"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Vagabundo Petista pede adiamento do caso do tríplex no STJ até que STF termine de LIQUIDAR com Moro

Lula pede adiamento do caso do tríplex no STJ até que STF decida suspeição de Moro:



A defesa de Lula pediu que o STJ adie o julgamento de recursos contra a condenação no caso do tríplex até que o Supremo decida a suspeição de Sergio Moro. Ao todo, os advogados do ex-presidente pediram o adiamento de oito recursos de relatoria do ministro Felix Fischer pautados para 10 de agosto...

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REGISTRO PARA HISTÓRIA - Ministério da Saúde Fascista nomeia veterinário para programa de imunização



O ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello, nomeou o veterinário Lauricio Monteiro Cruz para coordenar o Programa Nacional de Imunização, segundo publicação do Diário Oficial da União da sexta-feira, 28. O departamento é considerado estratégico para as próximas fases de combate à pandemia do novo coronavírus no país com a aprovação da vacina.

O médico veterinário é presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal e, segundo o seu currículo, é especialista em saúde animal e atuava como técnico judiciário, na especialidade em enfermagem, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

A indicação foi criticada pelo ex-secretário de Vigilância em Saúde do governo Jair Bolsonaro, Wanderson Oliveira. “Eu fui secretário, coordenador-geral e técnico por anos. Nunca ouvi falar e nunca presenciei essa pessoa em nenhuma atividade do Programa Nacional de Imunização. Nunca. Desconheço completamente”, escreveu em um grupo de WhatsApp. “Ele vai ficar no lugar do Marcelo Wada, servidor de carreira e um dos profissionais mais competentes e íntegros que conheço”, completou.

Os cargos de diretoria do Ministério da Saúde têm sofrido alterações em ritmo inédito desde a nomeação de Pazuello como ministro-interino, após a demissão de Nelson Teich, que ficou apenas um mês no cargo. O general tem sido criticado por substituir quadros técnicos e de longa carreira no ministério por militares sem experiência nas funções para as quais foram designados.

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Leia nesta edição: a multidão de calouros no mercado de ações, a ‘lista negra’ de Bolsonaro e as fraudes na pandemiaVEJA/VEJA 

Advogado Petista vai decidir se Juiz Ladrão - Witzel - volta ao cargo.

Toffoli vai decidir se Witzel volta ao cargo:



Já está no gabinete de Dias Toffoli um pedido da defesa de Wilson Witzel para suspender a decisão do ministro Benedito Gonçalves que o afastou do cargo de governador...

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General Dilmo do Ministério da Saúde nomeia Veterinário para discutir Vacina da COVID19

Na Saúde, veterinário é nomeado para discutir vacina contra Covid-19:


O veterinário Laurício Monteiro Cruz foi nomeado hoje diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde...

O cargo é um dos principais para a definição da estratégia de vacinação da Covid-19. Cruz é mestre em saúde animal pela Universidade de Brasília (UnB) e é o responsável técnico dos reservatórios da leishmaniose no DF.

Com a confirmação, Cruz passa a ocupar o cargo de Marcelo Wada, servidor de carreira que comandava o departamento interinamente.

Wanderson Oliveira, ex-secretário de Vigilância Sanitária (SVS), disse que a nomeação é “lamentável”.

“Nada contra os veterinários, mas essa pessoa que colocaram para coordenar o Programa Nacional de Imunização é um veterinário sem experiência com Imunização. É lamentável que estejamos vendo esse desmonte da SVS. É assim que vamos seguindo.”
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Leitos Gratuitos por Todo País no Sistema Comunista de Saúde levam Chinelagem a lotar praias - Psicopatas Bolsonaristas vão à loucura de tanto Prazer.

O inacreditável domingo em Ipanema, no Rio:



Essa é a praia de Ipanema
neste domingo (30).

Alguém tem uma justificativa
plausível para as escolas não estarem abertas e as praias estarem?

E não me venham com essa de
que as praias têm que ser fe...continue lendo.

PF cumpre 422 mandados de prisão contra PCC

PF cumpre 422 mandados de prisão contra PCC:



A PF está cumprindo 422 mandados de prisão contra narcotraficantes do PCC...

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JUSTIÇA DO RJ MANDA BLOG DE ALUGUEL DOS VAGABUNDOS PETISTAS RETIRAR REPORTAGEM DO AR.

GGN é um dos LIXOS petistas responsáveis pela destruição da vida profissional deste Editor como médico durante o Regime Petista. Não deveriam ser censurados, deveriam estar na CADEIA.


Portal Vermelho: Jornal GGN sofre censura após denunciar licitação dirigida ao BTG:



O Jornal GGN, que tem como editor Luís Nassif, está proibido de publicar ou manter no ar o que já divulgou obre o Banco BTG Pactual. A decisão é do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, que estipulou uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O processo começou quando o GGN denunciou, em março deste ano, uma licitação supostamente dirigida da Zona Azul da Prefeitura de São Paulo, cujo grupo vencedor foi o BTG-Estapar.

“Semanas atrás, depois que passei a divulgar o caso, fui alvo de um processo do BTG Pactual – instituição que tem como sócio, hoje em dia, o ex-Ministro da Justiça e ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim. Evidentemente, a intenção é me calar. Pergunta-se: hoje em dia há uma imprensa que promete resistir a Bolsonaro. Mas a liberdade de imprensa conseguirá resistir ao poder financeiro e aos métodos do BTG Pactual?”, disse na ocasião Luís Nassif.

Segundo o GGN, houve um direcionamento nítido com uma série de condições que apontavam previamente a vitória do grupo BTG-Estapar. A primeira delas era o valor inicial da outorga.

“O correto é que esse valor guarde correspondência com o faturamento previsto no edital. É a maneira de garantir isonomia na licitação, e não a vitória do grupo mais capitalizado. O segundo, foi a obrigatoriedade de o grupo ter experiência em estacionamento. Só a BTG possuía essa dupla condição”, publicou na época. Outro problema era a não previsão no edital das chamadas receitas acessória, provenientes da exploração do banco de dados de 2,6 milhões de motoristas que passariam a ser 
usuários do novo cartão.

Venda de crédito

Mais recentemente o GGN vinha publicando reportagens relacionadas à compra de carteiras de crédito de R$ 2,9 bilhões do Banco do Brasil pelo BTG Pactual por apenas 10% do valor.

“O Banco do Brasil anunciou, no início do mês, a venda de carteiras de crédito de R$ 2,9 bilhões, a maior parte em perdas, a um fundo administrado pelo banco BTG Pactual, fundado nos anos 80 pelo hoje ministro de Bolsonaro, Paulo Guedes. A operação chamou a atenção por se tratar da primeira cessão de carteira do Banco do Brasil a uma entidade financeira que não integra o conglomerado e pela falta de transparência sobre os possíveis lucros, ou como o BTG teria a capacidade de recuperar as perdas desse suposto crédito podre”, publicou o site.

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O que distingue o Homo Sapiens dos outros animais?

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 Observador, José Carlos Fernandes

As ideias de que o Estado é moralmente responsável pela segurança e bem-estar dos cães e gatos vadios ou de que deverá providenciar um “sistema nacional de saúde” para animais de estimação são hoje aceites por uma boa parte da população, em resultado da difusão e interiorização das “ideologias” animalistas a que se tem assistido nas últimas décadas e que, em Portugal, tem uma das suas mais visíveis expressões na meteórica ascensão no panorama político do PAN – atualmente a sexta força no Parlamento, com apenas menos um deputado do que o declinante CDS-PP – e na adoção de várias das “bandeiras” do animalismo por quase todas as forças políticas.

Esta dissolução de hierarquias e distinções entre o homem e os restantes animais tem, sobretudo, raízes emocionais – em particular, o redirecionamento para animais de uma afetividade pueril que tem sérias dificuldades em lidar com a complexidade das relações humanas – mas também é alimentada pela revelação, através da investigação científica, de que muitas características que se julgavam serem exclusivamente humanas são, afinal, partilhadas com outras espécies animais. Foi para lançar luz sobre o debate da excecionalidade humana e para posicionar objetivamente o homem no contexto da “Criação” que o geneticista britânico Adam Rutherford escreveu em 2018 “O livro dos humanos: Uma breve história, fascinante e divertida, de como chegámos aqui”, agora editado pela Desassossego, com tradução de José Remelhe.



