carta Magna, passou a ser mera figura de retórica, pois, na realidade, o que se vê, é um gritante conflito de jurisdição entre os Poderes, do qual resulta uma visível hipertrofia do Poder Judiciário, que manda e desmanda, prende e solta, faz busca e apreensão contra quem bem entende, invocando preceitos constantes de seu Regimento Interno, para investir-se na dupla competência de investigar e julgar. Diga-se de passagem, após o advento da Constituição de 88, alguns detalhes do Regimento foram por ela superados. Mas como o SUPREMO é SUPREMO, ele também decide até mesmo contra a lei, como já decidiu ao legalizar o casamento entre dois homens, embora nossa Constituição seja clara em destinar a proteção do Estado à “união estável entre o homem e a mulher...” (§3º, do art. 226, da CF)

Em outras palavras, o Supremo Tribunal de hoje, mais do que o exercício de um Poder Moderador que não temos, investiu-se na competência para criar um libelo acusatório para um processo onde ele mesmo julgará a acusação formulada! 

Evidentemente, nesse caso, passou a ser letra morta o texto inserido no artigo segundo de nossa Constituição, sobretudo no tocante à “INDEPENDENCIA E HARMONIA” dos Três Poderes entre si, pois, diariamente, os jornais publicam os costumeiros atritos entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. O Legislativo tranca a pauta de votação da medida provisória oriunda do Executivo. E o Judiciário ameaça arrastar “debaixo de vara” o Ministro de Estado instalado no Palácio Presidencial.

Em sendo assim, no Brasil firmou-se erroneamente o entendimento quanto à tão falada “independência e harmonia” dos poderes preconizadas por Montesquieu, colocando em dúvidas até mesmo o nome de nosso Pretório Excelso, que passou a ser SUPREMO aos demais Poderes, investindo-se no papel de um QUARTO PODER que não existe em nosso ordenamento constitucional.

Não faz muito, um Eminente Ministro de reconhecido e notável saber jurídico, quebrando a harmonia da mais alta corte do Poder Judiciário, disse em Plenário que um outro Ministro daquela 

Mesma Casa era “uma desonra para este Tribunal...” e “uma vergonha para todos nós...”

Por outro lado, um outro Ministro nomeado por delegação do nobre Presidente do STF, ANTONIO DIAS TOFFOLI, para apurar fatos considerados criminosos contra diversas instituições, determinou uma série de enérgicas providências e mandou invadir casas em Atibaia às 6h00min da manhã, tomando celulares à força e prendendo cidadãos! Evidentemente, tal função não compete ao Judiciário, mas à Polícia, após exercer seu múnus investigativo!

Por oportuno, deve ser destacado que, em momento algum, a designação do Ministro encarregado de tal inquérito pelo Presidente do STF, passou pelo crivo do colegiado. Foi uma decisão eminentemente monocrática baseada no artigo 43 do Regimento Interno do Supremo Tribunal que, aliás, não foi recepcionado integralmente pela nova Constituição. Além disso, o suposto crime não ocorreu no âmbito do próprio Supremo, e com mais forte razão deveria ser oficiado ao Procurador Geral da República para observar o sistema acusatório, que é da competência privativa do Ministério Público, segundo o art. 129, I, da Constituição de 88.

Tais fatos mereceram uma veemente crítica por parte do Ministro MARCO AURÉLIO que, com sobeja argumentação, deixou patente que a medida assim adotada configurava um caso em que a vítima instaurava o inquérito, contrariando as garantias constitucionais, uma vez que o acusador seria o mesmo que julgaria o acusado, sem a menor garantia de imparcialidade. E não havendo tal garantia é evidente que se trata de um procedimento inquisitorial, totalmente contrário ao processo acusatório, onde se permite a ampla liberdade de defesa.

De fato, a Constituição de l.988 destinou, no Título IV, que trata da Organização dos Poderes, o Capítulo III, destinado ao Poder Judiciário, em cuja Seção II trata do Supremo Tribunal Federal. E no mesmo Título IV reservou um Capítulo IV tratando das “Funções Essenciais à Justiça”, onde consagra a Sessão I ao Ministério Público. 

Dessa forma, colocados no texto constitucional em capítulos diferentes do mesmo Título IV que trata Da Organização dos Poderes, a destinação do Supremo Tribunal Federal com órgão integrante do Poder Judiciário (Titulo IV, Capítulo II, Seção II) não deve ser confundida com a do Ministério Público, que não estando no capítulo do Poder Judiciário, não se destina a julgamento nenhum, sendo um dos organismos responsáveis para desempenhar “Funções Essenciais à Justiça”. 