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É o segundo livro de Rutherford em Portugal, pois a Desassossego já publicara, no final de 2019, “Uma breve história de todas as pessoas que já viveram: O que os nossos genes têm para contar” (A brief history of everyone who ever lived: The stories of our genes, de 2016), e, atendendo ao assunto do mais recente livro de Rutherford, publicado no Reino Unido em fevereiro passado – How to argue with a racist: History, race and reality – e aos acesos debates na sociedade portuguesa em torno do racismo, é previsível que também este título chegue rapidamente às nossas livrarias.

Após muitos anos em que a divulgação científica em Portugal esteve restrita aos campos da física e da matemática, é de louvar a edição de obras na área das ciências da vida, e, em particular, na biologia e evolução dos humanos (para mencionar apenas títulos recentes abordados no Observador, vejam-se Singularidades de um símio sem pêlo: Como evoluiu o Homo sapiens, sobre “Encontros imediatos com a humanidade: Uma nova visão sobre a evolução humana”, de Sang-Hee Lee & Shin-Young Yoon, e A cadeira e outros grandes inimigos da humanidade, sobre “Alteração primata: Como o mundo que criámos nos está a mudar”, de Vybarr Cregan-Reid).

Os três golpes: Copérnico, Darwin e Freud

A promoção dos animais a um estatuto quase humano (plasmada na frase “só lhe falta falar!”, tantas vezes proferida com enlevo pelos donos de cães) contraria uma mundividência milenar em que os animais (e as plantas) tinham sido criados por Deus para que o homem deles fizesse uso como bem entendesse. O livro de Génesis deixa bem clara a diferença de estatuto entre o homem e o resto da Criação: “Deus, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da Terra segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a Terra, e sobre todo o réptil que se arrasta sobre a T.

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"A Criação dos aAimais", por Vasco Fernandes.
A posição privilegiada do homem na perspetiva da cultura judaico-cristã foi abalada por três “golpes”: o primeiro golpe veio de Copérnico, que retirou o homem do centro de Universo, o segundo veio de Darwin, que o retirou do centro da Criação, o terceiro veio de Freud, que veio retirar-lhe até a autoridade sobre si mesmo. Esta perspetiva da “despromoção” do homem, de criatura semi-divina a um pobre coitado que nem sequer é senhor dos seus atos e palavras, através de três descobertas cruciais da ciência foi expressa, com apreciável imodéstia pelo próprio agente do terceiro “golpe”.



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Numa das 28 palestras que integram “Introdução à psicanálise” (publicado em 1916-17), Sigmund Freud escreve: “Ao longo dos tempos a humanidade recebeu, pelas mãos da ciência, duas grandes humilhações no seu ingénuo amor-próprio. A primeira resultou de ter compreendido que a nossa Terra não era o centro do universo, mas antes uma ínfima partícula numa estrutura de desmedida magnitude; esta perceção está nas nossas mentes associada ao nome de Copérnico […]. A segunda ocorreu quando a investigação biológica privou o homem do privilégio de ter sido criado à parte, relegando-o para o lugar de um ramo do mundo animal, o que implica que possui em si uma natureza animal impossível de erradicar; esta reavaliação foi levada a cabo no nosso tempo pela instigação de Charles Darwin, Wallace seus antecessores, e enfrentou a mais feroz oposição dos seus contemporâneos. Mas a aspiração do homem à grandeza sofre agora o terceiro e mais amargo golpe da investigação psicológica dos nossos dias, que tem reunido provas de que o ego de cada um de nós não é sequer o senhor da sua própria casa”.

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Charles Darwin, 1878.
O Dr. Freud não foi – exceto pela adição de si próprio como agente do “terceiro e mais amargo golpe” – o primeiro a expressar esta visão, pois o médico e fisiologista alemão Emil Heinrich du Bois-Reymond já dissera algo muito similar, em 1882, num discurso de homenagem, proferido em Berlim, ao recém-falecido Darwin: “Darwin é, aos meus olhos, o Copérnico do mundo orgânico. No século XVI Copérnico pôs termo à teoria antropocêntrica ao descartar as esferas ptolemaicas e ao relegar a Terra para o estatuto de planeta insignificante […]. Ainda assim, o homem continuou a estar à parte dos outros seres vivos – não apenas no topo, mas claramente separado e não comparável com os restantes. Um século depois, Descartes ainda defenderia que só o homem tinha alma e que os animais eram meros autómatos”. Foi com “A origem das espécies” que, “pela primeira vez, o homem foi colocado no lugar apropriado, à cabeça dos seus irmãos”.

A “despromoção” dos humanos não terminou com a revelação pelo Dr. Freud de que muito do que julgamos serem os nossos comportamentos ser determinado pelo mundo obscuro do inconsciente e não pela pura e luminosa racionalidade. O professor de anatomista e fisiologista Johannes Peter Müller (1801.1858), mestre de Bois-Reymond na Universidade de Berlim, defendera no seu Handbuch der Physiologie des Menschen (Manual de fisiologia humana), publicado em 1833-40, que, “ainda que pareça existir algo nos fenómenos dos seres vivos que não é redutível a leis mecânicas, físicas ou químicas, muito pode ser explicado e podemos, sem receio, levar essas explicações tão longe quanto possível, desde que nos mantenhamos solidamente apoiados na observação e na experimentação”. Nos quase dois séculos decorridos desde que estas palavras foram escritas, então avolumaram-se indícios de que muitos dos nossos estados de espírito e inclinações podem ser explicados pela biologia – os progressos feitos nos últimos anos neste domínio têm sido tais que alguns autores têm ido “tão longe quanto possível” (ou até mais longe do que seria sensato) e se empenhem em difundir a ideia de que o homem é uma mera máquina bioquímica, desprovida de livre-arbítrio (ver Será a alma uma ideia obsoleta?, a propósito de “Homo biologicus: Como a biologia explica a natureza humana”), ou seja, colocando o homem ao nível dos autómatos de carne e osso de Descartes.

O homem é o único animal que…

Após este sintético enquadramento da evolução da perspetiva sobre o lugar do homem na “ordem natural das coisas”, passemos à análise de “O livro dos humanos”, cuja primeira parte é consagrada a mostrar que algumas das convicções dominantes (no senso comum) sobre o que separa os humanos dos outros animais têm fraca sustentação.

Uma dessas convicções é a de que o homem é o único animal que usa ferramentas. Não é verdade: as lontras-marinhas usam pedras para quebrar as conchas de moluscos, os elefantes usam ramos para enxotar moscas, vários primatas usam pedras para partir nozes, os orangotangos usam folhas para manipular frutos com espinhos, os chimpanzés introduzem paus em termiteiras para capturar térmitas e em colmeias para retirar mel.

Estas capacidades não se limitam a mamíferos terrestres dotados de dedos preênseis: num estudo realizado em Shark Bay, na costa australiana, os golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops sp., designados em inglês por “bottlenose dolphins” e que nesta tradução surgem como “golfinhos botinhosos”) foram vistos a usar esponjas marinhas no focinho que lhes dá nome, quando prospetam o fundo oceânico, coberto de rochas e conchas cortantes, em busca de alimento. O comportamento tem sido registado sobretudo em fêmeas e supõe-se que seja transmitido de mães para filhas, embora nunca tenha sido observada essa transmissão. O uso de esponjas como ferramenta por esta população de golfinhos não foi observado noutro local para lá de Shark Bay, nem noutra espécie de cetáceos e é um caso invulgar de “transmissão cultural” entre animais não-humanos.

A grande maioria dos animais limita-se a usar “ferramentas” já existentes, embora exista um registo, isolado (realizado pela célebre primatóloga Jane Goodall), de um chimpanzé que tomou um ramo e lhe removeu as folhas antes de o introduzir na termiteira. Uma coisa é usar ferramentas, mas ser capaz de fabricá-las implica um patamar superior de discernimento. Porém, ao contrário do que seria de esperar, não são os nossos primos quem revela maior apetência para o fabrico de ferramentas mas os corvos-da-Nova-Caledónia (Corvus moneduloides, que nesta tradução são designados por “gralhas”), que fabricam uma espécie de anzóis que usam para desalojar e capturar vermes em troncos apodrecidos. Este comportamento não parece ser cultural (isto é, aprendido) mas instintivo, pois “um bando de gralhas criadas em cativeiro que nunca vira [o fabrico de anzóis] noutro grupo, foi observado a fabricar e a utilizar estes paus” (Rutherford).

Entre os usos de ferramentas por animais abordados por Rutherford o caso mais surpreendente será talvez o das aves de rapina que ateiam fogos para espantar para campo aberto os pequenos animais de que se alimentam. As aves tomam, com o bico, pequenos ramos em chamas e deixam-nos cair noutros pontos e este comportamento tem sido testemunhado na Austrália em milhafres-negros (Milvus migrans), milhafres-assobiadores (Haliastur sphenurus) e falcões castanhos (Falco berigora) mas nunca foi registado em fotografia ou filme. Na verdade, o conhecimento sobre o assunto é extraordinariamente ténue e baseia-se sobretudo nos relatos e lendas dos aborígenes.

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Milhafre negro, uma das espécies que teriam práticas incendiárias na Austrália.
Rutherford sugere que “é possível que os aborígenes australianos tenham aprendido com as aves a desencadear [fogos], tendo mais tarde adotado o método para a gestão de incêndios que lavraram ao longo da história da Austrália”, uma hipótese que é um insulto à inteligência e capacidade de iniciativa dos aborígenes. Em território português não há notícia de tal comportamento, mas as aves de rapina pirómanas poderiam tornar-se num conveniente bode expiatório para a combinação de incompetência, incúria, insensatez, obstinação e leviandade humanas que levam a que Portugal se converta, verão após verão, num braseiro. Seria uma refrescante variação face à estafada teoria que atribui todos os fogos florestais à ação dolosa de madeireiros.

Os casos de uso de ferramentas citados por Rutherford deverão ser colocados em perspetiva: apenas 1% das espécies recorrem a ferramentas e o uso destas é extraordinariamente incipiente e limitado quando comparado com o dos nos.

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"O Macaco-Dentista", por Emmanuel Noterman.
A singularidade do sexo não-reprodutivo

É corrente que se creia que o comportamento sexual do ser humano não tem par no Reino Animal. É verdade, o nosso comportamento sexual desvia-se do padrão habitual dos mamíferos – “passamos muito tempo dedicados à atividade sexual, mas temos fracos resultados em termos de bebés […] O nosso interesse por sexo evoluiu muito para lá do instinto animal básico” – mas, tal como acontece com o uso de ferramentas, não estamos sós em algumas das nossas “bizarrias sexuais”.

Rutherford colige vários exemplos entre os outros animais que mostram que o Homo sapiens está longe de ser o único a entregar-se com afinco à masturbação, ao sexo com recurso a outras partes da anatomia para lá dos genitais, ao sexo com parceiros do mesmo sexo e a outras formas de relacionamento sexual sem fins reprodutivos. Muitos dos casos mencionados por Rutherford estão bem documentados e são correntemente mencionados na literatura de divulgação científica, para desconsolo de quem pretende impor aos seus concidadãos padrões de comportamento sexual “corretos”, alegando que as outras práticas são contra natura (ver Sexo: Pecando contra a Natureza e contra Deus).

A Natureza oferece, com efeito, uma vasta panóplia de “perversões” e para encontrar uma espécie que seja tão ou mais obcecada com sexo e o empregue assiduamente para fins não-reprodutivos nem sequer é preciso ir longe: os nossos primos bonobos ou chimpanzés-pigmeus (Pan paniscus) são descritos por Rutherford como “a espécie mais excitada de toda a criação”, com as interações sexuais a terem lugar com grande frequência (as fêmeas praticam o “esfreganço” de genitais contra genitais em média de duas em duas horas e com diferentes parceiras) e “em todas as combinações possíveis, independentemente do sexo, idade ou mesmo maturidade sexual”. Apesar deste frenesim, “as fêmeas bonobo engravidam e têm crias praticamente com a mesma frequência que os chimpanzés”, os Pan troglodytes, cujo comportamento sexual é incomparavelmente mais modesto, o que leva a crer que, tal como nós, os bonobos separaram o sexo da reprodução.

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"O Macaco-Antiquário", por Jean-Baptiste Chardin.
Um dos domínios em que o Homo sapiens mais se destaca dos outros animais é na elaboração, riqueza, flexibilidade e subtileza da sua linguagem. Rutherford consagra ao tema quatro capítulos – “Língua ágil”, “Simbolismo nas palavras”, “Simbolismo por detrás [sic] das palavras” e “Se ao menos conseguisse ver o que eu consigo ver com os seus olhos” – e descarta a abordagem comparativa empregue nos temas das ferramentas, centrando-se no Homo sapiens.

A linguagem é indubitavelmente uma das mais distintivas e preciosas capacidades da humanidade, mas “O livro dos humanos” está longe de se contar entre as suas manifestações mais brilhantes: abunda em passagens pouco inteligíveis, apartes despropositados, raciocínios pueris, piadas falhadas e sintaxe arrevesada. O subtítulo da edição portuguesa promete “uma breve história, fascinante e divertida”, mas embora o assunto seja indiscutivelmente fascinante, ler esta obra não é nada divertido e a brevidade, embora sendo real (205 páginas de texto, mais 20 de bibliografia e índice remissivo), acaba por revelar-se contraproducente, pois são tantos e tão complexos os assuntos que o autor pretende tratar em tão breve espaço que acaba por ficar invariavelmente pela superfície.

Quando se lê na contracapa do livro que The Observer proclamou que “Rutherford é um escritor genial” só pode ficar-se perplexo e é difícil crer que a argumentação e prosa titubeantes da edição portuguesa possam ser imputadas exclusivamente a “perdas na tradução”. Considerem-se os seguintes exemplos:

* “A Toscânia, no Norte de Itália, um sítio muito bonito” (pg. 34)

* Existem muitas medições que podem ser aplicadas ao cérebro, e o nosso ocupa os lugares cimeiros, embora não o primeiro lugar” (pg. 37-38)

* Os nemátodos da espécie Caenorhabditis elegans podem ter um sistema nervoso sumário, “constituído precisamente por 302 células”, mas “têm cerca do mesmo número de genes que nós, mas são mais pesados, em maior número e, em termos de longevidade evolutiva, ultrapassar-nos-ão em centenas de milhares de anos” (pg. 38)

* “Os orangotangos gostam de peixe e aparentam gostar de peixe” (pg. 44)

* “O golfinho médio apenas tem barbatanas” (pg. 47) [fica portanto aberta a possibilidade de haver golfinhos com braços e pernas]

* A dissecação de cérebros de 28 espécies de aves permitiu descobrir “que os neurónios estão, apenas, em aglomerados mais densos. Os corvídeos e os papagaios têm prosencéfalos que, em comparação, são do mesmo tamanho dos dos grande símios, os quais estão apinhados de neurónios com uma densidade que, em alguns casos, são mais numerosos do que os dos primatas” (pg. 54-55)

* “Darwin descreveu a descoberta pelos humanos da arte de produzir fogo como ‘provavelmente a maior descoberta de todas, além da linguagem’. Poderia não estar errado, ainda que, na atualidade, não dependamos tanto do fogo como dependemos durante o calor branco da acuidade vitoriana quando escreveu essas palavras” (pg. 58)

*“A maioria dos chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos vivem em ambientes de floresta densa, onde os incêndios são apenas devastadores e, felizmente, raros” (pg. 62)

* “Apesar de a transição para a espécie Homo sapiens ter ocorrido em África, considero que estamos a mudar para uma espécie de seres híbridos derivados de diversos humanos ancestrais oriundos de África” (pg. 62)

* Na pg. 73, a tradução deixa-se levar por um “falso amigo” e traduz “plague” (peste) por “praga”, apesar de o contexto de enumeração de epidemias tornar óbvio do que está a falar-se

* “Na Europa, e em pessoas que emigraram para a Europa há pouco tempo, bebe-se leite ao longo de toda a vida” (pg. 76)

* “As cabras que ordenhámos há 7000 anos estavam a ser domesticadas e agora são aquilo em que nós as transformámos” (pg. 77)

* “As formigas cortadeiras são conhecidas dos documentários televisivos por carregarem colossais secções de folhagem que cortaram de plantas” (pg. 77) 
[Rutherford parece assumir que os seus leitores têm como fonte principal de conhecimentos sobre ciências naturais a TV e o YouTube]

* “Julie [uma chimpanzé] contava então quinze anos, uma jovem adulta talvez a começar a crescer como fruto dos impulsos de uma juventude travessa e caprichosa” (pg. 81)

* “O Homo naledi, um povo primitivo […] misteriosamente descoberto numa profunda caverna labiríntica, escura como breu, na África do Sul no ano de 2013” (pg. 86) [a descoberta do Homo naledi nada teve de misterioso ou invulgar, pelo que se conclui que o advérbio de modo é arbitrário; quanto ao “escura como breu”, quem esperaria que uma “profunda caverna” fosse bem iluminada?]