E, ao enumerar as atribuições de ambos os organismos, a Constituição teve o cuidado de definir a competência em artigos também diferentes. Dessa forma, o artigo 102 da Constituição confere ao Supremo Tribunal Federal a competência para “processar e julgar” um copioso elenco de matérias. Enquanto o artigo 129 estabelece como “funções institucionais do Ministério Público promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei”. 

Ora, se o texto da lei não comporta palavras vãs, e o texto da Lei Maior contempla o Ministério Público dentre os organismos legalmente habilitados para o desempenho de funções ESSENCIAIS À JUSTIÇA, é fácil deduzir que não haverá JUSTIÇA onde não houver a atuação daquele órgão, a quem compete PRIVATIVAMENTE promover a ação penal. Ou, conforme preconizado já no Direito Romano, ubi lex voluit dixit!

Não é preciso ser muito versado em letras jurídicas, para saber que o Ministério Público, em sua dupla condição de Fiscal da Lei (Custos Legis) e dono da ação penal (Dominus Litis), é parte essencial no processo acusatório, que exige, para sua validade jurídica, a ampla defesa e o contraditório, pois, somente assim será atingido o ideal sublime da justiça.

No sistema acusatório brasileiro, o ente jurídico que julga não pode ser o mesmo que investiga, pois isso geraria um verdadeiro juízo de exceção, atropelando o devido processo legal e a competência privativa do Ministério Público, segundo o artigo l29, I, de nossa Carta Constitucional.

Além disso, a instauração do inquérito por órgão do Poder Judiciário, que é o Supremo, viola frontalmente o sistema acusatório adotado pela Constituição de l.988, onde há nítida separação entre o órgão com função de acusar, que pressupõe o poder de também investigar, e a autoridade com competência para julgar. 

Não foi por outra razão, certamente, que a mesma Constituição estabeleceu, em seu artigo 129, I, a competência privativa do Ministério Público para promover a ação penal pública, alijando o Poder Judiciário da função de acusar. Como tal dispositivo constitucional não recepcionava integralmente o Regimento Interno vigente do Supremo Tribunal, alguns de seus artigos ficaram timbrados com a eiva da inconstitucionalidade.

Além dessa anomalia, é evidente que o inquérito instaurado pelo Presidente do Egrégio STF, possui um incomensurável alcance, ao determinar investigação de fato incerto, em lugar incerto e não sabido e praticado por pessoas indeterminadas. Também a indicação monocrática de um Ministro responsável por tamanha investigação, viola frontalmente a exigência de livre distribuição prevista no artigo 75 do Código de Processo Penal, bem como do próprio Regimento interno do STF, que em seu art. 66, assevera que “A distribuição será feita por sorteio ou prevenção, mediante sorteio informatizado, acionado automaticamente, em cada classe de processo”. 

Com carradas de razão, a ilustre Delegada Federal DENISSE RIBEIRO em documento de 10 páginas, questionou o Ministro ALEXANDRE DE MORAES quanto à independência da Polícia Federal para realizar suas linhas de investigação próprias, ou se deveria atuar limitadamente como longa manus do Juízo, restringindo-se ao mero papel de executora de ordens. Mas o Eminente Ministro Relator nomeado pelo Presidente do STF desconsiderou a oportuna manifestação da Delegada, e manteve a operação contra 21 alvos de apoiadores do Presidente JAIR BOLSONARO, bem como a quebra de sigilo bancário de 11 parlamentares da base de apoio ao Governo. 

Na verdade, como disse o articulista GERSON GOMES, o corporativismo típico da Suprema Corte brasileira tenta camuflar e legitimar com tecnicidades jurídicas o que a sociedade brasileira já percebeu: o mecanismo vigente do poder não aceitou o resultado das urnas de 2.018 e lutará com unhas e dentes para sobreviver contra 58 milhões de votos. 

Um Ministro do Supremo pode até mandar prender uma ativista cujos amigos soltem rojões em frente do Tribunal! 

Mas se firmar jurisprudência com tamanha competência investigatória, ninguém sabe como ele fará na hora em que decidir prender um General-de-Exército, ou um Tenente-Brigadeiro-do-Ar ou um Almirante-de-Esquadra. Este não tem navio para atracar na Praça dos Três Poderes, que também não tem mar espelhado para navegar. Mas os demais, quando aparecem, não costumam soltar rojão de festa junina... 

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João Batista Fagundes

Curso de Engenharia da Academia Militar das Agulhas Negras

Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil

Doutor em Direito Penal pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil 

Advogado e Professor