* “O extraterrestre observa o enorme, assustador, protegido por uma carapaça e de dentes afiados como lâminas Dunkleosteus, um peixe devoniano de há cerca de 400 milhões de anos” (pg. 87)

* “Os genes individuais são muitas vezes fascinantes por direito próprio, ainda que muitos sejam bastante aborrecidos” […] “os genes envolvidos no desenvolvimento do cérebro são particularmente fascinantes, porque temos um cérebro grande e interessante” (pg. 153) [há livros sobre assuntos fascinantes que conseguem tornar-se bastante aborrecidos]

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Quadro, por Abraham Teniers.
Quando examina as possíveis razões para a extinção do Homo neanderthalensis (pg. 17), Rutherford sugere que “talvez tenhamos [nós, o Homo sapiens], sido mais inteligentes. Talvez lhes tenhamos levado doenças com as quais convivêramos e às quais ganháramos imunidade, mas que foram letais para uma população que não estava preparada. Talvez tenham sido, simplesmente, extintos”. Rutherford é um Sherlock Holmes, um Hercule Poirot. “Talvez Maddie tenha sido raptada por um pedófilo. Talvez o rapto tenha sido encenado pelos pais para encobrir uma morte acidental. Talvez tenha simplesmente desaparecido”.

Quando menciona os machados acheulenses (pg. 33), uma ferramenta de pedra que surgiu há 1.7 milhões de anos e continuou em uso até há 130.000 anos, Rutherford escreve: “Hoje em dia, muitas mais pessoas utilizam telefones ou conduzem automóveis, têm óculos para ler ou utilizam chávenas, mas em termos de longevidade, as ferramentas acheulenses ganham com uma perna às costas”. A comparação, não sendo falsa, é vã e completamente desadequada: há centenas de ferramentas e máquinas que estão em uso há mais tempo do que os telefones e os automóveis e os próprios telefones e automóveis sofreram modificações vertiginosas desde que foram inventados há cerca de século e meio. É claro que a evolução da tecnologia humana tem decorrido de forma exponencial e que, se num período inicial foram necessárias centenas de milhares de anos para que surgissem algum melhoramentos nos machados de pedra ou nas lanças, o iPhone conheceu 13 gerações em apenas 13 anos (do iPhone 1 de 2007, ao iPhone SE de 2020).

A vida na Terra teve, segundo Rutherford, origem “em respiros [!] hidro-termais que botaram do solo [!] oceânico durante o período Hadeano há cerca de 3.9 mil milhões de anos. Estas torres [?] foram (e continuam a ser) formadas por olivina mineral e permeadas por poros e canais labirínticos formados pelo tumulto de pedra viva por debaixo. Diz-se ‘serpenteado’, e a presença de sulfureto de hidrogénio e outros químicos com carga a volutear para dentro e para fora destas câmaras microscópicas deu origem às primeiras células”. Perante uma descrição como esta, compreende-se que muitas pessoas prefiram acreditar na versão da Criação constante no Génesis.

Rutherford oferece uma perspetiva não menos original sobre o vínculo entre a queima de combustíveis fósseis e o efeito de estufa: “É na destruição das ligações químicas dessas moléculas de carbono em tempo vitais que o fogo liberta a sua energia. Este processo moldou o mundo moderno e, com perversidade [!], agora ameaça-o, pois o dióxido de carbono que continuamos a lançar para a atmosfera contém mais energia do que outros componentes do ar, e o efeito de estufa está a aquecer o nosso mundo” (pg. 58). Quando cientistas reputados produzem um chorrilho de disparates como este, torna-se mais fácil perceber porque proliferam os “negacionistas climáticos”.

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"Os Peritos em Arte", por Emmanuel Noterman.
Na pg. 77, lê-se que “a evolução é incrivelmente inteligente”, uma afirmação surpreendente vinda de um cientista e particularmente descabida num geneticista. Atribuir inteligência, ou qualquer outra qualidade humana, à evolução equivale a vê-la como tendo um desígnio e um plano. Porém, não há, na história da vida da Terra, qualquer indício dessa “inteligência”: as mutações genéticas aleatórias propiciam a cada nova geração uma margem de variação nas características herdadas dos seus progenitores e a pressão da seleção natural faz com que algumas dessas variações se traduzam em maior sucesso reprodutivo e sejam transmitidas em maior proporção à geração seguinte. A evolução processa-se de forma imprevisível, irregular e claramente sub-óptima, sendo amiúde quebrada por recuos, improvisações e soluções de recurso.

Aliás, o próprio Rutherford reconhece mais adiante (pg. 121) que “a evolução arranja maneira de utilizar o que tem à sua disposição para fazer o que tem de ser feito”, acrescentando: “Muitas pessoas conhecem o aforismo da autoria do biólogo François Jacob para descrever a seleção natural como um funileiro”, frase que deixará perplexa a esmagadora maioria de leitores que não conhecem o aforismo de Jacob.

Uma vez que Rutherford nada mais diz sobre Jacob nem elucida a metáfora do “funileiro” (apenas dispensa mais meia dúzia de linhas ao assunto), convém reproduzir o que Jacob afirmou no iluminador ensaio “Evolution and tinkering”, publicado no número de 10 Junho de 1977 da revista Science: “ a ação da seleção natural tem sido amiúde comparada com a de um engenheiro. Esta não é, todavia, uma comparação apropriada. Primeiro, porque em contraste com o que ocorre na evolução, o engenheiro trabalha segundo um plano pré-concebido em que antevê o resultado dos seus esforços. Em segundo lugar pela forma como o engenheiro trabalha: a fim de produzir um novo produto, tem ao seu dispor quer os materiais apropriados para esse fim quer as máquinas necessárias para a tarefa. Finalmente porque os objetos produzidos pelo engenheiro […] se aproximam do nível de perfeição que é possível com a tecnologia do seu tempo. Em contraste, a evolução está longe de ser perfeita”.

Jacob propõe antes a metáfora do “engenhocas”: alguém que “não sabe exatamente o que vai fazer e usa o que tem à mão, sejam bocados de cordel, bocados de madeira ou caixas de papelão descartadas”. Os resultados da sua porfia “não decorrem de nenhum projeto e resultam de uma série de contingências” e das peças e oportunidades que, por mero acaso, foi reunindo durante o processo. O termo inglês que Jacob emprega é “tinkerer”, que pode significar “funileiro”, mas que também designa “alguém que tenta reparar ou melhorar algo de maneira informal e desprovida de método” – ou seja, um “engenhocas”.

A visão da seleção natural como estando mais centrada no “desenrascanço” e no “remendo” é fundamental para a compreensão da biologia, da evolução e da desconcertante variedade e “bizarria” dos seres vivos, mas a forma pouco clara como Rutherford se exprime e a opção de se traduzir “tinkerer” por “funileiro”, fazem com que este aspeto não tenha o merecido relevo.

A ambição de “O livro dos humanos” em abordar aspetos tão diversos da natureza humana em apenas duas centenas de páginas e a estrutura não muito disciplinada da obra levam a que um ponto crucial acabe por merecer apenas um breve trecho no final do livro. Na penúltima página, Rutherford expressa o seu pouco apreço pela ideia da “Queda, em que a humanidade ficou maculada ao libertar-se dos grilhões da nossa criação”, conceito que associa às “culturas cristãs”. É certo que a doutrina cristã assenta na ideia da queda do homem – a desobediência de Adão e Eva a Deus e a resultante expulsão do Paraíso –, bem como no conceito associado de pecado original, passado de geração em geração.



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"O Jardim do Éden e a Queda do Homem", por Jan Brughel o Velho.
Todavia, Rutherford esquece-se de considerar que a ideia de que a humanidade tombou de um estado original de inocência e bem-aventurança para uma vida árdua, mesquinha, conflituosa e violenta, não é exclusiva do pensamento cristão. Há ideologias alheias ao cristianismo que também a perfilham, inspirando-se no mito do “Bom Selvagem”, para cuja difusão Jean-Jacques Rousseau deu decisivo contributo, ao proclamar que “o princípio de toda a moral é que o homem é naturalmente bom, amante da justiça e da ordem; que não no coração humano qualquer perversidade original […], que todos os vícios que lhe são imputados não lhe são, de modo algum, naturais” e que “é pela sucessiva alteração da sua bondade natural que os homens se tornaram no que são” (carta de 1762). A visão de que fora a civilização (e, em particular, a invenção da propriedade privada) que corrompera o homem foi detalhadamente explanada por Rousseau no Discurso sobre a origem e fundamentos da desigualdade entre os homens (1755), obra que suscitou de Voltaire uma resposta ácida: “Recebi, caro senhor, o vosso novo livro contra o género humano […] Nunca antes foi colocado tamanho empenho em fazer de nós bestas, ao lê-lo fica-se com vontade de passar a caminhar sobre quatro patas”.

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"Deus julgando Adão", por William Blake.
Porém, nem todos tiveram a lucidez de Voltaire e as ideias de Rousseau sobre uma humanidade boa, pura e inocente corrompida pela civilização foram instalando-se no núcleo de muitas correntes de pensamento e mundividências com ampla expressão, nomeadamente no comunismo e no ecologismo holístico-piegas dos nossos dias.

Rutherford opõe-se, sensatamente, à ideia da queda da humanidade: “Se alguma coisa [uma tradução desajeitada de “if anything”?], caímos para cima, de forma lenta e incremental, afastando-nos da volúvel brutalidade da natureza […] Os nossos genes e o nosso corpo não são fundamentalmente diferentes dos dos nossos primos mais próximos, [ou] dos dos nossos antepassados”, mas “aproveitámos a obra da evolução e, através do ensino, criámo-nos a nós mesmos, um animal que, em conjunto, se tornou mais do que a soma das partes”. A prosa é trapalhona, mas percebe-se a ideia: ao contrário dos outros animais, cuja natureza e comportamento é ditada quase exclusivamente pelos seus genes, o Homo sapiens resulta da articulação da informação contida nos genes com a capacidade de acumular e transmitir conhecimento entre os seus semelhantes e de geração em geração (a “cultura” no sentido lato), e é essa combinação que faz de nós um animal excecional. Por outras palavras, se não somos umas bestas como as outras é, sobretudo, graças à civilização que Rousseau tanto desprezava.

As últimas etapas do "marxismo cultural"

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Instituto Independiente, Alberto Luzárraga 

El público estadounidense de sentido común, es decir, la mayoría de los ciudadanos no ideológicos que sólo quieren criar una familia y/o vivir vidas constructivas, mira con asombro a la llamada izquierda y lo que perciben como sus ideas peculiares y/o estúpidas, incluyendo lo políticamente correcto y un montón de agravios artificiales. Instintivamente los rechazan y se preguntan cómo llegaron a ganar tal prominencia. Si estás haciendo tu trabajo no te interesan términos como el Marxismo Cultural y no se te puede culpar. No es un tema para gente con sentido común, pero ha infectado a las universidades americanas y ha encontrado su camino en las costumbres de la sociedad y en la política. Es por eso que deberías saber algo al respecto.

Intentaremos dar una breve reseña de varias décadas de la historia de este movimiento porque uno de sus principios es ir despacio y pasar desapercibido hasta que llegue el momento adecuado.

Comenzó con Antonio Gramsci, un comunista italiano que en los años 20 regresó de una visita a la Rusia de Stalin convencido de dos cosas. La revolución proletaria nunca se había afianzado en Occidente o en Rusia, y que los métodos soviéticos no iban a tener éxito en Italia. ¿Por qué? Porque la clase proletaria creía en el patriotismo, la religión y la familia. El patriotismo defendía el concepto de estado nacional mientras que el comunismo quería un mundo sin fronteras unido bajo una idea y un gobierno. La religión postulaba el concepto de una vida después de la muerte y se oponía al paraíso terrenal ateo del comunismo. La familia era la cuna donde los niños aprendían el patriotismo, la religión y el respeto a la autoridad paterna. El comunismo quería controlar la mente de los niños. Eran los futuros nuevos hombres y mujeres. Para Gramsci estas instituciones producen "hegemonía". Es de esta manera, dijo Gramsci, que la clase dirigente mantiene el control de la sociedad. El éxito marxista requiere un cambio radical de ideas y valores.

Mussolini encarceló a Gramsci donde murió en 1937, pero no antes de haber escrito 3.000 páginas de ensayos y desarrollado su teoría de la hegemonía cultural. Para dar un giro a la cultura propuso varias cosas.

Las más importantes:

a) El intelectual orgánico que crecería y trabajaría con el barrio y lo adoctrinaría. El organizador de la comunidad de Saul Alinsky es simplemente su versión americana.

b) Se reclutarían intelectuales universitarios.

c) Se ganarían para la causa figuras de influencia como deportistas, artistas, científicos, aunque no comprendieran plenamente la doctrina y sus ramificaciones políticas. Una simple aceptación de algunas de las ideas sería suficiente. Por eso vemos tantas figuras de Hollywood y similares hablando con gran pomposidad sobre temas que van más allá de su esfera de competencia.

d) Infiltrarse en las iglesias y conseguir que apoyen causas selectas.

e) Infiltrarse en el poder judicial a través de ideas plantadas a nivel universitario y a través de trabajos de revisión por sus colegas académicos. Con el tiempo, algunos de los profesionales así formados tendrían acceso a las judicaturas.

Todo esto debe hacerse con paciencia y de la forma más sutil posible porque de lo contrario se provocaría una contrarrevolución. Cuando llegue el momento y los centros de poder estén bajo control, entonces se podrá mostrar el puño cerrado.

Gramsci plantó la semilla, pero un grupo de intelectuales alemanes conocidos como la Escuela de Frankfurt la regaron y la hicieron crecer y florecer. Aceptaron las ideas de Gramsci pero las expandieron desarrollando lo que llamaron la teoría crítica, en la que aplicaron un enfoque interdisciplinario que incluía la psicología, el derecho, la psiquiatría, la música, la historia, las artes visuales y cualquier especialización que pudiera afectar a las estructuras sociales existentes.

La idea era destruir la forma de organización social existente y sustituirla por la sociedad marxista. Por lo tanto, cualquier metodología que atacara los pilares de esa sociedad era bienvenida. Para la forma de pensar marxista el historicismo es primordial. El marxismo es un proceso social histórico, es inevitable. La destrucción de una sociedad sólo acelera el proceso y por lo tanto es perfectamente legítima.

Con el advenimiento del nazismo muchos de los teóricos de la Escuela de Frankfurt emigraron a los Estados Unidos y fueron aceptados por universidades, fundaciones y think tanks. Nombres como Max Horkheimer, Theodor Adorno, Erich Fromm, Herbert Marcuse y varios otros se instalaron en las instituciones de enseñanza americanas y el Instituto de Investigación Social de la Escuela de Frankfurt cobró nueva vida en América.

Lentamente, las ideas que se disuelven y dividen se introdujeron bajo el disfraz de los estudios sociales. Plenamente conscientes de que el principio marxista de la expropiación de los medios de producción privados por parte del Estado y de la propiedad de la burguesía no iba a ganar mucha fuerza en los Estados Unidos, llegaron a una brillante innovación mucho más sutil y destructiva.

En lugar de centrar la guerra de clases en la cuestión de la propiedad, la guerra de clases se centra en la cultura de las clases sociales a las que pertenece la gente. Y esta propaganda no se dirigía a los oprimidos sino preponderantemente a los hijos de la alta burguesía y la clase media. Con el marxismo clásico, la cultura era un producto de la propiedad de los medios de producción y las relaciones entre las clases se fundaban en ese hecho. El marxismo cultural no abandona el estatismo del marxismo, pero como su objetivo es destruir la sociedad, produce interacciones imaginarias basadas en clases culturales y no económicas. Así, un obrero de la construcción blanco perteneciente a la cultura occidental cristiana es un explotador y un empresario negro millonario africano es un explotado que escapó.

Lo que hicieron en sus actividades cotidianas es irrelevante, si se pertenece a un grupo se adquieren las características de tal grupo. Y de esta manera se crean divisiones artificiales en la sociedad y se organiza un sinfín de grupos de víctimas basados en "estudios" de teoría crítica sobre problemas sociales que son enormemente exagerados o inexistentes. Y cuando existen la idea es exacerbarlos hasta el punto de crear odio y violencia.

Herbert Marcuse, que se convirtió en el guru de la generación hippie con su libro Eros y la Civilización, definió los objetivos con bastante claridad: "Se puede hablar con razón de una revolución cultural, ya que la protesta se dirige a todo el establecimiento cultural, incluyendo la moral de la sociedad existente. La idea tradicional de la revolución y la estrategia tradicional de la revolución han terminado. Estas ideas son anticuadas......lo que debemos entender es un tipo de desintegración difusa y dispersa del sistema".

Su principal "contribución" fue postular que la liberación sexual era el camino hacia la liberación social. El sexo es eso, liberador debe ser poliforme, todas sus manifestaciones son válidas y el amor espiritual es una fantasía. Para Marcuse la llamada familia patriarcal era un medio de explotación sexual y de esclavitud de las mujeres.

Así se sentaron las bases para una forma de feminismo radical que evolucionó hacia el aborto a requerimiento y en opinión de sus defensores más extremos se llegó a la absurda afirmación de que el embarazo era el equivalente a una enfermedad. Marcuse pensaba que el sexo era exclusivamente para el placer y para la procreación sólo en casos seleccionados.

El resultado ha sido una marcada disminución de los nacimientos en los Estados Unidos y Europa, lo que contribuye a la sustitución de la cultura por la sustitución de la población mediante (como ha sucedido en Europa) la importación de masas de trabajadores del tercer mundo alejados de los valores occidentales, que con frecuencia son hostiles a los valores de sus países de acogida.

El ataque ha sido implacable. Adorno postuló el uso de la música atónica y el arte moderno como medio para separar los valores occidentales clásicos de la gente mientras que Fromm postuló el positivismo legal donde la ley se aleja de toda consideración de justicia o de ley natural.

La teoría crítica de la raza presentaba al hombre blanco europeo como la suma de todo el mal un colonialista, explotador de donde nada bueno podría originarse. Aplicado a los fundadores de las naciones, Washington y sus contemporáneos se convirtieron en simples hombres blancos viejos. Un epíteto muy útil si el objetivo es destruir el patriotismo y la nación estado.

Añádase a esto la miríada de ONG’s creadas o infiltradas por marxistas culturales que a su vez han creado ejércitos de personas que han perdido su identidad al adquirir la de la causa con la que se esposan.

No hay nada malo en defender una causa apasionadamente pero cuando ésta degenera en considerar a cualquier conciudadano que difiera como un enemigo que debe ser insultado y tratado con odio y desprecio, el marxismo cultural se ha anotado otra victoria: Dividir y confundir.

La sustitución de la población se ha complementado entonces con la sustitución de la identidad haciendo un país mucho más manejable para sus propósitos.

¿Y qué pasa con la supuesta derecha? Gran parte de ella ha vivido en babia preocupada sólo por los asuntos económicos mientras se tragaba gran parte de la propaganda del marxismo cultural y en no pocos casos la apoyaba por falta de curiosidad intelectual y simple pereza. Porque nada excepto eso, explica por qué han financiado irreflexivamente los acomodados estilos de vida de buena parte de los profesores que corrompen a sus hijos en costosas universidades.

A pesar de todo lo anterior, se está produciendo una reacción. Instintivamente la gente ha comenzado a reaccionar contra los absurdos flagrantes como la teoría del género en la que por un simple acto de voluntad uno cambia de sexo. El problema que tiene ahora el marxismo cultural es que se han vuelto arrogantes debido a su desprecio por el ciudadano medio, al que consideran “lumpen proletariat”. Mostraron el puño cerrado demasiado pronto e impusieron muchas de sus ideas por decreto. Así han generado la contrarrevolución que Gramsci, con gran visión, previó. Hay un despertar en Europa y en los Estados Unidos. 

Recemos a Dios para que continúe.

Previsão Sul – Tempo instável

Previsão Sul – Tempo instável:



Boletim de previsão do tempo contendo informações sobre previsão, temperatura mínima e máxima prevista, além de destaques relevantes dos últimos dias.

31 de Agosto de 1867: Morre o poeta francês Charles Baudelaire

31 de Agosto de 1867: Morre o poeta francês Charles Baudelaire:

Charles Pierre Baudelaire, poeta e escritor francês, nasceu em Paris a 9 de Abril de 1821 e morreu a 31 de Agosto 1867, nessa mesma cidade. Herdeiro do Romantismo , conseguiu exprimir a tragédia do destino humano e dar uma visão mística do universo. Durante os seus estudos no liceu tornou-se viciado em ópio e haxixe, contraindo ainda doenças venéreas que viriam, mais tarde, a ser a causa da sua morte. O pai era um homem de cultura e um amante de pintura, e levava-o, com apenas quatro ou cinco anos de idade, a apreciar a beleza das formas e das linhas. Pouco tempo depois, em 1827, perdeu o pai. Mas o que mais lhe atormentou a infância foi o facto de a mãe ter casado com o general Aupick, que o enviaria para uma viagem por mar até à Índia, promovida para o fazer esquecer a carreira das Letras. Pelo contrário, regressou cheio de imaginação e determinado a ser poeta. Desenvolveu também uma tendência para um estado de espírito de intensa melancolia e de natureza solitária. Com o capital herdado do pai, viveu como um típico dândi. Em 1844 juntou-se a Jeanne Duval, relação que lhe trouxe muita infelicidade, ao ponto de se sentir tentado a suicidar-se. Mesmo assim, Jeanne foi motivo de inspiração dos poemas eróticos de Charles Baudelaire. Baudelaire torna-se conhecido como crítico de artes plásticas em revistas onde formula a sua conceção daquilo que deve ser a arte moderna. Em 1847 escreve o seu único romance, autobiográfico, La Fanfarlo . Em 1852 descobre a escrita de Edgar Poe e decide traduzi-la. Ocupa-se deste escritor até 1865. Em Poe descobre pela primeira vez alguém com quem se identifica espiritualmente. As traduções e as críticas de arte aumentaram a sua reputação e levaram-no a publicar os primeiros poemas numa revista que era considerada o bastião conservador do Romantismo, o que motivou acusações de obscenidade. Na Primavera de 1857, saíram nove poemas em "La Revue Française" e três em"L'Artiste", e em Junho publica o seu primeiro livro, Les Fleurs du Mal , alvo de um escândalo na época, devido ao erotismo de algumas poesias. Esta obra valeu-lhe um processo judicial por ultraje à moral pública e às boas maneiras. Para pagar as despesas do tribunal colaborou em diversas revistas. Ainda em 1857 escreve Petits Poèmes en Prose . Em 1861 publicou a segunda edição alargada e engrandecida de Les Fleurs du Mal mas omitindo os poemas banidos, publicados na Bélgica. Uma terceira edição viria a ser publicada em 1966. Em 1862 Baudelaire tinha declarado falência e as dificuldades económicas levaram-no ao desespero. Para escapar aos credores fez uma viagem à Bélgica em 1864. Em Fevereiro de 1866, ainda na Bélgica, encontrava-se gravemente doente. Regressou a Paris e viria a falecer nos braços da mãe, em Agosto do ano seguinte. A existência literária de Baudelaire é marcada por dois sonetos: Correspondances e L'Albatros . No primeiro prenuncia o simbolismo e todas as sinestesias do imaginário moderno, descobrindo "misteriosas correspondências". L'Albatros representa a condição terrena do poeta, que não sabe viver nem acomodar-se na sua existência. Em 1868 é publicada a sua obra crítica, Art Romantique . Estes trabalhos de Baudelaire são a fonte da poesia moderna. Os seus escritos representam uma combinação perfeita entre ritmo e música. Foi perseguido por obscenidade e blasfémia e mesmo depois da sua morte continuou a ser identificado pela opinião pública como símbolo de depravação e vício. Rejeitou a posição dos românticos e voltou-se para o seu interior numa poesia introspectiva em busca de Deus, sem uma crença religiosa, procurando em qualquer manifestação da vida, como a cor de uma flor ou o olhar cerrado de uma prostituta, a sua verdade significante. Com Deus e com as pessoas, tem um movimento de atração e rebeldia, uma espécie de ressentimento contra o criador. Baudelaire é um crítico da condição humana do mundo moderno. E moderna, foi a sua recusa em admitir restrições à escolha dos temas para poesia. Escreveu em prosa as obras: Les Paradis Artificiels , Opium e Haschisch ; Petits Poèmes en Prose ; Curiosités Esthétiques ; Art Romantique ; Le Spleen de Paris , entre outras. Dos seus desencontros nasce o tédio infinito, o tema dominante em Le Spleen de Paris , que se torna desejo atormentador de viajar em busca de coisas novas. Chamada pelo amor iludido, surge insistente a imagem da morte, também ela odiada e galanteada como a personificação maior da pequena morte do amor. Teme a morte e deseja-a como a única libertação e o reencontro consigo mesmo. Depois do desaparecimento físico de Charles Baudelaire, as opiniões começaram a mudar e muitos poetas tornaram-se seguidores do movimento simbolista. No século XX tornou-se reconhecido como um grande poeta francês do século XIX, tendo contribuído para revolucionar a sensibilidade e a maneira de pensar da Europa Ocidental.


Charles Baudelaire. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.


wikipedia (Imagens)






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Retrato de Charles Baudelaire - Gustave Coubert


File:Étienne Carjat, Portrait of Charles Baudelaire, circa 1862.jpg

Charles Baudelaire em 1863



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domingo, 30 de agosto de 2020

A VERDADE NÃO É UM “COMBO”


(Milton Pires).

É MAIS do que óbvio que a OMS está a Serviço dos Comunistas.

É MAIS do que óbvio que o vírus existia na natureza, foi levado pelos malditos chineses para dentro de um laboratório, modificado como arma de guerra e que depois de um acidente no laboratório o “bicho” saiu matando todo mundo – na China e no Mundo inteiro.

É MAIS do que óbvio que a China é um perigo para o PLANETA.

É MAIS do que óbvio que “vacina chinesa” é vigarice.

É MAIS do que óbvio que cloroquina NÃO funciona na COVID19 e que médico que apoia isso é BURRO ou FANÁTICO Bolsonarista.

É MAIS do que óbvio que Bolsonaro é louco e defensor de corrupto.

É MAIS do que óbvio que o PT não deveria NEM existir mais. Aliás, não dá nem pra escrever aqui o que eu penso que se deve fazer com petista...(para que eu não seja bloqueado em Rede Social)

É MAIS do que óbvio que Mandetta e sua equipe já deveriam estar PRESOS.

É MAIS do que óbvio que Mandetta merece um “Nobel de Medicina” perto do General Pazuello.

É MAIS do que óbvio que a Terra é REDONDA.

É MAIS do que óbvio que a menina de 10 anos TINHA que abortar.

É MAIS do que óbvio que NÃO se pode liberar o aborto por qualquer motivo como querem as cadelas feminazis, maconheiras e aborteiras peludas do PT, PSOL e PC do B.

É MAIS do que óbvio que Olavo de Carvalho FOI um grande Filósofo e um gênio.

É MAIS do que óbvio que Olavo de Carvalho ENLOUQUECEU.

É MAIS do que óbvio que funk não precisa ser criminalizado porque ele JÁ É UM CRIME em si mesmo.

É MAIS do que óbvio que os Generais deveriam estar nas Reitorias da Universidades, NÃO dentro dos Ministérios.

É MAIS do que óbvio que o STF e o CONGRESSO são ORCRINS.

É MAIS do que ÓBVIO que Bolsonaro está entregando o Brasil ao Centrão.

É MAIS do que óbvio que a Rede Globo é LIXO a serviço dos Vagabundos Petistas.

É MAIS do que óbvio que Witzel é um bandido que JÁ deveria estar na CADEIA.

É MAIS do que óbvio que foi Bolsonaro que armou tudo para ele ser afastado do Governo depois que Moro foi embora do Governo e a PF ficou sob controle TOTAL do Bolsonaro.

É MAIS do que óbvio que JAMAIS houve, até hoje, um Regime Político que tenha feito
tanto MAL ao Brasil como o Regime dos Vagabundos Petistas.

É MAIS do que óbvio que Bolsonaro é um Psicopata Fascista sem decência, sem caridade,
sem nada e que NÃO pensa em NADA que não seja NELE mesmo e na SUA família!

É MAIS do que óbvio que EU escrevi tudo isso e NÃO SEI “qual é a saída” para o Brasil, não…Não adianta me perguntar! Eu não sei!

É MAIS do que óbvio que só um louco completo, um doente, um fanático, pode ver como defeito, como pecado, uma pessoa que é “isenta” na busca da verdade e do melhor para seu país, para seus amigos, família e colegas de profissão !!!

Vocês NÃO conseguem separar uma coisa da outra? Vocês NÃO conseguem ver que a VERDADE
não tem “lado político”??...Que não se pode “assinar a verdade” como se fosse um pacote, um “combo” de TV a cabo, internet e telefone?

Porto Alegre, 30 de agosto de 2020.

Vagabundos Petistas lançam comitê "Volta Dilma"

Comitê Volta Dilma fará várias transmissões para denunciar quatro anos de golpe no Brasil:

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O Comitê Volta Dilma fará transmissões na internet para denunciar o golpe sofrido por ela em 2016 e as consequências negativas do seu afastamento, sem crime de responsabilidade, para o País. "Estamos em luta, desde então, para restaurar a democracia em nosso país", diz continue lendo o lixo AQUI.

Dr. Guili Pech Acabou o Mito: Cloroquina não causa arritmia severa


COMENTÁRIO DO EDITOR DO ATAQUE ABERTO: Isso eu faço toda questão de publicar e deixar registrado para História. Como dizia São Tomás de Aquino - A Verdade é Filha é  do Tempo.

Cardiac Adverse Effects

QTc prolongation, Torsade de Pointes, ventricular arrythmia, and cardiac deaths.15 If chloroquine or hydroxychloroquine is used, clinicians should monitor the patient for adverse events, especially prolonged QTc interval (AIII).

The risk of QTc prolongation is greater for chloroquine than for hydroxychloroquine.

Concomitant medications that pose a moderate to high risk for QTc prolongation (e.g., antiarrhythmics, antipsychotics, antifungals, macrolides [including azithromycin],15 fluoroquinolone antibiotics)16 should be used only if necessary. Consider using doxycycline rather than azithromycin as empiric therapy for atypical pneumonia.

Multiple reports demonstrate that concomitant use of hydroxychloroquine and azithromycin can prolong the QTc interval;17-19 in an observational study, the use of hydroxychloroquine plus azithromycin was associated with increased odds of cardiac arrest.8 The use of this combination warrants careful monitoring.

Baseline and follow-up electrocardiograms are recommended when there are potential drug interactions with concomitant medications (e.g., azithromycin) or underlying cardiac diseases.20
The risk-benefit ratio should be assessed for patients with cardiac disease, a history of ventricular arrhythmia, bradycardia (<50 bpm), or uncorrected hypokalemia and/or hypomagnesemia. 

Dalrymple: "A verdade por trás da arte de segunda categoria".

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Artigo de Theodore Dalrymple para a Oeste:

Dizer que algo é de segunda categoria geralmente serve para condenar, mas acho isso um erro. Quando se considera a escala existente do melhor para o pior, a segunda categoria ainda é muito boa. Sem ela, e todas as gradações inferiores a ela, não saberíamos o que é de primeira.

Gosto de arte de segunda categoria, o que não significa que goste, é claro, de má arte, apenas de arte que não chega ao padrão de Velázquez, digamos, ou Vermeer. Tenho na minha coleção (se essa não é uma palavra muito imponente para os quadros nas minhas paredes) muitas obras de segunda categoria que são decorativas, charmosas e bonitas — por exemplo, páginas requintadas da caligrafia árabe do século 16 (que são vendidas por nada), ou uma aquarela de um homem chamado Malcolm Walker, antigo general do exército britânico, de um homem albanês em Constantinopla durante a Guerra da Crimeia (1854-1856). Esta pequena pintura, de uma serenidade inesgotável, retrata um homem de roupão cinza virado quase totalmente de costas, seu bigode apenas mostrando um lado de sua cabeça e a borla de seu barrete vermelho pairando sobre o outro. Naqueles dias, oficiais militares eram ensinados a desenhar e pintar, sem dúvida para fins de coleta de informações, mas o General e Sir Malcolm Walker (ele acabou se tornando um lorde) claramente tinha talento artístico.

O que me leva a Jean-Baptiste Debret (1768-1848), de quem eu não conhecia nada até gentilmente receber em minha última visita ao Brasil um catálogo raisonné, um livro lindíssimo, de Marcelo Consentino. Estava um pouco envergonhado de nunca ter ouvido falar de Debret, mas me consolei com a ideia de que, por mais eruditos que possamos ser, nosso conhecimento é sempre finito enquanto nossa ignorância permanece sempre infinita.

Ninguém, penso eu, chamaria Debret de grande artista, pois sua técnica era muitas vezes instável e nem sempre adequada a seu tema, evidente em seus retratos. Porém, a soma artística de suas aquarelas do Brasil pouco antes e depois da Independência é maior do que a soma de suas partes. Na verdade, é exatamente o tipo de arte que eu gostaria para adornar minhas paredes: um estímulo infinito à imaginação, mas não tão grande que faria alguém se sentir mal com a comparação.

O texto do livro nos adverte contra interpretar as pinturas de Debret, numerosas como elas são, como um tipo de guia para a realidade histórica do tempo do artista. O alerta faz sentido. Sei que precisamos de estatísticas, memórias e outros documentos para conhecer o Brasil da época — embora duvide que alguém possa olhar para as centenas de imagens e não acreditar que o artista tenha obtido pelo menos alguma compreensão sobre a vida da época que retratava. Afinal, nossa imagem da sociedade em que vivemos é igualmente incompleta, por mais insistente que seja nossa afirmação de entendê-la.

Debret não se esquivou dos horrores da escravidão: sua representação de um feitor açoitando um escravo nu amarrado em uma espécie de bola, um estrado atrás de seus joelhos dobrados, está entre as imagens mais horripilantes por mim conhecidas. O feitor açoita com a raiva de uma pessoa que está fazendo o mal em nome do bem, a crueldade de sua ação é algum tipo de garantia de que é necessário: a quem se faria tal coisa a menos que fosse necessário? Em outra pintura, um escravo nu, amarrado a um pelourinho, está sendo açoitado com tanta força (por um homem negro, que presumivelmente está se saindo muito melhor no sistema) que a pele de suas nádegas foi esfolada. Quase tão terrível é o fato de que alguns escravos acorrentados e amontoados estão olhando, esperando sua vez de serem açoitados.

No entanto, ao mesmo tempo, a impressão geral da sociedade é de considerável mérito estético, pelo menos em comparação com a da modernidade industrial. Cada instrumento, cada ferramenta, é lindamente moldado; mesmo o vestido pobre em tecido de boa cor e design. A arquitetura colonial portuguesa é de uma graça raramente igualada por qualquer outro vernáculo arquitetônico, e é perfeitamente adequada ao clima. Em comparação com as casas dos bilionários californianas, que geralmente são uma bagunça estética, templos ao luxo sem gosto, a arquitetura brasileira comum da época era magistral. Não é que não possa ser reproduzida hoje, pelo menos pelos ricos: é que não estamos preparados para admitir que não podemos fazer tão bem, muito menos melhor. Ah, se Brasília tivesse sido construída quando foi pensada pela primeira vez!

Uma pintura em particular me intrigou: Máscara Que Se Usa nos Negros Que Têm o Hábito de Comer Terra, uma condição conhecida como pica. Um homem, nu da cintura para cima e vestido com trapos abaixo dela, com costelas à mostra e aquela postura perfeitamente vertical da pessoa acostumada a carregar cargas na cabeça (ele equilibra um cântaro enorme e elegante, quase um terço de sua altura), usa uma máscara de ferro pontiaguda pintada de branco, com formato que lembra as máscaras que os médicos usavam durante epidemias de peste em Veneza.

O título da imagem (particularmente em francês, que fala da paixão do homem de manger de la terre) faz parecer que aqueles que comem a terra o fazem a partir de algum capricho estranho, como outros amam morangos ou cerejas. No entanto, na verdade, pica ocorre naqueles que estão carentes de ferro; em tempos em que a tinta ainda continha chumbo, crianças da cidade deficientes de ferro eram conhecidas por se envenenarem por chumbo por comer tinta contendo chumbo em vez de terra.

O fato de Debret ter representado este indivíduo desnutrido com sua curiosa máscara e tudo, implicando no título que havia muitos outros homens que compartilhavam sua paixão por comer terra, sugere que a deficiência de ferro era comum à época. Isso pode ter acontecido em razão da dieta inadequada, ou muito possivelmente por causa de amarelão — sete em cada oito pessoas, informou Debret em relação ao seu quadro de uma loja de sapateiros, andava descalço no Brasil da época. E o amarelão levava à perda crônica de sangue dos intestinos e, portanto, à deficiência de ferro.

De fato, uma única imagem — e seu título — pode nos dizer bastante.

Theodore Dalrymple é o pseudônimo do psiquiatra britânico Anthony Daniels. Daniels é autor de mais de trinta livros sobre os mais diversos temas. Entre seus clássicos (publicados no Brasil pela editora É Realizações), estão A Vida na Sarjeta, Nossa Cultura… Ou O Que Restou Dela e A Faca Entrou. É um nome de destaque global do pensamento conservador contemporâneo. Colabora com frequência para reconhecidos veículos de imprensa, como The New Criterion, The Spectator e City Journal.

Irã, uma nova colônia da China?

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 Majid Rafizadeh para o Gatestone Instiute:

Um slogan que os mulás que governam o Irã adotaram com orgulho desde que chegaram ao poder em 1979 é o seguinte: "nem Oriente nem Ocidente." Há muito tempo que o regime iraniano se vangloria em relação à sua independência das potências tanto ocidentais quanto orientais. Um novo acordo secreto firmado com a China, no entanto, ao que tudo indica, cede a Pequim um significativo controle sobre o Irã.

O acordo secreto de 25 anos, que mais parece um acordo colonial, concede à China direitos significativos sobre os recursos do país. Informações vazadas revelam que em um de seus termos consta que a China investirá quase US$400 bilhões nas indústrias petroquímicas, petróleo e gás do Irã. Em troca, a China terá preferência nas licitações de qualquer projeto novo no Irã ligado a estes setores. A China também terá direito a um desconto de 12% e poderá atrasar os pagamentos em até dois anos. A China também poderá realizar os pagamentos na moeda de sua preferência. Estima-se também que, no total, a China terá descontos de quase 32%.

Outra cláusula secreta do acordo diz respeito à questão militar: a China irá posicionar 5 mil homens das suas forças de segurança em solo iraniano. Essas concessões não têm precedentes na história da República Islâmica. O negócio é uma clara vitória da China, os US$400 bilhões serão investidos ao longo de 25 anos, o que representa uma ninharia para a segunda maior economia do planeta. A China também gozará de total controle sobre as ilhas iranianas, terá acesso ao petróleo do Irã a um preço extremamente competitivo, além de expandir sua influência e presença em praticamente todos os setores da indústria iraniana, como telecomunicações, energia, portuária, ferroviária e bancária. A China, diga-se de passagem, é o maior importador de petróleo do mundo.

O acordo chegou até a ser criticado por alguns políticos e jornais estatais do país. Uma manchete no jornal iraniano Arman-e Melli, por exemplo, surpreendentemente criticou o governo: "o Irã não é o Quênia nem o Sri Lanka (para ser colonizado pela China)."

O Secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo alertou os países presentes em um discurso proferido a diplomatas e líderes empresariais na Comissão Econômica das Nações Unidas para a África na capital etíope, Addis Abeba, em fevereiro de 2020, de que eles "deveriam ser mais cautelosos em relação a regimes autoritários e suas promessas vazias. Eles geram corrupção e dependência." Um artigo no jornal iraniano Hamdeli, escrito pelo jornalista iraniano Shirzad Abdollahi foi publicado com o título: "O Irã irá se tornar uma colônia chinesa?" Seu alerta às autoridades:
"os sorrisos dos chineses e dos russos são tão prejudiciais e destrutivos ao Irã quanto a cara fechada de Donald Trump. Os americanos expressam abertamente seus pontos de vista, os chineses e os russos no entanto, estão cuidando de seus próprios interesses disfarçados de elogios diplomáticos. A China, Rússia, Estados Unidos, Europa e todos os países estão atrás de seus próprios interesses nacionais em relação ao Irã, as relações românticas ou hostis com o Irã não fazem nenhuma diferença."
Mahmoud Ahmadi Bighash, membro linha-dura do parlamento do Irã, alertou em um canal da TV estatal que ele acredita que "a transferência do controle total das ilhas iranianas para a China" consta na proposta do acordo.

Até o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad apontou para o perigo desse acordo:
"não é legítimo assinar um acordo secreto com países estrangeiros sem levar em consideração a vontade da nação iraniana e ir contra os interesses do país, a nação iraniana não irá aceitar esse acordo."
Ahmadinejad ressaltou aos mulás que governam o país:
"vocês são donos do país, leiloam o país sem o conhecimento do povo? Fizemos uma revolução para que nada fosse feito na calada da noite e para que ninguém se considerasse dono da nação."
A reação interna de indignação ao acordo está ecoando de norte a sul de leste a oeste do Irã. Há iranianos que estão comparando o acordo com a China com os humilhantes e coloniais acordos fechados antes da Revolução Islâmica. Em 1872, por exemplo, o governante do Irã, Nasir Al-Din Shah cedeu ao banqueiro britânico Barão Julius de Reuter controle significativo de estradas persas, fábricas, extração de recursos, telégrafos, moinhos e outras obras públicas em troca de parte da receita durante 20 anos. A concessão a Reuter foi tão extensa que até imperialistas famosos como Lord Curzon a caracterizaram como "a mais completa concessão já feita sobre o controle de recursos por qualquer país a um estrangeiro".

Os mulás que governam o Irã estão vendendo o país para a China, a exemplo de alguns governos africanos. Pequim parece estar mais do que satisfeita em fazer negócios com ditadores, ignorar os abusos de direitos humanos deles e pilhar aquelas nações para promover suas próprias ambições hegemônicas globais.

Majid Rafizadeh é estudioso de Harvard, estrategista e consultor de negócios, cientista político, membro do conselho da Harvard International Review e presidente do International American Council on the Middle East. Escreveu vários livros sobre o Islã e a Política Externa dos EUA.